terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Lesões cerebrais podem causar escolhas morais anormais."


A equipe do neurocientista português Antonio Damásio descobriu que lesões numa área do cérebro ligada às emoções, o córtex pré-frontal ventromedial, pode levar os humanos a adotarem comportamentos contrários à moral, embora bastante pragmáticos.
Por exemplo, o que você faria se estivesse numa guerra e, estando escondido com outras pessoas numa casa, esta fosse invadida pelos soldados inimigos e o seu bebê começasse a chorar? O racional seria você matar o seu bebê para salvar a si próprio e a todos os demais...
Mas você não faria isso, por ser um ato contrário a todos os princípios morais; já indivíduos com lesão do CPFVM não hesitaram em matar a criança. Pelo menos isso foi o que esses pacientes disseram ao Dr. Damásio ao serem confrontados com essas situações hipotéticas durante a pesquisa.

"Dependentes de sol."


Muitas pessoas ignoram o alerta dos médicos sobre os malefícios do excesso de exposição ao sol, principalmente o risco de câncer de pele. Pouco adianta, é o mesmo que dizer ao fumante:"não fume".
De fato, há semelhanças entre a dependência de drogas e o que ocorre a quem não dispensa uma pele bem bronzeada. É o que mostra um estudo publicado no Journal of the American Academy of Dermatology realizado por pesquisadores da Universidade de Washington.
Participaram da pesquisa quase 400 estudantes universitários que responderam a um questionário conhecido como Cage, que é comumente aplicado em pesquisas sobre dependência de álcool. Os dados indicaram que 18% dos jovens que relataram bronzeamento frequente em ambientes abertos e 28% dos que admitiram ser fregueses assíduos do bronzeamento artificial obtiveram pontuação suficiente no Cage para ser classificados como dependente químicos, sendo que o fator determinante, nesse caso, não seria uma substância, mas a luz ultra-violeta. Outro resultado relevante é que a pessoa com histórico familiar de câncer de pele parecem ser a que mais "necessitam", de uma pele extremamente bronzeada. "Sabemos que os raios ultra-violetas induzem a liberação de endorfina e isso pode explicar porque é tão difícil convencer estas pessoas dos riscos que estão correndo", diz o dermatologia Robin L. Horning.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"Jogo patológico."


Ficar num emprego estável que paga mal ou aceitar uma proposta financeiramente mais atraente sem benefício da estabilidade? Deixar a economias rendendo juros microscópicos na caderneta de poupança ou investir no sedutor porém arriscado, mercado de ações? Psicólogos da Universidade da Califórnia em Berkeley mostraram como o grau de aversão ao risco se reflete no padrão de atividade cerebral revelado pela ressônancia magnética funcional. Pessoas que apresentam maior sensibilidade neural às perdas do que aos ganham são as mais conservadoras. Já os indivíduos cujo cérebro responde mais aos lucros que aos prejuízos se arriscam mais e são mais predispostos do jogo patológico", explica o psicólogo Craig Fox, co-autor do estudo.
Participaram da pesquisa 16 pessoas, que tinham que aceitar ou não o convite para mais de 250 jogos com diferentes graus de risco. Enquanto refletiam sobre a proposta, tinham o cérebro monitorado. Como esperado, as respostas variam muito entre os voluntários. As imagens revelam que nas pessoas com baixa aversão ao risco, a possibilidade de lucro ativava circuitos cerebrais ligados à recompensa, os mesmos envolvidos na dependência de drogas como álcool e cocaína. Além disso, mesmo quando a possibilidade de prejuízo era grande, estruturas ligadas ao medo e a ansiedade não foram ativadas nesse grupo. Por outro lado, indivíduos mais intolerantes aos riscos apresentavam pouca resposta das áreas de recompensa quando ganhos potenciais eram cogitados e alta atividade dos centros do medo ao menor sinal de prejuízo. Publicado na Scence, esse é o primeiro estudo a mostrar evidências neurofisiológicas de um modelo comportamental de tomada de decisão que vigora a meio século. Segundo Fox, os resultados devem ajudar no desenvolvimento de intervenções mais eficazes para o jogo compulsivo.

domingo, 10 de janeiro de 2010

"Neuromarketing: a força da marca."


Seu cérebro já pode ter escolhido que carro comprar antes mesmo do test-drive. Pesquisadores da Universidade de Munique revela que marcas consideradas fortes, ativam áreas cerebrais envolvidas no processamento das emoções positivas e nos mecanismos de recompensa. Essa ativação ocorreu independentemente da categoria do produto ou do tipo de serviço oferecido pelas empresas. Já as marcas tidas como fracas aumentaram a atividade de áreas ligadas à memória de trabalho e a resposta emocional negativas.
Os resultados foram obtidos por ressonância magnética funcional. "O imageamento cerebral pode complementar métodos normalmente empregados no desenvolvimento de uma nova área conhecida como neuromarketing", diz a radiologista Christine Born, coordenadora do estudo.

"Enxaqueca e Aura."


Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Harward descobriram alterações morfológicas no cérebro de pessoas que sofrem de enxaqueca. Usando ressonância magnética funcional eles observaram aumento de espessura de duas áreas motoras do córtex. Segundo o estudo publicado pelo PLO Medicina, a diferença não apareceu entre os paciente com ou sem enxaqueca, mas entre pacientes com enxaqueca que tem ou não aura, isto é, distúrbios visuais caracterizados por pontos piscantes, linhas em zigue-zague etc..
Chamou a atenção dos cientistas ,porém, o fato de uma área cortical relacionada à depressão estar mais espessa naqueles que manifestavam aura.
Espera-se que os resultados ajudem a explicar porque a enxaqueca se manifesta de forma diferente e apontam para tratamentos diferenciados e mais eficazes que os diagnósticos atuais.

sábado, 9 de janeiro de 2010

"Chá contra os efeitos do stress."


Quatro xícaras diárias de chá preto durante 5 dias foram suficientes para reduzir os níveis do hormônio cortisol em pessoas estressadas. O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Londres e publicado na revista Psychopharmacology. Não se sabe ainda quais substâncias presentes no chá responsáveis pelo efeito. "Embora não pareça reduzir o stress subjetivo, o chá preto diminuiu significativamente os níveis de hormônio do stress, protegendo o organismo do risco de doenças cronicas e particularmente do risco de doenças cardíacas", explica Andrew Steptoe, coordenador da pesquisa.

sábado, 2 de janeiro de 2010

"Carinho: impacto sobre o cérebro."


No campo das Neurociências, uma das grandes descobertas da última década é a de que o carinho tem enorme impacto sobre o cérebro.
De acordo com Suzana Herculano-Houzel, neurocientista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
"Estudos recentes mostram que relações estáveis estimulam a saúde mental e física e até prolongam a vida. Pesquisa da Escola de saúde pública de Harward, em Boston, mostrou que homens idosos com muitos amigos tem no sangue uma concentração muito menor da interleucina-6 (que causa a inflamação e é considerada fator de risco para doenças cardiovasculares), em comparação aos mais solitários.
Pesquisas também revelam que pessoas que cultivam relacionamentos conjugais harmoniosos e/ou tem pessoas com que de fato podem contar adoecem menos e vivem mais do que as que tem poucos relacionamentos afetivos. O carinho, este tipo particular de toque, com pressão moderada e movimento lento sobre a pele, é detectado por fibras neurais, que levam a informação à ínsula. À partir daí, os efeitos são distribuídos pelo cérebro: o hipotálamo diminui os níveis corporais de hormônio do stress. Os músculos relaxam e, ao sentir o corpo menos tenso, o cérebro também relaxa. Com menos stress para o corpo o cérebro aumenta a sensação de bem estar. Com o tempo, os neurônios do hipocampo são mantidos mais saudáveis, já que sua atrofia ao longo dos anos adultos é diretamente relacionada ao stress- incluindo a solidão.
Vamos estimular o toque, introduzindo-o na rotina do idoso o carinho frequente.