sábado, 14 de novembro de 2009

"Fumo afeta a formação de memórias"

Quando um fumante sacia sua ânsia por cigarro, diminui a resistência mental à dependência e afeta sua memória. Pesquisadores da Universidade de Michigan, EUA, registraram imagens de fluxo sanguíneo cerebral de fumantes que tragaram um cigarro após uma noite de abstinência.
Eles obtiveram imagens enquanto os sujeitos fumaram também um cigarro de baixo teores. Para comparar as imagens, removeram os sinais de atividades cerebral não relacionada com o ato de fumar, gerando um mapa exclusivo do estímulo causado pela nicotina. A assimilação da substância aumentou o fluxo sanguíneo em áreas ricas em receptores de nicotina e o diminuiu em áreas envolvidas na formação de memórias e em regiões que controlam a necessidade de drogas.

"Imitação fortalece vínculo afetivos em primatas"


O ato de imitar o semelhante é importante para estreitar laços afetivos entre os primatas. Uma pesquisa com macacos-prego, realizada por cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde, nos EUA, apoia esta ideia - já demonstrada por outros trabalhos. O curioso desta pesquisa, no entanto, é que as evidências vieram não da observação da imitação entre os próprios macacos, mas do comportamento dos animais em relação aos pesquisadores.
Segundo artigo sobre o resultado do experimento, publicado na revista Science, os macacos preferiram a companhia dos cientistas que os imitaram, em detrimento daqueles que não reproduziram seus gestos e expressões.
Os primatas não apenas gastaram mais tempo com os imitadores humanos como também preferiram participar de tarefas simples com eles, ignorando a solicitação dos pesquisadores que não os imitaram. Segundo os autores, a repetição de gestos e expressões parece ser compreendida como uma demonstração de empatia e tem um papel fundamental de grupos sociais.

Crianças com Síndrome de Down vão bem em escola normal.


O desenvolvimento escolar de crianças com Síndrome de Down é muito semelhante ao das que não apresentam prejuízos cognitivos, sensorial ou motor. As conclusões de um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto ( FMRP-USP ) reforçam a importância da inclusão social desses alunos e o acesso às escolas regulares.
Resultados da dissertação de mestrado da terapeuta ocupacional Patrícia Páfaro Gomes Anhão, a pesquisa comparou seis crianças, entre 3 e 6 anos, portadoras da síndrome, com outras seis, da mesma faixa etária, sem nenhum distúrbio, por meio de filmagens em cinco escolas da rede municipal da cidade. Dois tipos de habilidades foram analisados: interpessoal e de autoexpressão.
As filmagens revelaram que as crianças com Down só se diferenciaram das demais em dois dos quinze comportamentos analisados. Elas imitaram os coleguinhas com maior frequência e tiveram mais dificuldade para estabelecer contato no primeiro momento. Estes resultados devem ajudar os pais a entender que seus filhos precisam do ensino regular e não apenas do especial.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Há diferenças anatômicas nos cérebros de psicopatas".

Neurocientistas britânicos identificaram diferenças anatômicas no cérebro de psicopatas que podem explicar as origens biológicas deste distúrbio frequentemente associado a comportamentos criminosos. Estudos anteriores, ainda controversos, já haviam mostrado que essas pessoas exibem alterações na amígdala, área associada a emocões e a agressão, e no córtex orbito-frontal, envolvidos nos processos de tomada de decisão. Mas o estudo publicado pela revista Molecular Psychiatry revelou modificações discretas, mas significativas, numa área conhecida como fascículo uncinato, uma via composta por matéria branca (formada pelos axônios dos neurônios) que conecta as duas estruturas anteriores.
Essas alterações foram detectadas por meio de tractografia - um tipo específico de ressonância magnética funcional. Os resultados revelaram ainda que o grau de anormalidade observado nessa região se correlacionou positivamente à gravidade do distúrbio. Segundo os autores, as evidências sugerem fortemente uma base biológica da psicopatia, embora não seja possível afirma ainda se estas alterações são inatas ou adquiridas ao longo do desenvolvimento cerebral.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O "cheiro " do medo.


Em um estudo, foi exibida a um grupo de mulheres uma foto ambígua, em que não fica claro se o fotografado está alegre ou com medo. Em condições normais, as respostas das voluntárias se dividiram em metade para cada categoria. Mas quando elas foram previamente exposta, sem saber, ao suor masculino que havia sido coletado enquanto homens assistiam a um filme de terror, a maioria achou que a pessoa do retrato temia alguma coisa.
Publicado na revista Psychological Science, o experimento demonstra que o medo pode ser percebido, de forma inconsciente, por meio do suor, favorecendo respostas comportamentais de natureza semelhante quando os estímulos sensoriais se apresentam de forma ambígua. Fenômeno similar é observado entre outros mamíferos, mas havia dúvidas sobre a ocorrência entre seres humanos.
Os autores especulam que o mecanismo poderia estar associado, certamente não de forma isolada, a casos de histeria coletiva em que um grande número de pessoas entra em pânico e começa a manifestar uma série de sintomas sem causa aparente.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"A dor que desconcentra."


Neurocientistas explicam porque uma dor de cabeça intensa é capaz de impedir que você se concentre no trabalho, na leitura ou em qualquer tarefa que exija atenção. Já sabíamos que o cérebro prioriza a dor, que representa uma ameaça ao indivíduo e precisa ser combatida. Pouco se sabia, no entanto, sobre como isso acontece. A equipe de Ulrike Bingel, do centro médico da Universidade de Hamburgo-Eppendorf (Alemanha), identificou a região do cérebro responsável por afetar o processamento cognitivo quando sentimos dor. Os pesquisadores pediram a voluntários que desempenhassem tarefas visuais, enquanto eram submetidos a diferentes graus de dor causada por um feixe de laser sobre suas mãos. Durante o experimento eles tiveram a atividade do cérebro monitorada por ressonância magnética funcional. Os resultados relatados, mostram que a dor afeta o processamento visual feito no complexo occipital, e que essa interferência é modulada por uma outra região cerebral, situada no córtex cingulado anterior, envolvido na percepção da dor e no controle da atenção.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"Células tronco recuperam memória após radioterapia".


Células tronco embrionárias podem ajudar pacientes que apresentam deficits de aprendizagem e de memória após terem sido submetidos à radioterapia para o tratamento de tumores cerebrais, sugere um novo estudo.
A pesquisa feita por um grupo da Universidade da Califórnia, em Irvine (UCI) e em San Francisco, nos EUA, seria publicado esta semana no site, e em breve na edição impressa da revista Proceeding of the National Academy of Sciences.
No estudo, feito em ratos, foi observado que células tronco transplantadas restauram a aprendizagem e memória a níveis normais quatro meses após a radioterapia. Por outro lado, animais submetidos à radioterapia e que não receberam célula-tronco experimentaram um declínio de mais de 50% na função cognitiva.
"Os resultados fornecem a primeira evidência de que tais células podem ser usadas para melhorar o dano induzido pela radiação do tecido cerebral sadio"- diz Charles Limoli, professor de oncologia radioativa da UCI e principal autor do estudo.