quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

"Relação entre a Síndrome do intestino irritável com os estados de depressão e ansiedade."


Até metade das pessoas que sofrem da Síndrome do Intestino Irritável podem apresentar problemas psicológicos - incluindo ansiedade, depressão e somatização- que afetam bastante sua qualidade de vida, segundo os especialistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.
A síndrome é marcada por dor abdominal com cólica e distensão abdominal por gases, além de intestino preso e diarreia: e por si só, já influencia negativamente o bem estar dos pacientes. Segundo os especialistas, associada a problemas de humor, estão a condição tem um impacto ainda maior na qualidade de vida.
"Pacientes com síndrome do intestino irritável são conhecidos por terem prejuízos na qualidade de vida comparáveis ao de indivíduos com outras doenças gastrointestinais cronicas, incluindo doença inflamatória intestinal e doença hepática cronica", disseram os pesquisadores no Encontro Anual do American College of Gastroenterology. "Em até metade desses pacientes, comorbidade de doenças psiquiátricas pode ser detectada; e essas condições também afetam negativamente a qualidade de vida", completaram.
Avaliando 279 pessoas que sofriam da Síndrome do Intestino Irritável- a grande maioria era de mulheres- os pesquisadores observaram que a coexistência de problemas psiquiátricos é comum entre esses pacientes, com mais de 28% apresentando depressão e quase 34% tendo ansiedade. Além disso, um em quatro pacientes apresentam altos índices de somatização- "tendências a experimentar e comunicar sofrimento somático em resposta e stress psicossocial e buscar auxílio médico por isso".
De acordo com os autores, mais da metade dos pacientes apresentaram pelo menos um distúrbio psiquiátrico, e sua qualidade de vida era significativamente menor do que a dos participantes que não apresentavam problemas como depressão, ansiedade e somatização. Além disso, essa pior qualidade de vida associada aos problemas psiquiátricos seria independente da frequência e da severidade dos sintomas intestinais.
"Além dos sintomas intestinais, a comorbidade psiquiátrica, particularmente a depressão e a somatização, podem ser alvos terapêuticos igualmente importantes para otimizar o bem estar dos pacientes com síndrome do intestino irritável", concluíram os autores.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

"Estudo sugere que amamentação pode melhorar a inteligência das crianças."


Um estudo australiano feito com mais de mil crianças e relatado pelo site especializado MedPage Today, demonstra que crianças de 10 anos que haviam sido amamentadas por pelo menos 6 meses, tiveram resultados melhores em teste-padrão de leitura, matemática e grafia, em comparação com crianças amamentadas por períodos mais curtos.
O estudo foi coordenado por Wendy Oddy, do Instituto de Pesquisa de Saúde Infantil da Universidade do Oeste da Austrália.
"Nosso estudo adiciona provas crescentes de que a amamentação por pelo menos 6 meses, tem efeito benéfico para o melhor desenvolvimento da criança", escreveram Oddy e seus colaboradores.
A relação entre amamentação e desenvolvimento cognitivo é atribuída aos nutrientes presentes no leite materno- principalmente ácidos graxos- poli-insaturados- que ajudam no crescimento de membranas celulares do cérebro e de neurônios.
O estudo levou em consideração os outros fatores que também influenciam o desenvolvimento cognitivo infantil e disse ter tentado controla-los entre as crianças estudadas. Com isso, foi possível observar também que índices menores de educação materna e renda prejudicavam o desempenho das crianças.
Em contra partida, as que liam mais durante a idade de 3 a 5 anos, tiveram melhores resultados nos testes de leitura e escrita.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"Já nos primeiros meses de vida, os bebês já desenvolvem a empatia."


Um trabalho publicado no periódico Biology Letters, e realizado no Centro para Estudos do Cérebro e Desenvolvimento Cognitivo da Universidade de Londres, e coordenado pela pesquisadora Victoria Southgate, provou que aos 9 meses de idade, os bebês ativam a região motora do cérebro que fazem os espelhamentos neuronais que são uma habilidade cerebral que faz que nos sintamos exercitando uma tarefa mesmo que não façamos pessoalmente, mas incorporando o movimento de outras pessoas em nível mental.
A pesquisadora e sua equipe, observaram esse padrão monitorando as atividades cerebrais de bebês ao fazerem ou simplesmente olharem a manipulação de brinquedos. As reações eram gravadas pelo eletroencéfalograma, exame que mede as atividades elétricas do cérebro, para posterior análise.
O fato de o exame mostrar que os bebês prediziam as atividades, ou seja, que seu sistema motor replicava paralelamente aquelas realizadas por alguém próximo, e que essas informações os ajudavam a dar continuidade em ações começadas por outras pessoas, mostrou aos pesquisadores que essa habilidade cerebral é o primeiro passo em direção a uma futura socialização. Para os bebês, esse tipo de espelhamento neuronal é a base para que eles estejam preparados para uma atividade colaborativa que será importante para seu aculturamento.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"Boxe causa danos neuropsiquiátricos."


Questões com: Quais complicações agudas e sequelas tardias os boxeadores podem esperar ao longo de sua carreira?, foram analisadas por Hans Forsti e seus colaboradores da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha.
A avaliação dos maiores estudos sobre o tema da saúde dos boxeadores nos últimos 10 anos, mostrou que o nocaute, que está de acordo com as regras do esporte e que, em termos neuropsiquiátricos, corresponde à concussão cerebral, produz piores danos.
Depois de um nocaute, consequências menos graves, incluem sintomas como dor de cabeça persistentes, problemas auditivos, náuseas, andar instável e esquecimento.
Mas o nocaute não é o único vilão, os pugilistas tem um risco substancial de lesão aguda na cabeça, coração e esqueleto.
Os déficits cognitivos após o trauma crânio encefálico duram significativamente mais do que os sintomas que podem ser percebidos pelo indivíduo.
Cerca de 10% a 20% dos pugilistas desenvolvem deficiências neuropsiquiátricas persistentes.
O trauma cerebral repetido ao longo de uma carreira no boxe, pode resultar na demência do pugilista que é neurobiologicamente similar à Doença de Alzheimer e tão importante a ponto de receber sua própria designação: demência pugilística.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"Pesquisadores brasileiros recuperam movimentos em ratos paraplégicos."


Cientistas brasileiros do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, criaram uma nova técnica que permitiu que ratos paraplégicos voltassem a andar.
O método é uma combinação entre o uso de células-tronco com exercícios físicos intensos.
O estudo foi realizado através das lesões provocadas por traumas na coluna de ratos, que foram divididos em dois grupos: um começou o tratamento 48horas após a lesão,e outro, 14 dias depois do trauma. No local dos ferimentos, foi injetado um preparado de células-tronco retiradas da medula óssea dos próprios ratos. Uma vez no organismo, as células tronco se transformaram em células neurais e ajudaram a regenerar as regiões afetadas.
Paralelamente, os ratos foram submetidos a um trabalho de condicionamento muscular intenso, com 6 sessões semanais de exercícios na piscina, de uma hora de duração cada.
Em uma escala que vai de zero (animais totalmente paralisados)a 21 (mobilidade excelente),alguns foram do nível 2 para o 17 em 45 dias. Quase todos conseguiram recuperar parte dos movimentos das patas traseiras, mesmo quando a terapia foi implementada "tardiamente".
"Isso mostra que é possível recuperar os movimentos mesmo após a estabilização da lesão", disse a criadora do método, Katherine Athayde de Carvalho.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

"Diabetes sem tratamento, reduz colesterol para o cérebro."


Um estudo realizado na Universidade de Harvard,nos Estados Unidos, indica que diabetes não tratada pode reduzir a quantidade de colesterol disponível para o cérebro. Sabe-se que: níveis baixos de colesterol são ligados ao Mal de Alzheimer e a outras doenças degenerativas. As informações estão disponíveis no site da revista New Scientist.
Os pesquisadores compararam genes em amostras de cérebro de rato com diabetes do tipo 1 e tipo 2 de encontro com amostras de ratos saudáveis.
A atividade destes genes envolvidos na produção de colesterol na área que envolve a manutenção de energia do cérebro foi reduzida em 25% nos dois grupos de ratos diabéticos. Mas quando foram tratados com insulina,os efeitos foram contrários.
O colesterol colabora na sustentação da comunicação neuronal, ajudando as células a formarem conexões umas com as outras.A pesquisa oferece novas opções nos estudos sobre a ligação de insulina e produção de colesterol, segundo os cientistas.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"A inteligência emocional atinge seu ápice aos 60 anos."


A conclusão de um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, é de que as pessoas idosas tem mais dificuldade em controlar suas emoções, especialmente quando assistem cenas desoladoras ou repugnantes em filmes e novelas, entretanto, elas são melhores do que as pessoas mais novas em ver o lado positivo de uma situação stressante e ter empatia com os menos afortunados.
A equipe do Dr. Robert Levenson está analisando como nossas estratégias e respostas emocionais mudam à medida que envelhecemos.
Os resultados das pesquisas apoiam a teoria de que a inteligência emocional e as habilidades cognitivos podem realmente melhorar quando entramos na casa dos 60, dando às pessoas mais velhas uma vantagem no trabalho e nos relacionamentos pessoais.
No primeiro estudo, os pesquisadores analisaram como adultos saudáveis na faixa dos 20, 40, e 60 anos reagiram a clipes de filmes neutros, triste e revoltantes. Eles examinaram sobretudo a forma como os participantes usaram técnicas conhecidas como "avaliação independente", "reavaliação positiva" e "supressão de comportamentos".
As pessoas mais velhas foram os melhores em reinterpretar cenas negativas de forma positiva, um mecanismo de enfrentamento que se baseia fortemente na experiência de vida e nas lições aprendidas.
Os mais jovens e os participantes de meia-idade foram melhores no uso da "avaliação independente" para se desviar a atenção dos filmes desagradáveis.
Todos os três grupos foram igualmente hábeis em usar a supressão de comportamento para reprimir suas respostas emocionais.
"Pesquisas anteriores já haviam mostrado que a supressão de comportamento, não é uma maneira muito saudável de controlar as emoções", disse Levenson.
O estudo conclui que, "os idosos podem ser melhor servidos permanecendo socialmente engajados e usando a reavaliação positiva para lidar com situações stressantes, em vez de desconectar-se de situações que oferecem oportunidade para melhorar a qualidade de vida".
"Cada vez mais parece que o sentido da vida a partir de uma certa idade centra-se nos relacionamentos e no cuidar e ser cuidado por outros", afirma Levenson.

sábado, 18 de dezembro de 2010

"Terapia genética melhorou a memória de ratos com Alzheimer".


Um artigo publicado na revista científica Nature, relata uma técnica de terapia genética criada para melhorar problemas de memória associados ao Mal de Alzheimer, foi testada com sucesso em ratos, dizem cientistas americanos.
Os especialistas usaram a técnica para aumentar níveis de uma substância química que auxilia a comunicação entre células do cérebro, que é prejudicado em pacientes com Mal de Alzheimer.
Segundo a entidade britânica Alzheimer´s Research Trust, que fomenta pesquisas sobre a doença, o novo estudo acrescenta uma peça importante ao conhecimento que se tem sobre a doença e sugere novas técnicas de pesquisa.
A equipe de pesquisadores do Instituto Gladstone de Doenças Neurológicas, nos Estados Unidos, acredita que um aumento nos índices do neurotransmissor EphB2 no cérebro possa ajudar a reduzir ou mesmo prevenir alguns dos piores efeitos da doença.
O estudo sugere que a substância cumpre um papel importante na memória e que sua presença é reduzida em pacientes com o Mal de Alzheimer. Uma das características mais marcantes dos cérebros afetados por essa condição é o acumulo de placas de proteína chamada amilóide. Com o passar do tempo, isso leva à morte das células do cérebro.
A equipe baseou seu experimento em uma particularidade da proteína amilóide: sua suposta habilidade de se acoplar ao neurotransmissor EphB2, reduzindo a quantidade da substância disponível para as células do cérebro, o que poderia em parte explicar a perda de memória nos pacientes.
Para testar essa idéia, eles usaram técnicas de terapia genética para reduzir e também para aumentar a quantidade de EphB2 disponíveis nos cérebros de ratos de laboratório. Quando os índices da substância foram reduzidos em ratos saudáveis, os animais desenvolveram sintomas de perda de memória similares àqueles observados em ratos programados geneticamente para apresentar uma condição similar ao Mal de Alzheimer.
E quando os ratos com sintomas de Alzheimer receberam terapia genética que aumentou os índices de EphB2, seus sintomas de perda de memória desapareceram.
Lennart Mucke, líder do estudo, disse que sua equipe ficou "encantada" com a descoberta. "Com base nos nossos resultados achamos que impedir as proteínas amilóides de se acoplarem ao EphB2 e aumentar os índices de EphB2 ou de suas funções por meio de drogas pode ser benéfico a pacientes com Mal de Alzheimer, disse Mucke.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

"O tamanho do córtex visual no cérebro pode alterar a visão do mundo."


Um estudo realizado no Wellcome Trust Centre for Neuroimaging e no Institute of Cognitive Neuroscience da University College London,e publicado na revista Nature Neuroscience, indica que o tamanho do córtex visual afeta a maneira como o ambiente é percebido.
Ninguém coloca em dúvida, o fato de que pensamentos e emoções diferem de uma pessoa para a outra,mas a maioria acha que o mundo é visto de maneira semelhante.Ou seja, as cenas são as mesmas,mas a interpretação é diferente.
Este estudo demonstra que as diferenças também estão presentes na maneira como se vê o mundo.
Sabe-se que o córtex visual primário( área do cérebro responsável por processar os estímulos visuais),varia até 3 vezes de tamanho de um indivíduo para outro, e isso causaria diferenças individuais na percepção do mundo.
Samuel Schwarzkopf e seus colaboradores apresentaram séries de ilusões ópticas a 30 voluntários saudáveis.
Entre as imagens estavam a conhecida ilusão de Ebbinghaus, na qual dois círculos iguais são envoltos por círculos pequenos para um e grande para outro.
Em outra ilusão de óptica, ou do ""trilho do trem", duas imagens de mesmo tamanho parecem diferentes por estarem em posições diferentes no trilho em relação ao observador: mais perto e mais longe, sendo que a segunda dá a impressão de ser maior.
Os pesquisadores verificaram uma grande diferença (ilusória) entre as imagens de mesmo tamanho, enquanto para outros a diferença era pouco perceptível.
Por meio de ressonância magnética funcional, os pesquisadores mediram a área superficial do córtex visual primário de cada voluntário.
Surpreendentemente, foi verificada uma forte relação entre o tamanho do córtex visual e a extensão em que os voluntários percebiam a ilusão de óptica: quanto menos a área, mais pronunciada foi a ilusão.
"Nosso trabalho mostra que o tamanho de uma parte do cérebro de uma pessoa pode ser usado para prever como ela percebe o ambiente visual", disse Schwarzkopf. "Como vemos o mundo depende muito de nossos cérebros,do tamanho da área que o cérebro separa para o processamento visual."

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"O vício pode depender do indivíduo e não da substância".


Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Michigan e Washington, nos Estados Unidos,concluiu que, ao contrário do que se achava, diferenças nos tipos de respostas a estímulos ambientais entre os indivíduos podem influenciar padrões químicos no cérebro,relacionados a recompensa.
Segundo os pesquisadores, a maior compreensão dessas diferenças poderá levar ao desenvolvimento de novos tratamentos e de formas de prevenção para o comportamento compulsivo.
A pesquisadora Shelly Flagel, diz que : "conseguimos responder a uma antiga dúvida sobre qual é o papel da dopamina no sistema de recompensa".
Os cientistas usaram uma variação de um experimento clássico,no qual um rato aprende associar uma alavanca com a obtenção de uma recompensa, no caso, comida.
Neste novo estudo, os animais não precisavam pressionar a alavanca, uma vez que os cientistas estavam testando a importância do mecanismo como sinal do surgimento da comida.
O que não se sabia, era se a dopamina liberada no cérebro dos ratos estava relacionada a alavanca como previsão do surgimento da comida,ou se a liberacão do transmissor já se daria apenas pela visão da alavanca.
A resposta, segundo o estudo, depende do tipo de rato em questão,ou do tipo do indivíduo.
"Algumas pessoas vêem um cartaz de uma sorveteria e para elas é apenas isso: um simples sinal de que há uma sorveteria por perto. Mas outras tem uma reação forte ao sinal uma associação tão intensa com os sorvetes que os leva até mesmo a sentir o gosto e, frequentemente, a entrar e consumir o produto", disse Shelly.
Os pesquisadores estudaram ratos que foram procriados seletivamente para que tivessem certos traços comportamentais, entre os quais diferentes tendências para drogas viciantes.
O grupo inclinado para as drogas, direcionou mais a atenção para a alavanca, enquanto os demais se importavam mais com o local em que a comida aparecia.
Os cientistas mediram as respostas à dopamina no cérebro dos ratos à medida que variavam em frações de segundos.
A análise mostrou que o grupo orientado ao uso de drogas teve um "salto de felicidade"apenas com a visão da alavanca, o que não ocorreu com os demais.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Stress faz com que o ranger dos dentes durante o sono aumente."


Um levantamento realizado nos Estados Unidos, detectou que nos anos de 1970 a prevalência de pessoas com bruxismo ( ranger involuntário dos dentes), era de 12,5%. Dez anos depois passou para 25% e na década passada o índice alcancou 33%. a previsão é que em 2010 mais da metade dos americanos apresentem o problema. No Brasil embora não exista pesquisa,acredita-se que os números sejam semelhantes aos dos Estados Unidos.
Ainda sem causa conhecida, acredita-se que o stress seja o principal responsável por estimular o bruxismo,que ocorre principalmente durante o sono.
A odontologista Maria Giraki e sua equipe da Universidade Henrich Heine,em Dusseldorf, Alemanha, realizaram um estudo que confirma essa teoria.
Foram acompanhados, em seu estudo, 69 pessoas , entre as quais 48 rangiam os dentes. Os voluntários usaram um fino filme plástico nos dentes superiores durante 5 noites seguidas. Com base no desgaste do material foi possível não só avaliar quem apresentava o problema,mas também com que intensidade haviam apertado a arcada dentária.
Entre outras coisas, os pesquisadores perguntaram aos participantes sobre o stress na vida profissional e pessoal, assim como sobre seu estado de saúde. Como resultado observou-se que: quem se estressava com frequência no dia a dia ou passava por problemas ou mudanca em aspectos importantes da vida, rangia mais os dentes à noite. Problemas com colegas de trabalho ou com o chefe, estavam em segundo lugar na lista de fatores de risco,seguido de limitacões físicas,como doenca e cansaco.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Fumar e o prejuízo cerebral."


De acordo com Simone Kuhn, pesquisadora da Faculdade de Medicina de Humboldt "Charité"University , na Alemanha,e co-autora do estudo publicado na revista Biological Psychiatry, os fumantes sofrem um afinamento do córtex orbitofrontal. Os experimentos mostram especificamente que quanto mais cigarros uma pessoa fuma por dia e mais tempo sendo fumante,mais fino o córtex cerebral na região. O afinamento do córtex do cérebro tem sido associado com o envelhecimento e redução de inteligencia.
Além disso,diz Kuhn, como o córtex orbitofrontal tem sido associado como controle do impulso, de recompensa, e decisões, a sua diluição pode aumentar o risco de dependência. Portanto, o fumo teria um efeito cumulativo sobre o cérebro que faz com que os fumantes crônicos tenham cada vez mais dificuldade de eliminar o vício.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Estudos indicam que a fé é um fenômeno biológico."


Dois experimentos recentes, que utilizaram imageamento cerebral por ressonância magnética funcional, demonstraram que a fé é um fenômeno biológico.
Salomons e colaboradores, investigaram de que maneira a crenca no controle da dor pode alterar a percepcão da dor.Os sujeitos do experimento foram divididos em 2 grupos,que seriam submetidos a estímulos dolorosos com 2condicões diferentes.
O primeiro grupo, foi induzido a crer que poderia reduzir a duracão do estímulo da dor através do controle de um joystick. As respostas cerebrais nesta condicão foram comparadas a respostas obtidas quando essas pessoas realizavam a mesma tarefa,mas tendo sida previamente informadas de que o joystick estaria desconectado do estímulo.
Os resultados foram surpreendentes: em diversas áreas cerebrais ativadas pelo estímulo doloroso,observou-se uma reducão significativa da atividade neural quando os indivíduos falsamente acreditavam controlar o estímulo. Essa reducão foi acompanhada de uma correspondente diminuicão da dor percebida, indicando que a sensacão dolorosa é modulada pela crenca na sua inevitabilidade.
Outro experimento parecido, conduzido por Waner e colaboradores investigou o efeito da administracão de um placebo na percepcão dolorosa. Observou-se que a dor se reduzia quando os sujeitos experimentais errôneamente acreditavam ter recebido a aplicacão de um creme analgésico, e aumentando quando eram informados de que se tratava apenas de um creme hidratante.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"Em que momento, os bebês comecam a dormir o tempo todo?"


A pesquisadora, Dra. Jacqueline Henderson, da University of Canterbery, na Nova Zelândia, relata através de um novo estudo, que cerca de metade dos bebes irão dormir a noite inteira cerca de 2 a 3 meses após o nascimento.
"A partir de 5 meses, e para algumas famílias antes, pais podem realisticamente esperar experimentar um período de sono ininterrupto e substancial"disse a Dra. Jacqueline. "É claro que alguns pais com menos sorte,não conseguirão descansar até o primeiro ano de vida da criança", diz.
Para somar ao conhecimento limitado em relação a habilidade da criança de manter um sono ininterrupto, a Dra. Henderson e seus colaboradores olharam para padrões de sono através do primeiro ano de vida de 75 recém-nascidos a termo e saudáveis.
Os pais mantiveram um diário por seis dias a cada mês durante 12 meses, com a acuracia checada por vídeo.
Os pesquisadores acharam que o aumento mais rápido no sono ininterrupto ocorreu entre 1 e 4 meses,durante os quais os bebes gradualmente aumentaram seu tempo de cochilo por cerca de 3 horas.
Com 5 meses de idade, metade das crianças dormiam das 10 da noite até as 6 da manhã.
Com 12 meses, 85% dos bebes estavam dentro deste critério- mas 1 em cada 4 ainda não dormiam de 10 da noite às 6 da manhã.
Dr. Sadeh da Tel Aviv University,em Israel, que estava envolvido no estudo, é um psicólogo clínico com experiência em criança e família, e notou que ferramentas de promoção do sono poderiam incluir a criação de ambiente de sono que seja quieto, escuro e com temperatura apropriada, mantendo rotinas consistentes e horários para dormir,encorajando o bebê a dormir e acordar em seus berços com pouca ajuda,e gradualmente ir aumentando os intervalos entre as alimentações noturnas.
"Pais deveriam estar conscientes do processo de desenvolvimento pelo qual as crianças aprendem a dormir a noite com interrupções mínimas,eles ocorrem muito rapidamente durante os 6 primeiros meses", adiciona Sadeh.
E se eles não vêem uma tendência na direção de um sono melhor durante esses meses, ele adicionou, fatores clínicos ou físicos podem estar representando um papel na perturbação do sono.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"Vitamina D em níveis baixos, estão associados com o risco aumentado de disfuncão cognitiva."


Uma nova análise usando usando dados da pesquisa Third National Healt and Nutrition Survery ( NHANES III), demonstrou que a deficiência de vitamina D está associada com o risco aumentado para impedimento cognitivo em idosos americanos.
Os achados vão de encontro ao que foi observado em um segundo relato do mesmo grupo em uma análise diferente,mostrando que baixos níveis de vitamina D estavam associados com declínio cognitivo subsequente durante os seis anos de seguimento.
Tomadas em conjunto, parece que "níveis baixos de vitamina D são genuinamente ruins para o cérebro", disse o autor da pesquisa David J. Llewellyn, PhD, da University of Exeter Península Medical School, no Reino Unido.
"Essa é a razão por estarmos tão entusiasmados, porque suplementos de vitamina D são muito comuns e é claro que podemos fazer algo em relação a isso."
A esperada epidemia de demência com o envelhecimento da população já está começando a aparecer, ele disse, e apesar de serem necessárias estratégias de longo prazo, estudos que possam ter um retorno de curto a médio prazo são urgentemente requeridos imediatamente.
Nesse cenário, estudos sobre o uso da vitamina D para a prevenção pode ser uma estratégia promissora, disse ele.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Brincar com os filhos, ajuda a garantir a saúde mental deles."


A conclusão de um estudo publicado este mês na revista Developmente and Psychopathology e realizado na Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos, é de que aprender um hobby ou outra tarefa complexa na infância com a ajuda de um adulto de confiança pode ajudar a proteger as crianças contra o surgimento de transtornos de personalidade mais tarde na vida.
Passar o tempo com uma criança, lendo para ela, ajudando nos trabalhos escolares ou ensinando-lhes a organizar as coisas, contribui para promover uma melhor saúde psicológica na idade adulta.
"A forte conexão interpessoal e as habilidades sociais que as crianças aprendem ao ter relacionamentos ativos com os adultos, melhora o desenvolvimento psicológico positivo", disse o principal autor do estudo, Mark F. Lenzenweger.
"Com isso, a criança desenvolve seu próprio sistema de afiliação-sua conexão com o mundo das pessoas. Sem esse sistema, a forma como a criança se conecta com os outros seres humanos pode ser severamente prejudicada. E, como eu descobri, é esse comprometimento que prediz o aparecimento de sintomas de personalidade esquizóde no início da idade adulta e mais tarde", explica Lenzenweger. Ele diz que a verdadeira importância de suas descobertas é que elas ressaltam a importância de se envolver ativamente com as crianças durante seus anos de formação-o que é particularmente relevante nesta época de creches, TV, videogames e jogos de realidade virtual na internet.
As relações interpessoais alimentam uma vontade de se envolver com os outros, que é a base psicológica da experiência humana. Nos indivíduos com transtornos de personalidade, essa vontade de manter contato com outras pessoas é marcadamente ausente.
O pesquisador ressalta que o grande foco dos estudos anteriores sobre o tema tem sido a influência genética- seriam as nossas tendências herdadas que ditariam nossas respostas psicológicas e comportamentais para o tipo de situação e o stress que a vida sempre joga sobre nós.
Mas o novo estudo mostra que a experiência social nos primeiros anos de vida é um forte preditor de um melhor ajustamento na vida adulta.
Agora o pesquisador pretende estudar simultâneamente os dois aspectos- psicológicos e genéticos- para identificar o peso de cada um dos fatores na saúde mental dos adultos.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

"Terapia genética, alivia os sintomas do Mal de Alzheimer."


A equipe de pesquisadores de Gladstone Institute of Neurological Disease, em San Francisco,na Califórnia,acredita que uma técnica de terapia genética pode melhorar a memória nos problemas associados ao Mal de Alzheimer.
Os especialistas usaram, em ratos, uma técnica para aumentar níveis de uma substancia química que auxilia a comunicação entre as células do cérebro, explica um artigo publicado na revista científica Nature.
Esse processo de envio de sinais entre as células é prejudicado em pacientes com Mal de Alzheimer.
Segundo a entidade britânica Alzheimer's Research Trust, o novo estudo acrescenta uma peca importante ao conhecimento que se tem sobre a doença e sugere novas rotas de pesquisa.
A equipe baseou seu experimento em uma particularidade da proteína amilóide: sua suposta habilidade de se acoplar ao neurotransmissor EphB2 reduzindo a quantidade de substancia disponível para as células do cérebro,o que poderia em parte explicar a perda de memória nos pacientes.
Para testar a hipótese,eles usaram técnicas de terapia genética para reduzir e também para aumentar a quantidade de EphB2 disponíveis nos cérebros de ratos de laboratório.
Quando os índices das substancias foram reduzidos em ratos saudáveis, os animais desenvolveram sintomas de perda de memória similares aqueles observados em ratos programados genéticamente para apresentar uma condição similar ao Mal de Alzheimer.
E quando os ratos com sintomas de Alzheimer receberam terapia genética que aumentou os índices de EphB2, seus sintomas de perda de memória desapareceram.
Lennart Mucke, líder do estudo, diz que: "Com base nos nossos resultados achamos que impedir as proteínas amilóides de se acoplarem ao EphB2 e aumentar seus índices ou suas funções por meio de drogas, pode ser benéfico a pacientes com Mal de Alzheimer".

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"O risco de desordem psiquiátricas são maiores nos filhos cujos pais cometeram suicídio."


Um estudo retrospectivo realizado na Suécia, revela que crianças com menos de 18 anos cujos pais cometeram suicídio,tem 3 vezes mais chance de morrer por suicídio do que aquelas com os pais vivos.
O estudo foi o maior já realizado para examinar os fatores de risco para suicídio e desordens psicológicas, entre aqueles que são sobreviventes do suicídio parental, como prole de pais que morrem por acidente ou doença. Esses resultados indica de que maneira um pai morre e a idade da criança no momento da morte, são fatores que tem um grande impacto nos resultados psicológicos posteriores.
"O modo de morte dos pais- particularmente o suicídio- bem como o desenvolvimento ou idade da prole quando ocorreu o falecimento de um dos pais tinha um impacto a longo prazo nos resultados psicológicos. Nosso estudo aponta para a importância da concientizacão e a necessidade de monitoramento do risco para sintomas psiquiátricos adversos em razão de suicídio e indicando tratamento psiquiátrico se necessário, "diz o pesquisador Holly Wilcox, professor assistente e epidemiologista psiquiátrico no Johns Hopkins Children's Center,em Baltimore, Maryland.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

"Os jogos de Nintendo Wii,melhorama funcão motora nas vítimas de AVC."


Um estudo liderado pelo Dr. Gustavo Saposnik, diretor do Stroke Outcomes Research Unit no Li Ka Shing Institute no St. Michael's Hospital e professor da Universidade de Ontário no Canadá,descobriu que a tecnologia de jogos do Nintendo Wii é uma estratégia nova,segura e plausível para melhorar a função motora em pacientes com AVC e poderia ser incorporada em uma reabilitação em casa.
o estudo de 6 semanas descobriu que pacientes que jogam Wii ganharam 7 segundos na tentativa de completar tarefas, uma melhora que é "considerável",declara o líder do estudo.
Os resultados foram apresentados em San Antonio, na International Stroke Conference 2010.
A professora Pamela Duncan,comentou a respeito da pesquisa que :"o que nós sabemos cientificamente, é que para se recuperar, os pacientes necessitam ter um engajamento de sua atenção, sua visão e seu movimento. O Wii fornece isso como um jogo, e isso também é divertido e leva os pacientes ou indivíduos a buscarem um objetivo; então é um estudo incrivelmente importante integrando sobre o que sabemos sobre aprendizado e novas tecnologias de jogos".

terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Proteína ligada ao Alzheimer pode se deslocar para o cérebro."


Um dos últimos estudos publicado na Revista Science, mostra que cientistas da Universidade de Tubingen e do Centro Alemão para Doenças Neurodegenerativas,descobriram que tecidos de fora do cérebro,contendo a proteína beta-amilóide, podem viajar pelo corpo e "infectar"o cérebro.
Os depósitos de proteínas patológicas, tem sido fortemente ligados à genese da Doença Neurodegenerativa denominada Doença de Alzheimer.
Os cientistas alemães injetaram tecido cerebral contendo amilóide, retirado de ratos mais velhos,no abdomem de ratos mais jovens.
Vários meses após as injeções, os animais mais jovens apresentaram evidências da proteína amilóide no cérebro.
A doença de Alzheimer, é uma desordem vascular cerebral chamada Angiopatia Beta-amilóide cerebral, são caracterizadas pelo acúmulo de um fragmento de proteína conhecido como Abeta.
"A constatação que existem mecanismos que permitem o transporte de agregados Abeta da periferia para o cérebro levante a questão de se a agregação e a propagação de proteínas, que também podem estar envolvidas em outras doenças cerebrais degenerativas, podem ser induzidas por agentes originários da periferia", comentou o professor Mathias Jucker,coordenador da pesquisa.
Os cientistas acrescentam que os resultados fornecem novas pistas sobre mecanismos patogênicos subjacentes à doença de Alzheimer, acrescentando que uma investigação mais aprofundada provavelmente levará a novas estratégias de prevenção e tratamento.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"Imagens violentas e dessensibilizacão do adolescente."


Segundo um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrames, nos Estados Unidos, sob o comando de Jordan Grafman, adolescentes submetidos repetidamente a jogos e filmes violentos, tornam-se menos sensíveis as experiências de violência na vida real.
O estudo foi realizado através da análise do comportamento de 22 adolescentes do sexo masculino,com idade entre 14 e 17 anos.Cada um deles assistiram trechos curtos de filmes, que retratavam cenas violentas. Os clips foram exibidos em ordem aleatória para os jovens, e estes estavam ligados a um aparelho de ressonância magnética e sensores de condutividade na pele,que media a resposta emocional pela variação elétrica devido ao suor provocado pela resposta emocional.
Os cientistas perceberam que, quanto mais tempo os garotos olhavam para as imagens mais violentas,menos reagiam em termos de atividade do córtex lateral orbitofrontal e da condutividade da pele. E quando expostos a imagens com menor grau de violência,os jovens não mais exibiam nenhum sinal emocional.
Os resultados apontaram que a dessensibilizacão foi mais evidente entre adolescentes que relataram ser constantemente expostos a imagens violentas em sua rotina,de acordo com as respostas a um questionário que fazia parte da etapa inicial do estudo e que há o perigo dessa dessensibilizacão tornar o comportamento violento"naturalizado".
Fonte: Oxford Journals

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

"Luz fraca, pode provocar sintomas depressivos."


Uma pesquisa realizada por cientistas da faculdade de Ohio State University, nos Estados Unidos, e divulgada na última quarta-feira em San Diego,na reunião da Sociedade deNeurociência, constatou que dormir com a T.V. ligada pode causar mudanças fisiológicas no cérebro associadas à depressão.
O estudo foi realizado com roedoras siberianas sem ovário, a fim de não existir interferência hormonal. Metade delas foi colocada num habitat onde foram expostas a um ciclo de 16 horas de luz e 8 horas de escuridão total, e a outra metade a 16 horas de luz diurna e 8 horas de iluminação tênue.
Após 8 semanas nessas condições, as roedoras que dormiam com a luz à noite mostravam mais sinais de depressão que as demais.
"Uma luz branda pela noite é suficiente para provocar um comportamento depressivo nos hamsters,o que pode ser explicado pelas mudanças que observamos no cérebro dos animais após 8 semanas",apontou a estudante de doutorado Tracy Bedrosian, co-autora do trabalho.
O estudo demonstra que estas alterações devido a luz "fraca" durante o período noturno,devem-se ao fato de haver modificações na estrutura do hipocampo.Os seres humanos que também se expõe a certa quantidade de luz considerável durante a noite,como a T.V. ou uma luz fluorescente também poderá vivenciar estas alterações.

domingo, 21 de novembro de 2010

"O consumo de energéticos aumenta o risco de alcoolismo."


Um estudo realizado na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, verificou uma importante associação entre o consumo de bebidas energéticas e o risco de desenvolver o alcoolismo.
Foram avaliados dados de mais de 1 mil estudantes universitários, dos quais 10,1% disseram ingerir energéticos pelo menos uma vez por semana.
Segundo a pesquisa, aqueles com elevado consumo de energéticos (52 vezes ou mais por ano), apresentaram risco significativamente maior de desenvolver dependência de bebidas alcoólicas e se embebedaram mais e mais cedo(com relação a idade) do que os demais.
O estudo demonstra que os energéticos contém bastante cafeína e podem levar ao desenvolvimento de outros problemas além da perda de sono.
Uma importante preocupação é que a mistura de energéticos com bebidas alcoólicas pode levar a um estado de "embriaguez desperta", na qual a cafeína mascara a sensação de embriaguez sem reduzir os prejuízos causados pelo estado.
"A cafeína não se opõe ou cancela os prejuízos associados com a embriaguez, ela apenas disfarça os marcadores mais óbvios deste estado. O fato de que não há regulação a respeito da quantidade de cafeína nas bebidas energéticas é desconcertante", disse Amélia Arria, uma das autoras da pesquisa.

sábado, 20 de novembro de 2010

"Jovens que não gostam de frequentar a escola, acabam bebendo mais."


De acordo com uma pesquisa publicada no periódico Substance Abuse, Treatmente, Prevention and Policy, os adolescentes que não gostam de ir à escola são duas vezes mais suscetíveis ao consumo de bebidas alcoolólicas antes dos 18 anos. Adotar este hábito precocemente é ainda mais grave porque acaba antecipando também o início da vida sexual, na maioria das vezes sem informação adequada.
O estudo foi realizado com 3641 alunos de 15 escolas britânicas entre 11 e 14 anos. Ele apontou que há relação direta entre o estado emocional permanente do adolescente e o consumo de bebida, e entre álcool e ato sexual. "Os jovens que bebem e são sexualmente ativos também, são aqueles com mais casos de insatisfação com a escola e com a vida familiar", destaca Mark Bellis, responsável pela pesquisa.
Para o especialista, o estudo é alarmante e evidencia a necessidade de uma integração dos programas de saúde pública. Esses jovens, segundo Bellis, são ainda grupo de risco para doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce e alcoolismo. "As crianças que mais precisam de ajuda são exatamente as mais difíceis de se lidar por meio da educação tradicional."

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"Estudo demonstra ligacão entre Icterícia e possibilidade de Autismo."


Segundo um estudo publicado na revista Pediatrics, a icterícia em recém-nascidos a termo está associada a um maior risco de apresentar Autismo e outros transtornos psicológicos do desenvolvimento.
O estudo foi realizado na Dinamarca,envolveu crianças nascidas neste país entre 1994 e 2004, e encontrou,e observou que os recém-nascidos a termo com icterícia apresentavam 88% mais risco de serem diagnosticados com um transtorno psicológico de desenvolvimento.
A icterícia neonatal aparece em 60% dos recém-nascidos a termo e, na maioria dos casos é resolvida na primeira semana de vida. Entretanto, a exposição prolongada a altos níveis de bilirrubina é neurotoxica e pode causar problemas de desenvolvimento para toda a vida.

"Altas doses de bebida alcoolica alteram de forma permanente a producão do hormônios que respondem ao stress."


O consumo em excesso de bebidas alcoólicas na adolescência pode provocar doenças como ansiedade e depressão no futuro. De acordo com a pesquisa realizada na Universidade Loyola,em Chicago, altas doses de álcool alteram permanentemente a produção de hormônios que respondem ao stress.
Esses resultados, revelam que esta alteração pode levar a transtornos de comportamento e de humor na idade adulta. "A exposição dos jovens ao álcool poderia alterar permanentemente as ligações no cérebro que precisam ser feitas para garantir uma função cerebral saudável no futuro", diz Toni Pak, autor da pesquisa.
O estudo examinou em ratos os efeitos a longo prazo na produção do hormônio equivalente ao cortisol, que responde a situações físicas e psicológicas do stress. A exposição cronica ao hormônio está relacionada à depressão e a problemas cardiovasculares.
A pesquisa mostrou que as cobaias que receberam alcool durante a adolescencia tiveram um aumento significativamente maior no hormônio que responde ao stress do que aqueles que receberam a mesma quantidade enquanto eram adultos.Além disso, os ratos que ficaram sóbrios durante a adolescencia tiveram uma base menor de hormônio. Os autores acreditam que os resultados sugerem que a exposição ao álcool durante a puberdade altera permanentemente o sistema pelo qual o cérebro produz hormônios de resposta ao stress.

sábado, 13 de novembro de 2010

"Estudo indica que doce e sexo podem reduzir o stress e a ansiedade."




Um estudo da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, aponta que comer(principalmente doces), e fazer sexo, pode reduzir o stress ao inibir as respostas à ansiedade no cérebro, e, segundo os pesquisadores, esse efeito das atividades prazerosas pode durar pelo menos 7 dias.
Em testes com ratos, os pesquisadores observaram que os roedores que, por duas semanas, foram alimentados com uma solução adoçada artificialmente duas vezes por dia, apresentaram frequência cardíaca reduzida e menores níveis de hormônio do stress. E os efeitos foram similares para os ratos que tiveram livre acesso a seus parceiros sexuais. Por outro lado, os ratos que não tiveram nenhum dos dois privilégios e aqueles que apenas receberam a solução de açucar direto no estômago, não apresentaram esses indicadores.
"Essas descobertas nos oferecem um entendimento mais claro da motivação pelo consumo de "comidas de conforto" durante os momentos de stress, e influenciam as estratégias terapêuticas para prevenção e tratamento da obesidade e outros distúrbios associados à ansiedade", destacou a pesquisadora Yvonne Ulrich-Lai. "Entretanto, é importante notar que, baseado nos resultados, mesmo pequenas quantidades de comidas prazerosas podem reduzir os efeitos do stress. E outro tipo de recompensa natural- a atividade sexual- similarmente reduz a resposta ao stress", conclui a especialista.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

"O vínculo da crianca com sua mãe, tem influência nas escolhas e no humor."


A conclusão de um estudo desenvolvido na Universidade de Colúmbia por Jonathan Levav e publicada na Psychological Science, é de que: a forte ligação emocional entre mães e filhos, aumenta a vontade infantil de explorar o mundo- um efeito que é observado também no reino animal. A nova descoberta deste estudo é que este efeito, também se reflete na vida adulta.Uma lembrança do toque materno ou do som de sua voz é suficiente para mudar o humor das pessoas, afetando até a tomada de decisões.
Um grupo de estudantes de Adiministracão de Empresas teve de escolher entre apostas seguras- títulos com 4% de retorno anual- e jogos arriscados, como investimento na bolsa,por exemplo. Na metade dos casos, os pesquisadores tocavam levemente no ombro dos voluntários antes de dar as instruções. Os estudantes de ambos os sexos tocados por uma pesquisadora tiveram maior propensão a fazer apostas de risco do que aqueles confortados por um homem. "O toque feminino pode ter despertado associações primárias, inspirando a mesma atitude observada em crianças pequenas com mães que as apoiam", explica o autor principal do estudo.
Para confirmar que o toque de uma mulher remete a sentimentos de segurança, os pesquisadores pediram a outro grupo para tomar decisões financeiras após um exercício no qual metade deles escreveu sobre uma época em que sentiam apoiados e seguros, enquanto a outra parte abordou justamente o oposto.Evocar uma sensação de insegurança deixou os voluntários do segundo grupo especialmente receptivos ao contato das pesquisadoras e mais dispostos a correr riscos.
No entanto, o toque não é a única fonte de conforto maternal. Em outro estudo, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison "estressaram um grupo de meninos de 7 a 12 anos com exercícios de matemática e oratória. Logo depois reuniram algumas com suas mães e às outras ofereceram apenas uma ligação telefônica. As garotas que apenas falaram com as mães liberaram tanta ocitocina,o hormônio dos vínculos sociais, quanto as que puderam abraça-las.Os dois grupos tiveram níveis igualmente baixos de cortisol, o hormônio do stress,o que pode explicar por que tantas pessoas ligam para a mãe quando estão tristes.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"AVC e Depressão."


A pessoa que sofre um AVC ( acidente vascular cerebral), e sobrevive fica,muitas vezes, com sequelas que a impedem de falar, deglutir,andar e às vezes até de interagir. Uma das manifestações psiquiátricas mais comuns nesses pacientes é a Depressão,ocorrendo entre 25% a 30% dos casos. Esse quadro, é preocupante por comprometer a recuperação do déficit neurológico, podendo estar relacionado a um maior declínio cognitivo Além disso, pesquisas sugerem que pacientes com DPAVC (depressão pós-AVC) tem maior mortalidade do que os pacientes não deprimidos e maiores chances de sofrer um novo AVC.
Os pesquisadores ainda não compreendem o mecanismo fisiopatológico exato dos quadros depressivos pós-AVC, mas trabalham com duas hipóteses. Uma delas apontam para a depressão decorrente de uma reação psicológica aos prejuízos e as incapacidades trazidas pela doença. A outra correlaciona depressão com particularidades da lesão cerebral,como na região dos lobos frontais.
Em função das graves complicações decorrentes de manifestação depressiva pós-AVC,os profissionais que estão cuidando do paciente deve ficar atento para diagnosticar rapidamente e com precisão a instalação deste quadro. Estudos revelam que a melhor terapia é a que é instituida precocemente com anti-depressivos e psicoterapia cognitivo-comportamental.Uma conduta preventiva com a administração de anti-depressivos já em um primeiro momento do AVC não é a orientação mais indicada, pois pode até mesmo comprometer o processo de recuperação do paciente.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"Manganês pode levar ao desenvolvimento do Mal de Parkinson."


Um novo estuda da Universidade Washington School of Medicine,em St. Louis, Missouri, sugere que pessoas que vivem perto de uma fábrica de aço ou outra fonte de emissão de manganês, estão com maior risco de desenvolver a doença de Parkinson.
O Dr. Brad A. Racette, um dos responsáveis pela pesquisa,disse que: "Fatores de risco ambientais para a doença de Parkinson têm sido relativamente pouco estudados, especialmente em áreas urbanas, onde a esmagadora maioria dos pacientes com Parkinson reside."
Pesquisas anteriores haviam ligado a metais pesados danos cerebrais, como o Parkinson,mas não estava claro se eles poderiam também desempenhar um papel em pessoas que não estão expostos aos metais,como parte do seu trabalho.
Então Racette e sua equipe analisaram dados de cerca de 5 milhões de beneficiários do Medicare. Em seguida, eles compararam as taxas de incidência de Parkinson a emissões industriais de cobre, chumbo e manganês, obtidos a partir da Agência de Proteção Ambiental americana.
Em 2003, menos de 1% das pessoas em áreas urbanas desenvolveram a doenca de Parkinson. Em municípios com pouca ou nenhuma liberacão de metais, 274 de cada 100.000 pessoas tiveram a doença, em comparação a 489 em municípios com níveis elevados de manganês.
O risco aumentado permaneceu mesmo depois de considerar as diferenças de sexo, idade e raça, relatam os investigadores.na revista American Journal of Epidemiology.
Os pesquisadores dizem que outros estudos devem ser feitos para confirmar esses resultados,"Compreender as exposições a nível comunitário a toxinas ambientais será fundamental para determinar as causas da maioria dos casos da doença de Parkinson", e acrescentou: "Se nossos resultados forem confirmados, nossos dados sugerem que a redução das emissões de metais industriais pode resultar em uma redução substancial no número de novos casos".

domingo, 7 de novembro de 2010

"Cérebro tem dificuldade para realizar tarefas ao mesmo tempo."


Um estudo publicado pelo periódico Science, mostra que quando realizamos duas tarefas ao mesmo tempo, o cérebro divide o trabalho ao meio para que cada hemisfério se concentre em uma tarefa.
Esta é a conclusão de pesquisadores que mediram a atividade neural de voluntários por meio de testes de comparação de letras.
Quando os participantes tinham que lidar com duas séries de sinais gráficos, realizando duas tarefas simultânes, cada atividade correspondia a uma metade do cérebro. Os resultados podem explicar porque o desempenho piora quando realizamos três ou mais atividades simultâneas: ficamos com falta de hemisfério para realizar mais de duas tarefas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"O cérebro tem áreas específicas para diferentes tipos de prazer"..



Um estudo liderado pelo pesquisador Jean-Claude Dreher, do Centro de Neurociência Cognitiva ,em Lyon, na Franca,descobriu os primeiros indícios de que o cérebro tem áreas distintas para lidar com prazeres diferentes.
O córtex orbito-frontal,contém regiões distintas que respondem às recompensas secundárias como o dinheiro,e as recompensas primárias,como imagens eróticas.
Estes resultados, publicados no The Journal of Neuroscience ,abre novas perspectivas para a compreensão de determinadas patologias, tais como o vício do jogo, além de ajudar no estudo das redes neuronais envolvidas na motivacão e na aprendizagem.
Para testar a hipótese de que poderia haver uma dissociacão entre as chamadas "gratificacões primárias"(como alimentacão e sexo) e "recompensas secundárias"(como o poder e o dinheiro), Dreher e Guillaume Sescousse fizeram o seguinte experimento:
Um jogo que premiava18 voluntários com dinheiro ou imagens eróticas. Durante o jogo, a atividade cerebral dos voluntários foi monitorada através de um exame de ressonância magnética funcional.
O experimento mostrou que as recompensas são realmente avaliadas em regiões cerebrais parcialmente compartilhadas como a ínsula, estriato ventral, mesencéfalo e córtex cingulo anterior.
Entretanto,eles também confirmaram que há uma dissociacão entre recompensas primárias e secundárias no córtex orbito-frontal.
Sua região posterior (mais primitiva), é especificamente estimulada por imagens eróticas (uma recompensa primária), enquanto a sua região anterior (que é mais recente nohomem) é ativada pelo ganho monetário(uma recompensa secundária).
Estes resultados fornecemos primeiros indícios de uma dissociacão no cérebro entre os dois tipos de recompensa, sugerindo a existencia de regiões distintas correspondentes a diferentes gratificacões.
Segundo Dreher e Sescousse,a pesquisa podelevar a uma melhor compreensão de certos distúrbios psiquiátricos,incluindo o vício do jogo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Novas ferramentas investigam o papel da consciência na detecção de erros."


Uma nova pesquisa da Universidade de Vanderbilt, em Nashville, Estados Unidos, revela que a habilidade na percepção de erros, é gerenciada por uma espécie de piloto automático capaz de detectar erros que podem enganar o cérebro consciente.
É conhecida a habilidade de profissionais que são capazes de redigir longos textos, sem sequer olhar para o teclado ou pensar quais as teclas estão sendo pressionadas.
A pesquisa foi publicada de pela revista Science.
"Nós todos sabemos fazer algumas coisas no piloto automático, de andar a fazer tarefas domésticas, como um café e, neste estudo, a digitação. O que conhecemos é como as pessoas são capazes de controlar seus pilotos automáticos", disse Gordon Logan, professor de psicologia e principal autor da pesquisa. "A coisa mais notável que descobrimos é que estes processos são dissociados. As mãos percebem que cometeram um erro, mesmo quando a mente não."
Para determinar a relação entre o piloto automático e o cérebro consciente, ou piloto, e o papel de cada um na detecção de erros. Logan e o co-autor Matthew Crump, projetaram uma série de experimentos para quebrar a ligação normal entre o que vemos na tela e o que nossos dedos sentem.
No primeiro experimento, Logan e Crump mostraram a datilógrafos experientes, palavras em uma tela e em seguida, pediram a eles que dissessem se tinham ou não cometido algum erro. Usando um programa de computador, os pesquisadores aleatóriamente inseriram erros que o usuário não tinha cometido ou corrigiu aqueles que eles tinham feito. Eles também cronometraram a velocidade de digitação dos datilógrafos, procurando o abrandamento que é conhecido por ocorrer quando a pessoa bate na tecla errada. Eles, então, pediram ao digitador para avaliar seu desempenho global.
Os pesquisadores descobriram que o digitador, em geral, assumiu a culpa pelos erros que o programa tinha inserido e tomou o crédito dos erros que o computador tinha corrigido. Eles foram enganados pelo programa. No entanto, os dedos, como gerenciado pelo piloto automático, não foram como esperado, os digitadores abrandaram quando eles realmente cometeram um erro e não diminuiram quando um erro falso apareceu na tela.
A pesquisa é a primeira a oferecer evidência dos papéis diferentes e separados do processamento consciente e inconsciente na detecção de erros
"Isso sugere que a detecção de erro pode ocorrer em uma base voluntária e involuntária", explicou Crump.
"Uma caracteristica importante da nossa pesquisa é mostrar que as pessoas pode compensar seus erros, mesmo quando eles não estão conscientes deles. Além disso, desenvolvemos uma nova ferramenta de pesquisa que nos permite investigar separadamente o papel da consciência na detecção de erros e o papel dos mais envolvidos em processos automáticos de detecção de erro. A ferramenta permitirá também um melhor entendimento de como esses diferentes processos trabalham juntos".

domingo, 31 de outubro de 2010

"O sol ajuda a proteger os neurônios."


Pesquisadores da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, descobriram que a ausência de vitamina D no organismo pode comprometer funções cognitivas. Embora seja mais conhecida por promover saúde dos ossos e regular os níveis de cálcio, a vitamina desativa enzimas cerebrais que participam da síntese de neurotransmissores e do crescimento neuronal. Com essas descobertas, pesquisadores esperam que no futuro a vitamina ajude no tratamento de pacientes com Alzheimer.
"Sabemos que há receptores de vitamina D espalhados por todo Sistema Nervoso Central e hipocampo. Além disso ela ativa e desativa as enzimas do cérebro e no fluído cerebroespinal envolvidas na síntese de neurotransmissores e no crescimento dos nervos", explicou o pesquisador Robert J. Przybelski. O estudo em animais e em laboratórios sugerem que a substância pode proteger os neurônios e reduzir a inflamação.
Dois novos estudo revelam mais novidades sobre o assunto. O primeiro é conduzido pelo neurocientista David Llewellyn, da Universidade de Cambridge, e o segundo por cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra.
Pelo fato de o comprometimento cognitivo ser, em geral, precursor da demência e do Alzheimer, a vitamina D é tema em constante discussão entre os cientistas que tentam responder a essas questões.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"Estudo demonstra que a preferência por formas geométricas é um sinal do autismo."


Em um estudo publicado pela revista Archives of General Psychiatry, mostrou que as crianças com risco de sofrer algum distúrbio do espectro do autismo preferem observar formas geométricas a imagens sociais.
Os cientistas utilizaram a tecnologia de rastreamento do olhar para monitorar os olhos das crianças em uma tela com imagens em movimento, de crianças dançando ou praticando ioga(imagens dinâmicas sociais), e uma outra tela mostrando formas geométricas em movimento (formas geométricas dinâmicas).
Quando as crianças gastavam mais de 69% do tempo olhando os padrões geométricos, podia-se prever com 100% de realidade que a criança sofria algum distúrbio de espectro autista.
As crianças com distúrbios do espectro do autismo, mostraram uma clara preferência por imagens geométricas e um padrão único de saltos ou movimentos bruscos dos olhos enquanto assistia o filme.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"Fumar aumenta o risco de Demência."


Este é o primeiro estudo de longo prazo a analisar as consequências do tabagismo intenso sobre a demência mais tarde na vida.
A pesquisa analisou dados de 21.123 homens e mulheres, com a idade média de 23 anos que participaram de um levantamento entre 1978 e 1985.
Eles foram acompanhados durante 23 anos.
Diagnósticos de demência, incluindo Alzheimer (o tipo mais comum de demência), e demência vascular (a segunda forma mais comum), foram registrados de 1 de janeiro de 1994, quando a idade média dos participantes do estudo era de 71,6 anos, até 31 de julho de 2008.
Um total de 5367 participantes (25,4%), foi diagnosticado com demência, com 1136 deles com Alzheimer e 416 com demência vascular.
Os pesquisadores observaram que, em comparação com os não fumantes, aqueles que fumaram mais de dois maços de cigarro por dia, durante o período analisaram tiveram um aumento de 157% no risco de desenvolvimento de Alzheimer e de 172% no de demência vascular.
Ex fumantes e pessoas que fumaram menos de 1/2 maço por dia não apresentaram aumento significativo no risco de desenvolvimento da doença.
Segundo os autores do estudo, sabe-se que o fumo é um fator de risco para acidente vascular cerebral e o hábito pode contribuir para o risco de demência por meio de mecanismos semelhantes.
Fumar também contribui para o estresse oxidativo e com inflamações, que se estima serem importantes para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. "É possível que fumar afete o desenvolvimento de demência por meio de caminhos vasculares e neurodegenerativos", sugeriram os autores.
O estudo é coordenado pelo finlandês Minna Rusanem, do Hospital Universitário Kuopio, e foi publicado no site Archives of Internal Medicine.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"Imagens e sons da natureza, reduzem dor em paciente durante procedimento invasivo."


Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins,nos Estados Unidos, descobriram que uma combinação de imagens de belas cenas da natureza,acompanhada de música com sons relaxantes, ajuda a amenizar as dores de pacientes que realizam exames invasivos.
O estudo foi realizado durante o mielograma, um exame doloroso, invasivo,durante o qual é feita uma punção óssea.
Uma outra pesquisa recente havia demonstrado que a fé pode diminuir a sensação de dor em pacientes. Entretanto, os pesquisadores norte-americanos estavam interessados em efeitos mais diretos, em situações críticas.
"Queríamos encontrar um jeito de tornar essa experiência mais tolerável", disse Noah Lechtzin, participante do estudo.
"Então fizemos um estudo no qual pacientes olhavam 2 tipos de imagem durante o exame: cenas da natureza acompanhadas de sons agradáveis ou cenas da cidade com seus barulhos típicos", explica ele.
Um terceiro grupo de controle, não olhou para nenhuma imagem.
A imagem relaxante, era acompanhada de passarinhos cantando. A imagem da cidade retratava uma rua movimentada, com vários carros e pessoas caminhando de forma aparentemente apressada.
Os pesquisadores então, mediram o nível de dor dos grupos de pacientes e perceberam mudanças significativas.
Os pacientes que ficaram olhando para a imagem da cidade tiveram dores semelhantes aos que não viram nenhuma imagem durante o exame, um nível de 5,7 em uma escala conhecida como Hopkins Pain Rating.
Já os que observaram a paisagem natural e ouviram os sons dos pássaros relataram, em média, níveis 3,9 de dor.
Segundo Lechtzin, isso prova que a redução de dor, não é apenas uma questão de distrair o paciente.
"Acredito que há certos tipos de elementos da natureza que relaxam mais as pessoas", afirmou Lechtzin. Não seria conveniente colocar uma foto de pedras que possam esconder animais perigosos. Mas cenas de água correndo,por exemplo, são muito úteis, especialmente se acompanhadas de sons de passarinhos cantando e do vento batendo nas árvores".

"Estudo sugere que ter filhos pode turbinar o cérebro da mulher."


Um estudo do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, sugere que as novas mamães apresentam modificações no cérebro que podem ajuda-las a enfrentar essa nova fase da vida. Avaliando imagens de exames de Ressonância Magnética do cérebro de 19 mulheres que tiveram filhos, os cientistas descobriram que os cérebros das mamães de primeira viagem, tem um aumento significativo de volume em áreas associadas à motivação materna, ao processamento das emoções, à integração sensorial e a razão e julgamento.
A comparação das imagens retiradas do cérebro de novas mães de 2 a 4 semanas e de 3 a 4 meses após o nascimento mostrou que a massa cinzenta havia crescido um pouco- mas de forma significativa- em diversas regiões do cérebro. E aquelas que classificavam seu bebê como especiais,bonitos, ideais e perfeitos eram mais propensos a desenvolver mais a região central do cérebro do que as mães "menos corujas".
Segundo os pesquisadores, as hormonais após o nascimento e o estímulo sensorial do contato com o bebê podem ser os fatores responsáveis pelo desenvolvimento em algumas áreas do cérebro dos adultos- o que permite que as novas mães "orquestrem um novo e maior repertório de comportamentos interativos complexos com os bebes."
"A motivação para cuidar de um bebê e os traços característicos da maternidade podem ser menos uma resposta instintiva e mais um resultado da construção ativa do cérebro", escreveu o neurocientista Craig Kinsley, em editorial da revista Behavioral Neuroscience, onde o estudo foi publicado.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"Estudo demonstra que a Ioga é eficaz contra a fibromialgia."


Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, e que foi publicada na Revista Pain, conclui que exercícios de ioga combatem a fibromialgia.( uma desordem médica caracterizada por uma dor crônica generalizada.)
"Pesquisas anteriores sugerem que o tratamento mais bem-sucedidos para a fibromialgia envolve uma combinação de medicamentos, exercícios físicos e desenvolvimento de habilidades de enfrentamento", explica o Dr. Jones Carson. "Aqui, nós nos voltamos especificamente para a ioga para determinar se ela deve ser considerada como um tratamento e em que medida ela pode ser bem sucedidas".
No estudo os pesquisadores acompanharam 53 mulheres previamente diagnosticadas com fibromialgia.
As mulheres foram divididas aleatóriamente em 2 grupos. O primeiro grupo participou de um programa de ioga de 8 semanas, que incluía posições suaves, meditação, exercícios respiratórios e discussões em grupo. O segundo grupo- o grupo controle- recebeu a medicação padrão usada nos tratamentos de fibromialgia.
A comparação dos dados dos 2 grupos revelou que a ioga ajuda a combater vários sintomas da fibromialgia mais graves, incluindo dor, fadiga, rigidez, problemas de sono, depressão, memória fraca, ansiedade e falta de equilíbrio.
"Uma provável razão para o aparente sucesso dessa terapia foi o forte empenho demonstrado pelas participantes. Não apenas a presença na aula foi boa, como também a vontade de praticar ioga em casa", acrescenta Carson.

domingo, 24 de outubro de 2010

"Na inteligência coletiva o todo pode ser, de fato, maior do que a soma das partes."


Um novo estudo realizado por cientistas do MIT e Universidade Carnegie Mellon , nos EUA, e publicado na revista Science, demonstrou a existência de uma inteligência coletiva entre equipes de pessoas colaborativas.
O trabalho demonstrou que a inteligência registrada na equipe vai além das habilidades cognitivas dos membros individuais do grupo. Demonstrou também que a tendência para a cooperação tem uma estreita relação com o número de mulheres presentes na equipe.
Os cientistas aplicaram a grupos de pessoas o princípio de que a capacidade de desempenhar bem determinadas tarefas cognitivas é um indicador mensurável da inteligência (neste caso, da inteligência coletiva do grupo).
A inteligência coletiva se fundamenta, acreditam os pesquisadores, em quão bem o grupo trabalha em conjunto. Por exemplo, grupo cujo os membros apresentam altos níveis de "sensibilidade social" são coletivamente mais inteligentes.
"A sensibilidade social tem a ver com quão bem os membros do grupo percebem as emoções dos outros", diz Christopher Chabris, coautor do estudo.
"Também, nos grupos em que uma pessoa dominou, o grupo foi menos coletivamente inteligente do que os grupos onde as conversações foram mais distribuídas".
Outro dado encontrado é que grupos que tinham mais mulheres demonstraram mais sensibilidade social e, em decorrência, maior inteligência coletiva em comparação com os grupos que tinham poucas mulheres. O efeito pode ser explicado pela maior sensibilidade social que as mulheres apresentam, em média, superior a dos homens. Assim, embora a inteligência individual não sirva para predizer a inteligência coletiva, a sensibilidade social individual serve a esse objetivo, mostrando que ela é um dos elementos determinantes da inteligência coletiva.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"Estudo correlaciona depressão ao ganho de peso mais rápido".


Um estudo publicado no American Journal of Public Health, demonstra que a depressão pode fazer mais do que angústia mental. Ela tem influência no desenvolvimento da obesidade, principalmente com o acumulo de gordura na região abdominal. Em função disso, de acordo com pesquisadores da Universidade de Alabama, o tratamento da depressão pode ajudar a controlar a obesidade.
Avaliando-se dados de mais de 4 mil adultos, colhidos em 5 ocasiões (início do estudo, e após 5, 10, 15 e 20 anos), os especialistas observaram que aqueles que relatavam altos níveis de depressão tinham um aumento mais rápido da obesidade abdominal e da obesidade total (IMC), comparados aos participantes com menos sintomas depressivos. Além disso, já no quinto ano de estudo, a circunferência da cintura dos deprimidos era muito maior do que dos outros participantes. Entretanto, de acordo com os autores, o excesso de peso no início da pesquisa pareceu não alterar os riscos de depressão.
"Descobrimos que todos ganharam peso no período de 15 anos que examinamos. No entanto, as pessoas que iniciaram relatando altos níveis de depressão, aumentaram em obesidade abdominal e índice de massa corporal em uma taxa mais rápida do que aqueles que relatavam menos sintomas de depressão no quinto ano", concluíram os pesquisadores.

"Meninas adolescentes fumantes adquirem o vício por stress, já o menino se tornam tabagistas por verem parentes com cigarro."


Uma pesquisa da Sociedade de Cardiologia com 3000 estudantes de São Paulo, com idade entre 13 e 19 anos revelou que 31% já experimentaram cigarro, e 10% são fumantes. O levantamento será apresentado no 65 Congresso Brasileiro de Cardiologia, que acontece esta semana em Belo Horizonte.
A coordenadora da pesquisa, Silvia Cury, explica que apesar de mais homens fumarem do que mulheres, as meninas começam o vício em maior número: entre os adolescentes fumantes, 61% são meninas. Ela também destacou que um outro estudo mostrou que garotos e garotas começam a fumar por razões diferentes.
"Eles começam a fumar seguindo modelos familiares, por verem algum parente fumando. Já a relação das meninas com o cigarro é de autoafirmação e para lidar com o stress e a ansiedade", explica Cury.
Segundo a profissional, enquanto a mulher desenvolve uma dependência psicológica com o cigarro, o homem tem uma relação mais racional. "por isso ela tem mais dificuldade de parar", revela a médica. "além disso a mulher tem mais tendência à depressão. Como a nicotina libera substâncias que dão prazer, a mulher fica até mais disposta quando fuma", diz.
De acordo com Cury, os riscos do cigarro aumentam conforme o tempo de uso e outros hábitos de vida, como a alimentação inadequada, obesidade, sedentarismo e uso de anticoncepcionais.
"O cigarro é muito ruim para a mulher. O cancêr de pulmão é mais agressivo nela do que no homem. Além disso, quando ela entra na menopausa, aumenta muito o risco de ter infarto", conclui.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Levar um "fora", faz literalmente o coração quase parar".


Um novo estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Amsterdã e Leiden, na Holanda, foi publicado na revista Psychological Science, e demonstrou que a "dor social" inclui os mesmos processos cerebrais que a dor física.
Para o estudo, voluntários foram convidados a enviar para os pesquisadores uma fotografia de si mesmo. Eles foram informados de que, para um estudo sobre primeiras impressões, estudantes de outra Universidade iriam ver as fotos e avaliar se gostaram deles.
Esta foi apenas uma estória fictícia para a experiência real. Poucas semanas depois, cada voluntário foi até o laboratório, teve eletrôdos colocados no peito, para a realização de um eletrocardiograma, e olharam para uma séria de fotos de estudantes de outra Universidade.
A cada rosto, os cientistas pediam que os voluntários tentassem adivinhar se aquela pessoa havia gostado deles. Em seguida, eles foram informados se a pessoa realmente gostou deles ou não, embora essa fosse apenas uma resposta gerada por computador.
A taxa de batimento cardíaco caiu antecipando-se ao momento de ouvir a opinião que os estudantes da foto, supostamente tinha a respeito deles.
A frequência cardíaca também foi afetada após a informação. Mas quando era dito que o voluntário da foto não havia gostado deles, o ritmo do coração diminuía ainda mais, e era lento para subir de volta à taxa normal.
A frequência cardíaca diminuiu mais nas pessoas que esperavam que a outra pessoa gostassem delas; naqueles voluntários que haviam gostado das pessoas na foto e, portanto, esperavam alguma forma de reciprocidade.
Os resultados sugerem que o sistema nervoso autonômo, que controla funções como digestão e a circulação, envolve-se quando se é rejeitado socialmente. "Uma rejeição social inesperada pode literalmente "parar" o coração, refletido na forma de uma redução temporária da frequência cardíaca", escrevem os pesquisadores.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"O cérebro aprende melhor com o acerto do que com o erro."


O neurocientista Earl Miller,chefe de pesquisa do Picower Institute for Learning and Memorydo MIT,revela em seu estudo que é mais fácil para o cérebro aprender com os acertos. Sua pesquisa foi publicada na revista Neuron e na revista científica The Scientist.
Uma das descobertas da neurociência é a de que o cérebro possui a capacidade de mudar a si mesmo(neuroplasticidade). Até agora, não se sabia o que deflagrava no cérebro este fenômeno. Miller afirma que é o sucesso. Surpreendentemente,o fracasso não tem impacto na plasticidade cerebral. "Estas conclusões podem cruciais para entendermos e aprimorarmos o modo como ensinamos e motivamos as pessoas", diz o cientista.
A pesquisa de Miller baseou-se no estudo do cérebro de macacos. Sua equipe deu aos animais uma tarefa simples: eles deveriam escolher uma entre duas imagens. Quando escolhiam a imagem A deveriam olhar para a esquerda.Caso a escolha fosse B,deveriam olhar para a direita. Os macacos que olhavam para a direção correta eram recompensados com suco de frutas. As funções cerebrais dos macacos foram acompanhadas ao longo do estudo. "Neurônios no córtex pré-frontal, região onde o cérebro registra o sucesso ou o fracasso, ficavam estimulados depois da tentativa bem sucedida ", diz o cientista. A estimulação durava vários segundos,tornando o cérebro mais eficiente na execução da tarefa na segunda vez. O fracasso, por sua vez,não provocava alterações na atividade cerebral. Ou seja, o cérebro dos macacos não acumulou informações sobre o que dava errado.Ao acertar, porém, o macaco se tornava cada vez mais hábil para continuar acertando.
Miller diz que "sua pesquisa envolveu apenas a recompensa e não a punição", o cérebro aprende com o erro também, mas de uma forma mais dura. Ratos aprendem com choques no laboratório. Seres humanos aprendem repetindo de ano, perdendo na bolsa, sendo demitidos,mas o aprendizado pelo sucesso é mais fácil e,segundo a equipe do MIT,mais efetivo. O cérebro gosta de aprender mais com os acertos do que com os erros.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

"Pesquisadores localizam,no cérebro, onde os sonhos são formados".


Uma equipe do Hospital Universitário de Zurique,na Suica, fez a descoberta, após tratarem de uma mulher que havia parado de sonhar depois de ter tido um derrame.
O derrame havia afetado uma área no fundo da parte de trás do cérebro- os cientistas acreditam que essa é a área onde os sonhos são criados.
Os cientistas publicaram deu estudo na revista Annals of Neurology.
A paciente de 73 anos, perdeu uma série de funções do cérebro,a maior parte relacionada à visão, e também parou de sonhar.Antes do derrame, ela diz sonhar de 3 a 4 vezes por semana.
A perda da habilidade para sonhar, juntamente com problemas de visão é chamada de Síndrome de Charcot-Wilbrand, os primeiros cientistas a relatarem essa condição em 1880. A síndrome é considerada bem rara.
Outros estudos,mostraram que parte dessa região do cérebro está envolvida no processamento visual de rostos e paisagens,assim como no processamento de emoções e memórias visuais, o que parece bem lógico para uma região que estaria relacionada à origem ou ao controle dos sonhos.
Cerca de 1 ano depois do derrame, a paciente passou a ter um ou outro sonho,mas nunca mais do que 1 por semana. Ela relata que os sonhos agora, eram menos vívidos e menos intenso do que os que tinha antes do derrame.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"Estudo descobre como acabar com o vício da cocaína".



Pesquisadores da Universidade de Linkoping, na Suécia, dizem ter encontrado a molécula no cérebro que regula a sensação de prazer que a cocaína produz. Segundo a publicação no periódico Journal of Neuroscience, eles acreditam ser possível acabar com o vício.
Os cientistas dizem que as drogas "sequestram"o sistema de recompensa do cérebro e, por isso, são viciantes. Esse sistema é responsável por proporcionar prazer quando os indivíduos comem ou fazem sexo, por exemplo. Esse "sequestro", dura muito tempo e muitas vezes leva ao abuso,especialmente quando o indivíduo está exposto a estímulos externos associados às drogas.
A pesquisa revelou que camundongos treinados para ingerir cocaína e que tem falta de receptores da substância glutamato no cérebro, diminuem suas chances de voltar a consumir a droga.
Agora, os cientistas esperam que outros estudos sobre o mecanismo que causam o vício da droga possam levar à formação de tratamentos baseados no que acontece na mente de um viciado.

"Síndrome de Asperger".


Essa síndrome foi descrita por Hans Asperger em 1944 e,compartilha alguns sintomas com o Autismo. As principais características são: dificuldade de interação social, interesse restrito a temas pouco comuns, além de dificuldade nos comportamentos não verbais (compreensão e expressão de aspectos emocionais, por exemplo.)
Entretanto,portadores do transtorno frequentemente apresentam boa gramática e bom vocabulário,algo que não se observa nos indivíduos com Autismo.
Portadores de Asperger podem apresentar inteligência acima da média.
Os principais achados nas pesquisas neuropsicológicas indicam, dificuldade com a teoria da mente(meta-representação), dificuldade no reconhecimento de expressões faciais, além de fraca coerência central,todos estes achados estão possivelmente relacionados ao sintoma principal do transtorno, em especial aqueles associados a dificuldade de interação social.
O perfil cognitivo nas principais baterias de inteligência comumente indica discrepância entre habilidades verbais e não-verbais,com maior comprometimento das últimas. Algumas outras alterações cognitivas são observadas, como a função executiva e as alterações de prosódia no discurso oral.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"27% das crianças que trabalham em semáforos paulistas, são afetadas por transtornos mentais."


Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), em parceria com a organização não governamental (ONG) Instituto Ruka, concluiu que 27% das crianças que trabalham em semáforos paulistanos são afetadas por transtornos mentais, com necessidade de tratamento clínico e 40% tem problemas emocionais ou de aprendizado.
A pesquisa avaliou as condições de vida de 126 jovens que passam os dias em cruzamentos e de seus irmãos, totalizando 191 menores.
Entre os jovens entrevistados, 72% relataram sofrer punições físicas severas, assim consideradas de acordo com critérios da Organização das Nações Unidas (ONU). A coordenadora do estudo, Andréa Feijó, descreve este grau de agressão, como "apanhar com objetos repetidas vezes", equivalente a surras de cinto ou a castigos semelhantes.
Segundo Andréa, a presença das crianças ganhando dinheiro nas ruas está diretamente ralecionada a lares desestruturados. "Trabalhar no farol faz parte do universo de uma família muito desestruturadas. Existe alto índice de violência dentro de casa", ressaltou.
"A violência é um fator de risco para o desenvolvimento de transtornos mentais", ressaltou Andréa. O ambiente agressivo dentro de casa, somado à falta de condições financeiras das famílias, acaba impulsionando as crianças para a rua. Para Andréa, muitas mães concordam com o trabalho nos semáforos, porque "varias delas também foram crianças que trabalharam no farol e isso é um padrão que se repete através das gerações".

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"Transtorno Bipolar e o risco de suicídio".


O transtorno bipolar(TB) é caracterizado por uma oscilação de humor que pode incluir eutimia, depressão ou mania/hipomania. O perfil psicológico do TB pode se associar a diversas alterações,incluindo déficit de memória verbal, disfunções executivas, entre outros.
Sabe-se que o TB, é uma das condições neuropsiquiátricas que mais se associam a comportamentos suicidas. Alguns estudos investigaram influencia de comorbidade para o risco de suicídio. Neves e sua equipe demonstraram que, dentre os portadores de TB,aqueles que também tinham um diagnóstico de transtorno de personalidade Boderline e etilismo,tinham maiores chances de tentar suicídio.
Estudos utilizando avaliacões de neuropsicologia também podem auxiliar na identificacãodos indivíduos que apresentam riscos para a tentativa de suicídio .Malloy-Diniz e colaboradores, compararam portadores de TB que haviam tentado se suicidar com aqueles que nunca tentaram. Os resultados demonstraram que os portadores com tentativas pretéritas de suicídio apresentaram piores resultados em tarefas de avaliação de tomada de decisão,revelando maior impulsividade neste grupo.