sábado, 7 de novembro de 2009

"Doença de Alzheimer pode ter marcador precoce."


Segundo um estudo publicado no "Archives of Neurology" a perda de habilidade espaciais causadas pela Doença de Alzheimer pode ocorrer antes da manifestação de dificuldades relacionadas às recordações, contrariando a afirmativa de que na doença a perda de memória seria o principal sintoma. Os pesquisadores da Universidade de Kansas (EUA) acompanharam 444 pessoas por 6 anos, em média. Os voluntários passaram por testes de habilidades visuoespaciais e por avaliações de memória e de cognição. Desses pacientes 134 desenvolveram Demência, 44 tiveram o cérebro examinado após a morte e foi confirmado o diagnóstico de Alzheimer. Observadores perceberam que a perda das habilidades visuoespaciais se manifestou até 3 anos antes do diagnóstico clínico de Demência - chamada de fase pré-clínica da doença. O estudo indica um possível marcador mais precoce da doença, mas ainda só apontado por meio de testes neurológicos complexos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"O que é neurônio espelho?"

Os neurônios espelhos ("mirror neurons") foram descritos pelos neurocientistas Giacomo Rizzolatti, Leonardo Forgani e Vittorio Gallese(1988), na Universidade de Parma, Itália.
Após observarem a área pré-motora em macacos constataram que há neurônios que disparam tanto quando o animal realiza um determinado movimento, como quando observa outro animal (normalmente da mesma espécie) a fazer o mesmo. Desta forma o neurônio "imita" o comportamento de outro animal como se estivesse ele próprio a realizar este movimento. Estes neurônios já foram observados de forma indireta em primatas, e acredita-se que também existam em humanos e alguns pássaros.
Estudos recentes tem mostrado que eles são fortemente relacionados com nossa capacidade de aprender. Além de responder a ações dos outros (daí o nome espelho), eles podem ser a chave para descobrir como o ser humano começa a sorrir, andar, falar e até dançar. Estudos afirmam que crianças autistas tem atividade menor dos neurônios espelhos.

"Estudo demonstra falha no cérebro de autistas."


Um estudo na Universidade de Washington, analisou as conexões feitas na córtex cerebral ( a parte do cérebro que lida com o pensamento complexo).
Os cientistas descobriram que as pessoas com autismo apresentam padrões anormais de comunicação entre as células cerebrais.
Em algumas partes do córtex, as células fazem conexões demais, em outras não estabelece conexões suficientes.
"Nossas descobertas indicam que adultos com autismo mostram diferenças na atividade neural coordenada, o que significa má comunicação interna entre as partes do cérebro", disse Michael Murias, que coordenou a pesquisa.
Os pesquisadores analisaram os eletroencefalogramas de 36 adultos, metade deles autistas.
Os pacientes com autismo apresentaram anormalidades principalmente nas conexões feitas pelo lobo temporal, a região responsável pela fala.
As descobertas que foram apresentadas em um encontro da Sociedade de Neurociências, podem ajudar a diagnosticar o autismo mais cedo, de acordo com os cientistas.

A chuva e a alteração de humor.


Pesquisadores dos Estados Unidos e Canadá já comprovaram que tempo e clima afetam o comportamento, o humor e até os pensamentos.
O sol está relacionado às coisas alegres, coloridas e a chuva à cor cinza, tristeza e lágrimas.
Responsável pela vitamina D, a exposição ao sol altera a neuroquímica do organismo.
É por esse motivo que a depressão é mais comum em países menos ensolarados. Este problema é tão sério, que nos países Escandinavos, por exemplo, onde nos meses de inverno o dia não dura mais do que 6hrs., muitas clínicas especializadas oferecem um tipo de terapia solar aos seus pacientes.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Alcool na adolescência afeta as decisões na vida adulta".


O abuso de bebidas alcoólicas na adolescência pode ter efeitos danosos no processo de tomada de decisão na vida adulta.
A afirmação é de um estudo feito por pesquisadores na Universidade de Washington, nos EUA, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
O objetivo do estudo foi verificar se o consumo de álcool em níveis elevados na adolescência poderia afetar futuramente as áreas no cérebro envolvidas no processo de decisão.
"Sabemos que a exposição precoce de álcool e outras substâncias é um indicador de posterior abuso químico em humanos. É um conceito novo pensar que a exposição na adolescência pode ter efeitos cognitivos de longo prazo, mas não podemos testar isso em pessoas", disse Nicholas Nasrallah, um dos autores do estudo.
"Mas o nosso modelo que envolveu o uso de ratos, corrobora a relação causal entre o uso precoce do álcool e o posterior aumento na tomadas de decisões arriscadas", afirmou.
"O modelo animal que utilizamos permite estabelecer essa relação. Estudos apontam que regiões do cérebro, incluindo aquelas envolvidas na tomada de decisões demoram para se desenvolver e o processo se alastra pela adolescência. Nosso estudo indica que as estruturas envolvidas nesse desenvolvimento tardio são afetadas pelo uso do álcool", disse Ilane Bernstein, professora de Psicologia da Universidade de Washington, outra autora do estudo.

Aprendendo a ver: o cérebro pode ser treinado para perceber estímulos invisíveis".


Embora sempre consideramos que somos capazes de ver tudo, o que está em nosso campo de visão, nosso cérebro na verdade seleciona os estímulos que chegarão à nossa consciência. Mas há uma forma de lidar com isso. Um novo estudo revela que nossos cérebros podem ser treinados para ver, conscientemente estímulos que normalmente seriam invisíveis, aqueles que, mesmo sendo captados pelo olho, não chegam à nossa consciência.
O estudo será publicado no próximo exemplar do "Journal of Vision".
O pesquisador Caspar Schuredrzik do Instituto Max Planck de Pesquisas do Cérebro (Alemanha), afirma que o cérebro é um órgão que se adapta continuamente ao meio ambiente, podendo ser treinado para aprimorar a percepção visual.
A capacidade de treinar o cérebro para ver de forma consciente poderá ajudar as pessoas cujo córtex visual primário tenha sido danificado por um derrame ou por um acidente, um problema neurológico conhecido como "visão cega".
Em 2008, pesquisadores da Haward Medical School demonstraram que uma pessoa com "visão cega" pode andar corretamente em uma sala cheia de obstáculos ainda que ela não seja capaz de ver conscientemente esses obstáculos.
Schuredrzik afirma que sua pesquisa poderá ajudar os pacientes com "visão cega" a ganhar consciência daquilo que suas mentes podem de fato ver.

"Relação entre doença cutânea e doença psiquiátrica".


Pesquisadores australianos publicaram, recentemente, no "Archives of Dermatology", um estudo que procuravam avaliar longitudinalmente a relação entre doença cutânea e morbidade psicológica entre mulheres jovens, testando a hipótese de que morbidade psicológica (depressão, ansiedade, estresse) é fator causal de doença cutânea.
Participaram desse estudo, mulheres com idade entre 22 e 27 anos à primeira pesquisa (foram realizadas em 3 momentos), randomicamente selecionadas do banco de dados do Medicare Nacional Australiano.
Os pesquisadores concluíram que os achados da relação entre depressão e estresse à doença cutânea pode ter implicações clínicas consideráveis, incluindo implicações para intervenções psicológicas adjuvantes no tratamento de pacientes com doenças cutâneas.