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sexta-feira, 24 de junho de 2011

"Filhos de mães que tiveram depressão pós-parto, tem mais chance de desenvolver depressão."



Uma pesquisa realizada pela Universidade de Reading, no Reino Unido, mostrou que mães que desenvolveram depressão pós-parto, tem a chance aumentada de ter um filho que desenvolva depressão na adolescência.

A pesquisa acompanhou 100 mães ao longo de 16 anos, e constataram que 41,5% dos jovens cujas mães tiveram depressão pós-parto, também tinham sofrido de depressão. A taxa no grupo de mães saudáveis caiu para 12,5%.

Os resultados mostraram que as crianças cujo apego com as mães era pouco próximo durante a infância, tinham mais chance de desenvolver a doença assim como os meninos apresentaram maior risco do que as meninas.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

"Pesquisa demonstra que em universitários,mais sono traz maior consumo de álcool".



Embora algumas pessoas defendam que os horários das aulas na Universidade comecem mais tarde pela manhã, pesquisadores acreditam que essa mudança traria desvantagens pois permitiria que os estudantes passassem a consumir mais álcool.

A pesquisa realizada na St.Lawrence University (EUA),analisou 253 estudantes universitários. Os participantes fizeram testes cognitivos e preencheram questionários sobre seus hábitos de sono,horários de aula,uso de substâncias e humor. Eles também mantiveram diários de sono durante uma semana.

A análise destes dados levou os cientistas a concluírem que se as aulas começassem mais tarde,os estudantes poderiam mudar suas escolhas e hábitos, passando a dormir mais e a consumir mais bebidas alcoólicas.Essa mudança de hábito poderia prejudicar o sono dos alunos, fazendo com que eles tivessem mais dificuldade de se concentrarem e aprenderem as matérias.

"Os efeitos de aulas que começam mais tarde, incluem mais sono",diz a autora Pamela Thacher. "Mas isso pode ser compensado por pior qualidade de sono,o que poderia afetar a habilidade (dos estudantes) de se comprometerem,intelectualmente,com os trabalhos do curso".


terça-feira, 22 de junho de 2010

"Pesquisa pode ajudar a evitar a depressão pós-parto."


Cientistas alemães acreditam ter encontrado a causa da melancolia que a maioria das mulheres sofre logo após o parto, e esperam que a descoberta contribua para um possível tratamento da depressão pós-parto.
Na primeira semana após dar a luz, cerca de 70% das mulheres sofrem da chamada "depressão pós-parto", com queixas que vão desde alteração de humor e ansiedade até falta de apetite e irritabilidade.
A maioria se recupera em pouco tempo, mas 13% das mães continuam apresentando os sintomas após os primeiros meses do nascimento do bebê, o que é considerado depressão pós-parto.
Pesquisadores do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e Cerebrais, de Leipzig, na Alemanha, descobriram que uma queda brusca dos níveis de estrógeno logo após o parto libera uma enzima no cérebro que bloqueia as substâncias químicas responsáveis pelo bem estar. O estudo foi publicado na revista médica Arquives Of General Psychiatry.
Esta enzima (MAO-A), quebra os neurotransmissores serotonina, dopamina e noradrenalina, que além de serem responsáveis por transmitir os sinais entre as células nervosas, também influenciam nosso humor.
Se o funcionamento dos neurotransmissores é afetado, a pessoa inicialmente se sente triste e após certo tempo corre o risco de ficar deprimida.
A MAO-A foi encontrada em níveis 43% mais elevados em mulheres que acabaram de dar a luz, do que em um grupo de mulheres que teve filhos há bastante tempo, ou não tinham filhos.
Os níveis mais altos foram registrados no quinto dia após o parto, coincidindo com o dia em que o humor das mães está no ponto mais baixo.
Em termos de prevenção, temos que certas drogas podem ser usadas para diminuir os níveis desta enzima e aumentar os níveis das substâncias químicas quebradas por ela.
"Nossos resultados tem o potencial animador de prevenção da alteração de humor pós-parto. Isso pode ter um impacto na prevenção e no tratamento de depressão pós-parto no futuro", afirmou a coordenadora da pesquisa Julia Sacher.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

"Estudo mostra associação entre depressão na gravidez e problemas de comportamento do filho."


Crianças e adolescentes cujas mães sofreram de depressão durante a gestação são mais propensas a apresentar comportamento antissocial, segundo estudo britânico publicado na revista Child Development.
De acordo com o estudo, mulheres agressivas e perturbadoras na juventude tem mais chance de terem depressão na gravidez; assim o histórico da mãe pode indicar o comportamento do seu filho.
O estudo avaliou 120 adolescentes britânicos e seus pais (que foram entrevistados, durante a gestação, após o parto e quando os filhos estavam com 4, 11, e 16 anos), os pesquisadores observaram que as mães que apresentavam depressão durante a gravidez eram quatro vezes mais propensas do que outras a ter filhos- homens ou mulheres- com um comportamento mais violento aos 16 anos de idade. e os resultados ocorriam independentemente do ambiente familiar, da exposição tardia da criança à depressão materna, dos hábitos da mãe de fumar ou beber na gestação e do comportamento antissocial dos pais.
"Tem-se dado muita atenção aos efeitos da depressão pós-natal sobre crianças jovens", destacou o pesquisador Dale Hay na publicação. "Mas a depressão durante a gestação pode também afetar o feto", complementou o pesquisador, destacando a importância de um acompanhamento médico das gestantes com depressão para minimizar os efeitos de longo prazo em seu filho.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"Estimulação magnética trata depressão pós-parto"


O grupo de pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, desenvolveu um novo tratamento para depressão pós-parto que não afeta o leite materno e tem bons resultados num curto período de tempo.
O estudo foi realizado por quatro semanas, onde as mulheres foram submetidas a Estimulação Magnética Transcrâniana (EMT). Nessa técnica um campo magnético promove a ativação de neurônios, ou sistemas neuronais, desativados, em função de diferentes patologias.
Martin Luiz Myczkowski, pesquisador do IPq e psicólogo desenvolveu um estudo de Mestrado baseado no estudo desenvolvido pelo Instituto. Ele conta que dez pacientes foram estudadas. "Apesar de nossa amostra ser pequena, comparando pacientes que fizeram o tratamento com as que não fizeram, percebemos uma melhora muito grande. Uma depressão que era grave se tornou leve, ou praticamente sumiu".
A pesquisa de Myczkowski abordou os efeitos na cognição e memórias das mulheres submetidas ao tratamento.
Os resultados apresentaram uma melhora nos relacionamento, com a família e com o marido, e memória imediata. Elas melhoraram ainda na flexibilidade mental e cognitiva e atenção seletiva. O psicólogo explica que "todas essas melhoras de atividade específicas trazem um benefício espetacular, porque além de não estar deprimida, a mãe tem mais confiança para cuidar do filho. Essas habilidades são essenciais, assim o início da vida dessas crianças vão estar mais protegido".
Esses resultados são preliminares e o estudo do tratamento de depressão pós-parto com EMT continua.