segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Os idosos apresentam lentificação para distinguir faces"

Os seres humanos apresentam lentificação em suas habilidades à medida que envelhecem.
Isso fica claro com relação aos movimentos e para o raciocínio. Pesquisadores da Universidade de Glaslow, na Escócia, demonstraram ,através de um estudo publicado na revista BMC Neuroscience, que isto ocorre também com relação ao reconhecimento de faces.
Eles perceberam que uma onda cerebral específica, que nos jovens é detectada 170 milissegundos após a apresentação de uma face, nos idosos se manifesta com um pouco mais de tempo, e além disso, ocorre também em resposta a imagem borradas (chamado de ruído). A redução na velocidade do processamento era esperada, mas a perda da especificidade no mecanismo de reconhecimento de faces, segundo os autores, foi um resultado surpreendente e ainda não pode ser explicado pelo conhecimento atual.

domingo, 29 de novembro de 2009

"Depressão: a doença mais comum no mundo em 2030"



Em 2030, a depressão será a doença que mais irá atingir as pessoas, estará mais frequente do que doenças cardiovasculares e o câncer, esta é a previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Países pobres, onde já se registram mais casos de depressão que os desenvolvidos, serão os mais atingidos nas próximas décadas. "A patologia tem diversas causas, algumas biológicas, mas parte delas vem de pressões ambientais e, obviamente, as pessoas pobres sofrem mais stress no dia a dia que as ricas, e não é surpreendente que tenham mais depressão", disse o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS, na primeira Cúpula Global de Saúde Mental, em Atenas, na Grécia. "As pessoas têm o direito de ser aconselhadas e tratadas como em qualquer outro distúrbio, e é preciso mudar a mentalidade em relação à doença", diz .

"Contato visual superestimula autista".


Olhar nos olhos de outra pessoa não é fácil para a criança autista. Evitar contato visual é uma das características mais marcante dessa desordem do desenvolvimento, e os pesquisadores tem buscado sua causa na região cerebral do giro fusiforme, ativo no reconhecimento facial. Em vez de ter um giro fusiforme subativo, talvez o problema das crianças autistas seja a amígdala superativa, afirma Kim Dalton, cientista- assistente da Universidade de Wisconsin- Madison, nos EUA.
O autismo diminui a capacidade de um indivíduo se comunicar e se relacionar socialmente. Evitar o contato visual contribui para isso, pois o olhar é fonte de "pistas sutis cruciais para o desenvolvimento social e emocional", afirma Dalton. Com Richard Davidson, professor de psiquiatria e psicologia da Universidade, Dalton comparou adolescentes autistas e adolescentes normais. Ele examinou sua atividade cerebral por meio de ressonância magnética enquanto eles olhavam para retratos de rostos familiares e outros rostos, expressando emoções diversas. Os adolescentes autistas demoravam mais para reconhecer os rostos familiares e cometeram mais erros na identificação das emoções dos outros.
Acompanhando os movimentos oculares dos indivíduos, Dalton e Davidson descobriram que as crianças autistas passam menos tempo com o olhar fixo nos olhos das fotografias, mesmo assim, o grupo autista, "Mostrou uma maior ativação da amígdala e do giro orbitofrontal", área associadas a respostas emocionais, segundo Dalton. Esses resultados sugerem que, em autistas, olhar para rostos causa super estimulação de centros emocionais, ocasionando comportamento esquivo. A baixa resposta fusiforme é, assim, o efeito, não a causa.
A compreensão dessa ligação pode ajudar cientistas a desenvolver maneiras de treinar crianças autistas a olhar para rostos, ajudando-as a formar laços sociais mais fortes.

"Homem consciente passa 23 anos com o diagnóstico de coma".


Um erro de diagnóstico fez um homem passar 23 anos consciente e "amarrado" a uma cama, enquanto médicos pensavam que ele estava em coma, na Bélgica.
Rom Houben, que tinha 23 anos quando sofreu um acidente de carro que o deixou completamente paralisado, foi submetido a vários exames normalmente utilizado para diagnosticar o coma, baseado em respostas motoras, verbais e oculares.
Ele, no entanto, escutava e via tudo o que acontecia a sua volta, sem conseguir se comunicar com os médicos, familiares e amigos.
Apenas alguns meses atrás, exames com aparelhos de tomografia de última geração mostraram que seu cérebro estava funcionando de maneira praticamente normal.
Houben então foi submetido à várias sessões de fisioterapia e agora consegue digitar mensagens em uma tela de computador.
"Nunca vou esquecer do dia em que descobriram qual era o meu verdadeiro problema. Foi um segundo nascimento", disse. "Todo este tempo eu tentava gritar, mas não havia nada para as pessoas escutarem."
O neurologista Steven Lawreys, que liderou a equipe que descobriu a situação de Houben, publicou um estudo a dois meses alertando que muitos pacientes considerados em estado de coma na verdade podem estar conscientes.
"Apenas na Alemanha, a cada ano, 100mil pessoas sofrem de traumatismo cerebral grave. Estima-se que de 3 a 5 mil deles se mantém presos em um estágio intermediário entre o coma verdadeiro e a total recuperação de seus sentidos e movimentos. Eles seguem vivendo sem nunca mais voltarem", disse Laureys, chefe do grupo de coma do Departamento de Neurologia da Universidade de Liège.

sábado, 28 de novembro de 2009

"Com seis meses, bebês já distinguem fisionomias"


Para bebes, aprenderem algo novo, por exemplo, uma língua, é literalmente uma brincadeira de criança.
No entanto, como bem sabem os alunos que sofrem com o exercício de gramática e vocabulário, essa capacidade invejável se "enferruja" com o tempo: recém-nascidos conseguem perceber a diferença até mesmo entre os sons de uma língua nunca ouvida; em compensação, a criança com 1 ano de idade conseguem decifrar apenas os sons já conhecidos de sua língua materna.
Os bebes também se revelam muito espertos no reconhecimento de fisionomias, como demonstrou um grupo de psicólogos liderados por Oliver Pascalis, da Universidade de Sheffield. Os pesquisadores estavam interessados em testar em que medida os bebes conseguiram diferenciar traços da fisionomia de animais de outras espécies. Psicólogos testaram a capacidade de 16 meninos de 6 meses. Por 3 meses os pesquisadores lhes apresentaram 3 vezes por semana, durante 10 minutos, várias fotos de macacos-de-Gibraltar.
Após o treinamento, vieram os testes: entre retratos de macacos desconhecidos, surgiram outros de macacos já visto pela criança. Os pesquisadores registraram o momento dos olhos dos bebes: os bebes observam mais demoradamente uma imagem nova. Resultado: as crianças testadas conseguiram diferenciar os animais com bastante acuidade.

"Ordenando tudo em gavetas de impressões visuais".


Ordem é fundamental em se tratando de memória. Neurobiólogos da Universidade de Wake Forest, em Winston, Salem, EUA, descobriram que isso vale não apenas para os seres humanos, mas também para os macacos. Numa experiência, os animais tiveram de reconhecer uma imagem em meio a diversas outras, após breve memorização. Ao mesmo tempo, pesquisadores mediam a atividade das células nervosas no centro da memória no cérebro: o hipocampo. Verificaram que certos neurônios disparavam sempre que cada imagem apresentava determinadas características muito particulares, como por exemplo, quando exibiam grandes de pessoas. Supõe-se que a especialidade dessas células seja simplificar as impressões visuais, ordenando-as em categorias. A organização em "gavetas" ajuda a reencontrar objetos não apenas em casa, mas na cabeça também.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

"O que é Transtorno de Personalidade Anti-Social?"


Estamos nos habituando a ouvir psicodiagnósticos populares sobre determinado personagem de filme, novela, ou até mesmo sobre uma pessoa real.
Os termos psicopatas ou mesmo "transtorno de personalidade anti-social" costumam estar muito presente nas conversas atualmente.
Segundo o tratado de Psiquiatria, o transtorno anti-social de personalidade (TPAS), é um padrão de comportamento socialmente irresponsável, explorador e livre de culpa, evidente na tendência a não se ajustar às leis, a não manter um emprego consistente, a explorar e manipular os outros em proveito próprio, a mentir e a não conseguir desenvolver relações estáveis. ele é considerado (pelo mesmo tratado), como um dos transtornos de personalidade mais difíceis de se tratar, devido, principalmente à falta de empatia e de responsabilidade social que impedem o estabelecimento de uma relação terapêutica eficaz.
Nos últimos anos, tem havido um interesse crescente a respeito de uma melhor compreensão sobre este transtorno. O aumento da criminalidade e violência urbanas pode ter contribuído para esse maior interesse.
Além de fatores psicossociais, outros biológicos tem sido implicados na fisiopatogenia do TPAS. Estudos de neuroimagem apontam envolvimento de estruturas cerebrais frontais, especialmente o córtex orbitofrontal e a amígdala.
Também tem sido sugerido que prejuízos na função serotonérgica estariam associadas à ocorrência de TPAS.
Uma abordagem ampla dos diferentes fatores possivelmente envolvidos na fisiopatogenia da TPAS poderia contribuir para o desenvolvimento de novas técnicas de prevenção e intervenção.