sábado, 5 de novembro de 2011

"Pessoas em estado de tranquilidade gastam mais".



Um estudo realizado por americanos e asiáticos, comprovou o que empiricamente os cassinos já haviam descoberto. Pessoas que estão relaxadas gastam muito mais livremente do que aquelas que não estão muito à vontade.

Os pesquisadores induziram as mais de 670 pessoas avaliadas a determinados estados emocionais utilizando uma variedade de estímulos visuais e sonoros cuidadosamente escolhidos. Depois de serem induzidas a uma condição "relaxada" ou a uma "menos relaxada, mas igualmente agradável", as pessoas foram solicitadas a avaliar o valor monetário de diversos produtos.

Em todos os 6 experimentos conduzidos, as pessoas que se sentiam mais relaxadas atribuíam valores monetários mais elevados, ou seja, gastavam mais dinheiro.

Por que o relaxamento nos torna mais propensos à gastar? É que quando nos sentimos seguros, somos mais capazes de concentrar nossa atenção em todas as potenciais recompensas em jogo. Ao invés de nos preocuparmos com o preço, contemplamos as vantagens de termos determinados objetos.

O mesmo conceito adotado pelos novos cassinos, enfatizando a importância do relaxamento, já vem sendo adotado por diversos outros tipos de estabelecimentos, desde hotéis a shopping centers.

domingo, 30 de outubro de 2011

"Processos empáticos podem ser melhor compreendidos através da sinestesia."



A empatia é a capacidade que temos, em algum grau, de distinguir as emoções dos outros e de experimenta-las.

Pesquisadores da Universidade College de Londres, descobriram que pessoas com sinestesia espelho-toque ( uma condição rara, na qual indivíduos sentem toques que vêem os outros receberem como carícia e agressões), tem maior habilidade em reconhecer emoções ao olhar para fotografias de rostos.

Cientistas acreditam que esse tipo de sinestesia, seja causado, em parte, pelos neurônios espelhos que acredita-se estar associado a empatia social.

No estudo, mais de 20 voluntários participaram da pesquisa publicada em fevereiro no Journal of Neurocience. Todos tinham alguma forma de sinestesia ( dez deles do tipo espelho-toque). Eles foram convidados a reconhecer emoções como raiva, cansaço e tédio em fotografias de rostos. Resultado: aqueles com sinestesia espelho-toque, identificaram corretamente 92% das expressões faciais nas imagens, enquanto a média de acertos dos outros participantes foi de 81%. Entretanto na segunda etapa do experimento, que consistia em memorizar faces, todos os participantes tiveram desempenho semelhante.

Para Michael Banessy (neurocientista e um dos responsáveis pelo estudo) os resultados apontam que os circuitos neurais envolvidos no reconhecimento de emoções são diferentes dos que atuam na percepção da identidade facial.

"Isso indica que a capacidade de simulação somatossensorial é uma engrenagem importante na percepção de sentimentos do outro e no processo de empatia", diz.

A intenção dos pesquisadores é avaliar se esse "sistema de espelhamento" pode estar envolvido na aquisição de comportamentos aprendidos por imitação, como a linguagem, e se ele pode ser identificado em autistas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Mapas cerebrais ajudam na orientação espacial".



Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, na Filadelfia, relataram que as pessoas se orientam com a ajuda de esquemas cognitivos, nos quais células neurais específicas são responsáveis pelo reconhecimento de locais e distâncias.

Eles descobriram pela primeira vez neurônios cuja atividade mostra em que direção fica o ponto final de um movimento.

O neurocientista Joshua Jacobs e seus colegas trabalharam com pacientes epiléticos, implantando-lhes finos eletrôdos no cérebro para obter um diagnóstico mais exato do foco epilético. Assim, os neurologistas puderam registrar os sinais de cada célula no córtex e no hipocampo, uma região que tem, entre outras funções, participar da memória espacial. Durante os testes, os voluntários dirigiam um táxi virtual até locais estipulados em um percurso circular no monitor do computador. Quanto mais a pessoa tinha de virar para a direita para olhar para a direção desejada, mais células corticais se agitavam. Outros neurônios por sua vez, se fortaleciam quando o movimento era para a esquerda.

Experimentos em ratos confirmaram a existência de outros tipos de células de navegação cujos sinais indicam, por exemplo, a distância a ser percorrida até outro local.

Neurônios do hipocampo, porém, reagem apenas quando nos encontramos em determinado lugar. Segundo Jacobs, os novos resultados indicam que o córtex processa as informações espaciais em um nível mais abstrato, enquanto o hipocampo as associa a espaços concretos.

sábado, 15 de outubro de 2011

"Nove sinais de possível início da Demência de Alzheimer."



1) Ter problemas para planejar coisas e manejar o dinheiro.

2) O juízo frente a certas situações se encontra afetado. Ex. Ultrapassar sinal vermelho, observar a comida queimando e não saber o que fazer...

3) Ter diabetes. O fato de ter diabetes dobra o risco da doença.

4) Não se lembrar do que comeu na refeição anterior.

5) Pisar com força na maioria dos semáforos. A dificuldade de diferenciar as luzes do semáforo, pode ser indicador, já que a doença interrompe a habilidade do cérebro para julgar a relação tempo-espaço.

6) Se tornar uma pessoa menos social.

7) Ficar nervoso com atividades cotidianas.

8) "Encontrar seu celular perdido na geladeira." Exemplos como este começam a se tornar frequante.

9) Confundir o nome dos objetos que vê.

Esses são sinais bem simples e básicos, que podem indicar que a demência está se instalando. O diagnóstico precoce pode ser importante na medida que pode-se, hoje em dia, retardar o processo degenerativo.

domingo, 2 de outubro de 2011

"A fadiga de decidir"



Em um estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences e realizado por pesquisadores da Ben-Gurion University, em Israel, e da Universidade Stanford, a rotina de juízes experientes foi acompanhada por um ano.

Os cientistas Jonathan Levav e Shai Danziger chegaram a analisar mais de 1100 julgamentos. Em média, foi concedido um de cada três pedidos de liberdade condicional. No entanto, foram libertados cerca de 70% dos prisioneiros julgados pela manhã, contra 10% dos que receberam a sentença no final da tarde. Segundo os pesquisadores, os réus foram ajudados ou prejudicados pela chamada "fadiga de decidir" (decision fatigue), termo cunhado pelo psicólogo Ray Baumeister, da Universidade Estadual da Flórida. Para o psicólogo, a "força de vontade"necessária para evitar recompensas imediatas depende de atividades mentais que exigem a tranferência de energia. Ou seja, após um dia cansativo de trabalho, é muito mais difícil tomar iniciativas mais simples, como resistir ao desejo de comer uma caixa de doces, ou mais complicadas, como julgar a inocência de alguém.

domingo, 25 de setembro de 2011

"Solucionamos melhor os problemas que não são nossos"



Pesquisadores da Universidade de Nova York, entre eles, Evan Polman e Kyle Enick, realizaram uma série de testes e descobriram que somos mais criativos quando temos de resolver problemas dos outros. Tudo por causa da chamada distância social.

Anteriormente pesquisadores já haviam demonstrado que uma maior distancia temporal e física nos ajuda a pensar de forma mais abstrata. Assim, conseguimos solucionar mais facilmente um problema quando imaginamos confrontados por eles em um lugar distante e em um tempo futuro. Agora, Polman e Emich descobriram que a distancia social pode ter o mesmo benefício psicológico.

O estudo foi realizado com centenas de voluntários e realizado em várias etapas. Na primeira, os participantes tiveram que desenhar alienígenas para estórias que eles mesmos escreviam e para estórias dos outros.

Os desenhos mais criativos foram aqueles feitos para as tramas alheias. Em outra etapa, os cientistas testaram a distancia psicológica. Descobriu-se que é mais fácil ter idéias para completos desconhecidos do que para pessoas que tem alguma coisa em comum com você. (a mesma data de nascimento, por exemplo.)

Depois, o pessoal teve que resolver um desafio hipotético de escapar de uma torre. Os voluntários que imaginavam a si mesmos na situação, tiveram 48% de sucesso. Quando pensavam que o problema eram com os outros, a porcentagem chegou a 66%. E as soluções criadas também foram mais criativas nesse caso.

A descoberta da eficiência da distancia psicológica foi comemorada. "Saber disso é valioso não apenas para os pesquisadores em psicologia social, tomada de decisão, marketing e gestão, mas também deve ser de interesse considerável para os negociadores, gerentes, designer de produtos, marketing e anunciantes, entre muitos outros", disseram eles.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"A área cerebral para julgar e punir são distintas."



Segundo uma pesquisa publicada pela revista científica Neuron, a elaboração do processo de julgar e punir, ocorrem em duas áreas distintas: uma ligada a análise lógica e racionais e outra vinculada às emoções.

Um grupo de pesquisa, composto por juristas e neurocientistas da Universidade Vanderbult, no Tennessee, mostrou diversas reconstituições de crimes e explicou para os voluntários o delito cometido, as condições sócio-ambientais e as relações entre as pessoas envolvidas. Com base nessas informações, os participantes deveriam dar seu veredicto e indicar uma punição que variava de zero (nenhuma), a nove (máxima). Enquanto isso, tinham o cérebro monitorado por meio de Ressonância Magnética Funcional (fMRI). Após avaliar os resultados, os pesquisadores observaram que o córtex pré-frontal dorsolateral direito, ligado ao pensamento analítico, fora ativado quando as pessoas estavam pensando sobre a culpa do acusado- e quanto mais os voluntários acreditavam que o réu realmente havia cometido o crime, mais intensa era a ativação. Na hora de determinar a punição, porém foram acionadas a amígdala e o córtex cingulado, região normalmente acessadas quando as pessoas se sentem injustiçadas- o que mostra sua tendência a se identificar com a situação.

A conclusão indica que os julgamentos não são feitos de forma completamente racional, o que pode alterar o desfecho de uma situação, dependendo o grau de empatia que o juíz sente pelo réu.

sábado, 17 de setembro de 2011

" Cientistas descobrem características da depressão psicótica"



Um grupo de pesquisadores coordenado pela médica Cristina Marta Del Bem, do Departamento de Neurociência e Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, fizeram a correlação entre dados de neuroimagem e testes clínicos, e dão os primeiros passos para definir as diferenças clínicas e biológicas entre Depressão Psicótica e Não Psicótica.

O estudo foi realizado com 23 voluntários com Depressão Psicótica, 25 co Depressão Não Psicótica e 29 saudáveis. Os participantes foram submetidos a exames de neuroimagem, a avaliação clínica e a testes de memória verbal e visual.

Foi observado que embora todos os participantes apresentassem o mesmo grau de depressão, os com manifestações psicóticas prestaram mais atenção às imagens negativas ou às expressões de tristeza. "Eles não percebiam estímulos positivos que já havia sido visto ou acreditavam se lembrar de imagens negativas que, na realidade não tinham sido mostradas anteriormente. É como se eles apresentassem um viés para o que é ruim.", ressalta Cristina. Os exames físicos mostraram que os voluntários com Depressão Psicótica apresentaram, ainda, alterações do volume cerebral, notadas principalmente pela diminuição do istmo do giro do cíngulo, uma estrutura que faz parte do sistema límbico e é responsável pelas emoções.

Segundo os estudiosos, essa redução diferencia claramente os dois casos de Depressão estudados na pesquisa. Além disso, quanto mais grave o caso psicótico, menor era a região.

Os cientistas acreditam que o trabalho possa ajudar a descobrir até que ponto a Depressão com psicose pode estar ligada à percepção distorcida de um estímulo externo. "É uma hipótese que estamos levantando. A possibilidade de uma distorção na forma de ver estímulos externos é, a princípio, coerente com a percepção de delírios e alucinações", reforça Cristina.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"Para evitar sofrimento, o cérebro manipula lembranças".



Segundo um estudo publicado pelo Journal of Experimental Psychology, lembramos experiências desagradáveis com mais intensidade se sabemos que a situação poderá se repetir.

Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, na Pensylvânia, a da Universidade de Nova York, desenvolveram 7 experimentos para avaliar como os planos das pessoas moldam suas recordações. Em um dos testes 30 voluntários foram expostos ao ruído de um aspirador de pó por 40segundos.

Em seguida os pesquisadores disseram a 20 participantes que o estudo seria repetido. Aos demais foi informado que o trabalho havia terminado.

Após essas orientações os voluntários deveriam classificar seu nível de irritação em relação ao ruído. Todos os que esperavam ouvir o barulho de novo o consideraram mais desagradável. Os outros 6 experimentos, que também envolveram estímulos incômodos, levaram os mesmos resultados.

O psicólogo comportamental Jeff galak, da Universidade Carnegie Mellon, sugere que essa forma negativa de evocar um acontecimento, seja uma maneira de amenizar o sofrimento futuro. Os pesquisadores acreditam que entender esses mecanismos pode ajudar em casos de transtorno de stress pós-traumático.

sábado, 3 de setembro de 2011

" Doença de Alzheimer pode ser diagnosticada mais cedo"



Pesquisas discutidas na última Conferência Internacional da Associação Americana de Alzheimer são as novas promessas para o diagnóstico cada vez mais precoce da doença. Os estudos apresentam testes que consistem em detectar uma proteína na cérebro ou no sangue e em medir a largura de vasos sanguíneos na retina. Uma conclusão antecipada garante um tratamento mais eficaz, a ponto de retardar e até mesmo reverter a progressão do mal.

"As análises detectam alterações que ocorrem no cérebro do paciente. Antes havia apenas a ressonância magnética e a tomografia por emissão de pósitrons(PET). A tendência é que os resultados sejam conhecidos de forma bem mais rápida e, consequentemente, tenhamos mais sucesso nas ações contra os efeitos degenerativos", afirma a Dra. Sonia Brucki, vice-diretora do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia.

Outro teste que pode gerar um diagnóstico antecipado se encontra em processo de aprovação na Agência Americana para o controle de Alimentos e Remédios (FDA). Consiste em injetar no sangue um contraste que, por meio de tomografia, torna visíveis as placas da proteína beta-amilóide, que é tida como responsável por desencadear a doença- a ciência ainda não tem conhecimento do verdadeiro causador desse mal.

sábado, 27 de agosto de 2011

"Irmãos caçulas de autistas são mais propensos a ter o transtorno."



Os irmãos mais novos de autistas, têm em média, quase 19% a mais de chances de desenvolver este transtorno, segundo um estudo publicado nesta segunda -feira pela revista "Pedriatics", e liderado por Sally Ozonoff, do Departamento de Psiquiatria e Ciências da Conduta do Instituto MIND, do Centro Médico Davis da Universidade da Califórnia, os riscos são significantemente maiores para as crianças que tem um ou mais irmãos autistas.

A maioria dos casos ocorre em crianças do sexo masculino. Sabe-se que há uma causa genética no desenvolvimento do Autismo, e os casos aumentaram notavelmente nas últimas décadas.

Segundo o estudo, o risco de desenvolvimento de Autismo entre os irmãos caçulas meninos, é de 26% comparado com os 9% entre as irmãs mais novas de uma criança com esse mesmo problema.

Cerca de 32% das crianças que tinham pelo menos dois irmãos mais velhos autistas também foram diagnosticadas com Autismo, comparadas com as 13,5% das quais apenas um irmão mais velho tinha o transtorno.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Cérebros de gagos têm funcionamento incomum."



Um novo estudo realizado na Alemanha, sugere que os cérebros de pessoas que gaguejam desde a infância têm um funcionamento diferenciado. Através de experimentos, cientistas desenvolveram uma teoria que aponta que o lado direito do cérebro de um gago realiza tarefas que normalmente são desempenhadas pelo lado esquerdo.

Isso mostra que essas pessoas tem problemas para estabelecer uma ligação com o que elas escutam e o que elas dizem. De acordo com o pesquisador e neurologista Martin Sommer, da Universidade de Goettinger, a fala de um gago pode ser comparada a uma orquestra desorganizada. "A questão não são os elementos singulares em si, não os instrumentos. A questão é como ativa-los de uma forma coordenada e "sincronizada", ele afirma.

O estudo pode prover mais informações quanto ao tratamento e a cura desse mal.


domingo, 7 de agosto de 2011

"Engatinhar colobora para que o bebê seja mais cuidadoso com a altura."



Adquirir habilidades de movimentar-se com precisão requer que a criança atinja maturação neurológica e treine os movimentos. Um estudo recente realizado pela professora de psicologia Karen Adolph, da Universidade de Nova York, mostrou que a cada nova fase do desenvolvimento motor os bebês tem de reaprender a se manter seguros. A pesquisa foi feita com crianças de 12 a 18 meses entre rampas de madeira com diferentes alturas. As mães incentivavam as crianças a se locomoverem. Em geral os que vinham encaminhando havia meses e os que já andavam, não subiram em obstáculos muito altos. Mas vários bebês que estavam aprendendo a caminhar marcharam resolutos sobre os objetos- correndo o risco de quedas de até 90cm. "Acreditamos que isto signifique que os que engatinham aprendem a ter medo de altura. Eles sabem o que seus corpos nessas condições podem fazer. Quando o estilo de locomoção muda, precisam praticar para "recalibrar" a percepção de sua capacidade", observa Karen. Quando adultas, as pessoas se ajustam a limitações motoras em diversas situações como o transferir o peso do corpo para aliviar um pé dolorido ou tomar mais cuidado quando há gelo no chão, por exemplo. De acordo com o estudo, essas adaptações são desenvolvidas na infância, quando experimentamos os limites físicos e a possibilidade de cometer erros.

sábado, 6 de agosto de 2011

"Preocupação excessiva pode ter impacto sobre os relacionamentos."



A preocupação com uma coisa ou outra, todo mundo tem. Mas a preocupação pode chegar a níveis obsessivos, interferindo com a vida da pessoa e ameaçando seus relacionamentos sociais.

Essas pessoas sofrem do chamado Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), explica Amy Przeworski, da Universidade Case Western, nos EUA.

Indivíduos com esses transtornos colocam seus relacionamentos sociais no topo da lista de preocupações.

Entretanto, os métodos que eles usam para lidar com suas preocupações podem ser destrutivas.

Em sua pesquisa, Przeworski, definiu 4 formas destas pessoas lidarem com a ansiedade: intrusivo, frio, não assertivo e explorável.

"Todos os indivíduos com esses estilos preocupam-se na mesma intensidade, de forma extrema, mas manifestam essas preocupações de forma diferente", diz a pesquisadora.

Uma pessoa pode demonstrar sua preocupação de forma intrusiva, por exemplo, querendo saber o que está acontecendo com o marido (esposa) ou com os filhos a cada cinco minutos.

A outra forma seria a pessoa manifestar sua preocupação criticando o comportamento que ela acredita serem descuidados ou imprudentes. Ou ainda, pode "não exprimir-se", afastando-se do outro.

A pesquisadora sugere que as terapias para tratar o T.A.G. devem focar tanto as próprias preocupações, quanto os respectivos problemas interpessoais.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

"Efeito Google."



Uma pesquisa realizada na Universidade de Colúmbia, nos EUA, revela que o Google pode estar mudando o modo como nossos cérebros lembram as informações.

Em vários experimentos, a psicóloga Betsy Sparrow e seus colegas concluíram que as pessoas tendem a lembrar mais do que acreditam que não podem encontrar em sites de busca, e vice-e-versa.

Além disso, as pessoas recordam mais de onde podem obter o dado na internet do que os dados em si. "Desde que o advento de ferramentas de busca, estamos reorganizando o modo como lembrarmos das coisas. Nossos cérebros dependem da internet para memoria do mesmo modo que dependemos da memória de um amigo, familiar ou colega de trabalho", afirmou Betsy no estudo: "Google Effects on Memory: cognitive consequences of Houng Information at our Fingertips".

Os experimentos da equipe de Betsy sugerem que, quando enfrentam perguntas difíceis, as pessoas tendem a pensar com maior intensidade que a Internet lhes ajudará a encontrar as respostas. As conclusões mostram que as estratégias de aprendizado também estão mudando. Segundo o psicólogo Roddy Roediger, da Universidade de Washington, estamos passando parte de nossa memória para o Google e outros mecanismos de busca. Assim, a internet tornou-se uma forma primária de memória externa, onde a informação é armazenada fora do cérebro- o que não é muito diferente da era pré-internet, com as pessoas confiando a memória a livros e bibliotecas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Mais da metade dos casos de Alzheimer,segundo estudo americano, pode ser evitado."


O estudo foi conduzido pela Dra.Deborah Barnes, pesquisadora de Saúde Mental da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos EUA e traz como resultado que mais da metade de todos os casos da Doença de Alzheimer poderiam ser evitados por meio de mudancas do estilo de vida e do tratamento ou prevenção de doenças crônicas.

O estudo chamado de estudo de revisão,analisou de forma sistemática dados de pesquisa científicas realizados por inúmeros grupos de pesquisa ao redor do mundo, envolvendo no total centenas de milhares de participantes.

Barnes concluiu que,na média mundial, os principais fatores de risco para o Alzheimer que são modificáveis,em ordem decrescente de importância são:

1.Baixa escolaridade

2.Tabagismo

3.Sedentarismo

4.Depressão

5. Hipertensão na meia idade

6. Diabetes

7. Obesidade na meia idade


Juntos estes fatores de risco estão associados com 51% dos casos de Alzheimer em todo o mundo e 54% dos casos nos EUA.

"O que é entusiasmante é que isso sugere que algumas mudanças de estilo de vida muito simples,como o aumento das atividades físicas e deixar de fumar, podem ter um tremendo impacto na prevenção do Alzheimer e outras demências,nos EUA e no mundo",disse Barnes.

Os resultados do estudo foram publicados na conceituada revista The Lancet Neurology.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"Estudo demonstra que o uso de Botox diminui empatia."



Um estudo publicado na Publicação Científica "Social Psychological and Personality Science", afirma que pessoas que receberam injeção de Botox no rosto, podem ter dificuldade de compreender pensamentos e emoções alheias,segundo os cientistas.

Os pesquisadores afirmaram que as rugas de expressão, como pés de galinha, linhas na testa, e vinco entre as sobrancelhas são essenciais na interpretação das emoções humanas.

Ao paralisar a musculatura do rosto, e reduzir essas marcas,o Botox, dificultaria o processo de empatia na comunicação entre indivíduos.Segundo David Neal, da Universidade do Sul da Califórnia, isso acontece porque, normalmente os seres humanos decifram as emoções alheias imitando involuntariamente as expressões uns dos outros.

"A comunicação humana pode ser muito sutil. Eliminar uma parte da informação- seja com a comunicação por e-mail e Twitter ou com a paralisia dos músculos da face- pode ser a diferença entre a comunicação bem sucedida e o fracasso", afirmou David Neal.

Para os pesquisadores,os pacientes que usam Botox, não conseguem entender as emoções de outras porque são incapazes de imita-las. "Esta inabilidade elimina uma parte crucial da comunicação interpessoal."

terça-feira, 19 de julho de 2011

"O desempenho em provas é favorecido, se você escrever sobre suas angústias."



Dois artigos publicados na revista Science, sugerem que para algumas pessoas que têm mais dificuldade em armazenar novas informações e costumam ficar muito nervosas em avaliações escolares, estudar fazendo resumos do conteúdo lido ou ouvido e, pouco antes da prova, escrever a respeito das causas de sua angústia são técnicas que podem acelerar a aprendizagem e acalmar a ansiedade.

Em um dos estudos, psicólogos da Universidade de Chicago, solicitaram que os universitários escrevessem por dez minutos sobre suas idéias e angústias antes de realizar um teste. Os cientistas comprovaram que os estudantes que passaram por esse processo obtiveram melhores resultados no exame. Os pesquisadores acreditam que a técnica, bastante simples, pode ser usada para lidar com situações de pressão que exijam respostas mentais rápidas.

Na segunda pesquisa, psicólogos da Universidade Purdue, em Indiana, orientaram universitários a ler pequenos textos de ciências e, em seguida, escrever por 20 minutos, sobre o conteúdo aprendido. Os voluntários foram convidados a realizar uma prova uma semana depois. Observou-se que o desempenho deles foi 50% melhor que aqueles que haviam estudado escrevendo esquemas, método que relaciona palavras e conceitos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"A insegurança das pessoas aumenta sua atração por teorias extremistas."



Segundo estudo publicado no Journal of Experimental Social Psychology, a insegurança pode estar relacionada à tendência de aderir a grupos radicais e de simpatizar com teorias extremistas.
A pesquisa foi realizada pelo psicólogo Michael Hogg, da Claremont Graduate University, na Califórnia. Ele pediu a um grupo de voluntários, formado por universitários que evocasse momentos em que se sentiram indecisos, inseguros e isolados. Em seguida, o pesquisador perguntou aos participantes quais ações, na opinião deles, seriam mais efetivas para exigir melhorias da qualidade de ensino: bloqueio do campus, passeatas e protestos violentos ou condutas pacíficas como participar de reuniões, imprimir panfletos e enviar cartas aos jornais. Hogg observou que, quanto mais inseguras as pessoas se sentiam, maior a tendência a apoiar ações extremas e violentas. "Os grupos que de fora parecem mais fechados demonstram identidade claramente definida, o que pode ser tentador para alguém que está confuso", diz o psicólogo.

sábado, 9 de julho de 2011

"A leitura em Braile, ativa as áreas da visão no cérebro de cegos."



O neurocientista Amir Amedi, da Universidade Hebraica, em Jerusalém, demonstrou que: embora exista no córtex cerebral humano, regiões especializadas em processar informações captadas pelo sentido, em determinadas áreas, como as envolvidas na leitura, a divisão de tarefas é menos clara do que parece.

O autor da pesquisa, entregou textos para 16 voluntários: metade deles, que os recebeu escritos à tinta, enxergava e era alfabetizada; os outros 8 eram cegos de nascença, mas dominavam o sistema de leitura em Braile.

Enquanto liam, a atividade cerebral dos dois grupos eram monitoradas por Ressonância Magnética Funcional. de acordo com os resultados, todos os participantes apresentavam ativação das mesmas regiões cerebrais. Segundo Amedi, ao decodificar a escrita em Braile, os cegos utilizam não apenas áreas envolvidas na percepção do tato, mas também as visuais- elas seriam ativadas pelo formato das inscrições.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

"Pesquisas demonstram que os gêmeos já interagem no útero."



Pesquisadores da Universidade de Turim e da Universidade de Parma, na Itália, acompanharam a gestação de cinco pares de gêmeos através de ultassonografia diárias.

Foi observado que os fetos fazem gestos intencionais em direção ao companheiro desde a 14 semana, reduzindo a quantidade de movimentos voltados para si mesmos. Toques nas costas ou na cabeça do outro eram mais duradouros e mais precisos que encostar nos próprios olhos ou boca, por exemplo. Por volta da 18 semana, 30% envolviam o irmão, o que fez os pesquisadores acreditar que os contatos eram intencionais.

Estudos anteriores haviam identificado a habilidade dos fetos de controlar movimentos a partir da 22 semana de gestação. A presença de um irmão no útero, portanto, poderia também acelerar o desenvolvimento motor. O grupo pretende continuar a pesquisa, desta vez com número maior de pares de gêmeos. Os padrões de atividade mapeados podem ajudar a identificar fatores relacionados a transtornos que comprometem o desenvolvimento sociocognitivo, como o autismo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

"A razão de compartilharmos histórias, notícias e informações com os outros pode estar neste estudo."




A transmissão social de dados, vem acontecendo há milhares de anos, e o advento das tecnologias sociais, como mensagem de texto, Orkut e outros sites de mídia social só tornou esse compartilhamento mais rápido e mais fácil.


Mas por que determinados conteúdos são mais compartilhados do que outros, e o que leva as pessoas a compartilhar?


Segundo Jonah Berger, autor de um novo estudo publicado na revista Psychological Science, a partilha de histórias ou informações pode ser impulsionado em parte pela excitação.


Quando as pessoas estão fisiologicamente estimuladas, quer devido a estímulos emocionais ou quaisquer outros, o Sistema Nervoso Autônomo é ativado, aumentando a conexão social.


"Em um trabalho anterior verificamos que as emoções desempenham um grande papel para que os artigos do New York Times cheguem à lista dos mais enviados por e-mail.


Mas curiosamente , descobrimos que, enquanto os artigos que evocam emoções mais positivas, são geralmente mais virais, algumas emoções negativas, como ansiedade e raiva, na verdade aumentam a probabilidade de transmissão, enquanto outras emoções, como a tristeza, diminuem essa probabilidade.


"Ao tentar entender o porque disso, concluímos que a excitação pode ser um fator fundamental", diz Berger, que é pesquisador na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.


No estudo, Berger sugere que as pessoas que estão se sentindo com medo ou com raiva ou, por outro lado, divertindo-se, lideram o processo de compartilhamento de notícias e informações.


Esses tipos de emoções são caracterizados por alta excitação e ação, ao contrário de emoção como tristeza ou contentamento, que são caracterizados por baixa estimulação ou inação.


Berger está especialmente interessado em como a transmissão social faz com que determinados conteúdos on-line tornem-se virais.


"Há muito interesse no Facebook, Twitter e outros tipos ou meios de comunicação social de hoje", diz ele, "mas para as empresas e organizações usarem estas tecnologias de forma eficaz, elas precisam entender por que as pessoas falam a respeito e compartilham determinadas coisas".


Berger afirma que as implicações deste estudo são bastante amplas.


"O comportamento das pessoas é fortemente influenciado pelos que os outros dizem ou fazem. Se você é uma empresa que está tentando levar as pessoas a falar mais sobre sua marca, ou uma organização de saúde pública tentando levar as pessoas a espalhar a sua mensagem sobre alimentação saudável, estes resultados fornecem indícios de como projetar mensagens e estratégias de comunicação mais eficazes", conclui o pesquisador.

domingo, 3 de julho de 2011

"A emoção na voz humana, é identificada pelo bebê desde os três mêses de idade."



Um estudo realizado na Universidade College London, em Londres, afirma que bebes podem identificar emoções na voz de outras pessoas à partir dos três meses de idade.

O estudo foi realizado através do escaneamento do cérebro de 21 bebes adormecidos, enquanto os estimulavam com diferentes tipos de sons. Durante o exame de Ressonância Magnética, eles tocaram sons "emotivos", com choros e risadas, e sons de fundo como água correndo ou barulho de brinquedos. Quando escutaram vozes humanas, os bebes ativaram o córtex temporal, mesma parte do cérebro ativada por adultos na mesma situação. outra região do cérebro, o sistema límbico, que controla as emoções, reagiu fortemente a sons tristes ou negativos, mas não diferenciaram sons neutros de felizes. A pesquisadora Evelyne Mercure, da Universidade de Londres, disse que o estudo prova a existência de áreas especializadas no cérebro desde o início do desenvolvimento cerebral. A próxima fase do estudo pretende comparar cérebros de bebes autistas e não autistas, na esperança de entender porque alguns desenvolvem a doença.

sábado, 2 de julho de 2011

"Como o cérebro processa piadas?"



Uma pesquisa feita por cientistas da Unidade de Cognição e Ciências Cerebrais do Conselho de pesquisas Médicas, na Inglaterra, começa a compreender a maneira como o cérebro humano reage a piadas, num trabalho que pode ajudar a determinar se pacientes em estado vegetativo são capazes de experimentar emoções positivas.

Eles usaram exames de ressonância magnética funcional, para observar e comparar o que acontece no cérebro de pessoas normais quando elas ouvem frases comuns e piadas engraçadas, inclusive trocadilhos.

Ao avaliar os cérebros de 12 voluntários saudáveis, eles notaram que as áreas de recompensa no cérebro se acendem muito mais ao processarem piadas do que ao processarem a fala normal. No estudo, essa reação de recompensa aumentava conforme os participantes achassem uma piada mais engraçada.

"Encontramos um padrão característico de atividade cerebral quando as piadas usadas eram trocadilhos", disse Matt davis, um dos coordenadores do estudo.

Por exemplo, piadas como, "Por que os canibais não comem palhaços? Porque eles tem um gosto engraçado!" envolvia áreas cerebrais ligadas ao processamento da linguagem mais do que em piadas que não envolviam jogos de palavras.

Ele disse que a resposta também era diferente quando as frases não engraçadas continham palavras com mais de um sentido.

"Mapear a forma como o cérebro processa as piadas e as frases, mostra como a linguagem contribui para o prazer de entender uma piada. Podemos usar isso como parâmetro para entender como as pessoas que não conseguem se comunicar normalmente reagem a piadas", acrescentou ele.

Esse estudo foi publicado nesta terça feira, na Revista "Journal of Neuroscience".

sexta-feira, 1 de julho de 2011

"Estudo demonstra que existe uma interligação entre impulsividade e superstições."



Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram uma interessante relação entre a impulsividade e o chamado "raciocínio falho", que é por exemplo, a crença em amuletos de sorte e rituais supersticiosos.

O estudo avaliou jogadores compulsivos em tratamento clínico, e os resultados mostraram que aqueles com maior nível de impulsividade eram mais suscetíveis a erros de raciocínio associados ao jogo. Esses erros incluem rituais supersticiosos, como carregar amuletos, e as explicações sobre suas perdas variam desde má sorte até "frieza" das máquinas de jogo.

Comparando jogadores e não jogadores da população em geral, mediu-se primeiro a impulsividade isolada. Encontrou-se que os jogadores são mais impulsivos quando em estado de humor extremo, bom ou mau humor, que são sinais que podem desencadear o jogo. Não foi encontrada conexão entre a impulsividade e a busca por premiações imediatas no grupo de controle, quando se compara a capacidade de trocar um prêmio imediato por um prêmio maior no futuro.

O jogo patológico, ou seja, quando o hábito de jogar se torna um vício, é um distúrbio psiquiátrico, que atinge cerca de 1% da população mundial. Os sintomas incluem desde perda de controle sobre o jogo, sintomas de abstinência como irritabilidade, além de trazer diversas dificuldades para a vida cotidiana da pessoa, como dívidas, e problemas familiares.

"A ligação entre impulsividade e crença nos jogos de azar nos sugere que a forte impulsividade" pode predispor a uma série de distorções mais complexas- tais como as superstições- que os jogadores experimentam frequentemente", explica o Dr. Lucke Clarck, um dos autores da pesquisa. Segundo Clarck, a pesquisa ajuda a difundir duas prováveis causas subjacentes ao problema do jogo, indicando quem poderia acabar se tornando jogadores patológicos.

domingo, 26 de junho de 2011

"A saúde do marido melhora, quando a esposa se aposenta."



Pesquisas demonstram que os homens relatam uma piora no seu quadro de saúde geral quando se aposentam, entretanto, uma pesquisa realizada na Univarsidade de Missouri, nos Estados Unidos, demonstra que quando a situação se inverte, e é a mulher quem aposenta, a saúde do marido melhora.

De acordo com a pesquisadora Angela Curl, "quando mulheres se aposentam, elas podem monitorar a saúde de seus maridos mais de perto, levando-os ao médico regularmente, e fazendo com que eles tenham uma vida saudável. As mulheres tradicionalmente colocam a necessidade de todo mundo antes das delas mesmas, um comportamento que poderia colocar a saúde delas em risco".

Os pesquisadores aconselham que para evitar um declínio na saúde após a aposentadoria, a transição deve ser feita aos poucos, com diminuição gradual de horas e de envolvimento com o emprego.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

"Filhos de mães que tiveram depressão pós-parto, tem mais chance de desenvolver depressão."



Uma pesquisa realizada pela Universidade de Reading, no Reino Unido, mostrou que mães que desenvolveram depressão pós-parto, tem a chance aumentada de ter um filho que desenvolva depressão na adolescência.

A pesquisa acompanhou 100 mães ao longo de 16 anos, e constataram que 41,5% dos jovens cujas mães tiveram depressão pós-parto, também tinham sofrido de depressão. A taxa no grupo de mães saudáveis caiu para 12,5%.

Os resultados mostraram que as crianças cujo apego com as mães era pouco próximo durante a infância, tinham mais chance de desenvolver a doença assim como os meninos apresentaram maior risco do que as meninas.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

" A compulsão alimentar pode ter influência da insulina."



No Instituto Max Planck, na Alemanha, os pesquisadores encontraram uma relação entre a insulina e a sensação de satisfação após a ingestão de alimentos. A insulina é normalmente associada à funções metabólicas no cérebro, e agora os cientistas descobriram que em ratos, ela também influencia as células produtoras de dopamina, substância ligada à sensação de felicidade e bem estar. Quando essa segunda função é prejudicada, aparecem sintomas de fome excessiva que pode levar à obesidade.

Produzida no pâncreas, a insulina é um hormônio essencial na regulação de açucar no sangue. Desequilíbrios no nível de insulina causam tanto excesso de peso como diabetes. Receptores de insulina estão presentes em algumas células do hipolálamo, um centro de comando do corpo localizado no mesencéfalo, região central do cérebro. Quando a insulina passa do sangue para o fluído extra-celular do cérebro no Sistema Nervoso, ela se liga às celulas nervosas e transmite um sinal de saciedade, informando ao cérebro que é hora de parar de comer. Se os receptores de insulina não estão em bom funcionamento, a fome nunca é saciada.

No presente estudo, foi encontrado outro circuito nervoso que depende da insulina. São às células ligadas à Dopamina no mesencéfalo, um mecanismo superior ao hipotálamo. O mecanismo opera o Sistema de recompensa do cérebro: quando o neurotransmissor conhecido como o hormônio da felicidade está em níveis desequilibrados, favoreceu-se a aparição de vícios e adições. A insulina é um transmissor no sistema de recompensas. Nos testes realizados em laboratórios, ratos que tiveram sua insulina reprimida, comiam mais e acumulavam gordura corporal.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

"Pesquisa demonstra que em universitários,mais sono traz maior consumo de álcool".



Embora algumas pessoas defendam que os horários das aulas na Universidade comecem mais tarde pela manhã, pesquisadores acreditam que essa mudança traria desvantagens pois permitiria que os estudantes passassem a consumir mais álcool.

A pesquisa realizada na St.Lawrence University (EUA),analisou 253 estudantes universitários. Os participantes fizeram testes cognitivos e preencheram questionários sobre seus hábitos de sono,horários de aula,uso de substâncias e humor. Eles também mantiveram diários de sono durante uma semana.

A análise destes dados levou os cientistas a concluírem que se as aulas começassem mais tarde,os estudantes poderiam mudar suas escolhas e hábitos, passando a dormir mais e a consumir mais bebidas alcoólicas.Essa mudança de hábito poderia prejudicar o sono dos alunos, fazendo com que eles tivessem mais dificuldade de se concentrarem e aprenderem as matérias.

"Os efeitos de aulas que começam mais tarde, incluem mais sono",diz a autora Pamela Thacher. "Mas isso pode ser compensado por pior qualidade de sono,o que poderia afetar a habilidade (dos estudantes) de se comprometerem,intelectualmente,com os trabalhos do curso".


sexta-feira, 17 de junho de 2011

"As células do tecido nervoso são afetadas por poluentes do ar."



O estudo desenvolvido pela bióloga Paula Betacini, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), afirma que poluentes no ar são nocivos ao Sistema Nervoso. O experimento, feito com embriões de galinha, observou que o material particulado presente no ar das grandes cidades provoca alterações nervosas ainda em fase de desenvolvimento primário.

O estudo avaliou o efeito do material particulado fino (PM 2,5) sobre o desenvolvimento embrionário do Sistema Nervoso. A principal fonte desses poluentes são os veículos. A pesquisa foi realizada na cidade de São Paulo.

O processo experimental constitui na injeção nos ovos com uma suspensão com o material particulado fino. "Posteriormente, foram analisados diversos aspectos morfológicos das células do cerebelo, orgão do Sistema Nervoso Central, cuja sensibilidade a substâncias tóxicas ambientais é descrita na literatura", diz Paula.

A pesquisa se concentrou nos neurônios que desempenham papel central em várias das funções cerebelares, conhecidos como células de Purkinje. Foi observada a redução no número dessas células ao mesmo tempo que os dendritos destas células apresentam maior ramificação. "Embora não tenha sido o objetivo desse trabalho, é possível que alterações morfológicas nos dendritos das células de Purkinje, causem interferência nas sinapses entre estas células e outras células cerebelares e, consequentemente, tenha ação sobre o trânsito de informações entre o Sistema Nervoso Central e o organismo", aponta Bertacini.

terça-feira, 14 de junho de 2011

"Pesquisadores dizem ter descoberto a forma de vencer o medo."



Uma pesquisa publicada no Jornal Médico Neuron,diz ter descoberto a parte do cérebro onde são "depositados"os medos e que também é a mesma área responsável pelo se "desaparecimento".

A área chamada "amígdala cerebelar", é a nova descoberta que poderia ajudar os médicos a tratar fobias,segundo os autores da pesquisa realizada pela Universidade de Nova York.

A Dra. Elizabeth Phelps, utilizou ressonância magnética para simular o que acontece com o cérebro quando os medos "são esquecidos".

Os pesquisadores ensinaram os voluntários a associar a imagem de um quadrado colorido comum choque elétrico leve.

Isso criaria um medo condicionado, como uma fobia, no qual a visão do quadrado produziria uma leve ansiedade.

Os pesquisadores então reverteram esse medo ao apresentar o mesmo quadrado, mas com voltagens cada vez menores, até suspenderem totalmente os choques.

Examinando as fotografias do cérebro, eles perceberam que a "amígdala cerebelar"estava ativa quando o medo estava sendo incutido e também quando ele foi "apagado".

No processo de "desaprendizagem",outra parte do cérebro também foi acionada, o chamado córtex ventral medial pré frontal.

A descoberta pode abrir novas perspectivas para o tratamento da ansiedade nervosa.

"Certas drogas influenciam as substancias utilizadas no processo de desaprendizagem em animais. Como humanos, sabemos reagir a certas situações",diz ela.

"Sabemos que não devemos ter medo quando vemos um tigre no zoológico",por exemplo.

A questão é: como regulamos esse processo?

"Estamos trabalhando nisso agora",disse a médica.

"Parar de fumar e o ganho de peso."




Uma nova pesquisa publicada na Revista Science,destaca a relação entre fumo e peso.
Marian Picciotto,da Universidade de Yale, nos Estados Unidos diz: "Fumar não implica ficar magro,mas muitas pessoas dizem que não param de fumar por medo de ganhar peso. Nosso objetivo é ajudar as pessoas e manter seu peso após largar o cigarro e, eventualmente,ajudar também os não fumantes que lutam contra a obesidade."
O trabalho reuniu cientistas dos Estados Unidos e Canadá,e indica que a nicotina realmente diminuiu o apetite, e o faz por meio da ativacão de um grupo específico de neurônios no cérebro.
Embora o fumo continue como uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo,o novo estudo levanta a possibilidade de desenvolver tratamentos com base na nicotina para ajudar pessoas a parar de fumar e, ao mesmo tempo, evitar a obesidade e distúrbios metabólicos.
Mas a pesquisa está longe de propor fármacos para essa finalidade,trata-se ainda de um entendimento básico do funcionamento do mecanismo biológico.
Os cientistas realizaram em camundongos experimentos variados,entre os quais moleculares, famacológicos, eletrofisiológicos, genéticos e comportamentais.
O grupo descobriu que a nicotina ativa um conjunto específico de circuitos nervosos cerebrais, conhecidos como receptores de melanocortina do hipotálamo.
Esses receptores por sua vez,aumentam a atividade dos neurônios chamados de POMC (pró- opiomelanocortina) e de uma série de receptores de melanocortina 4.
Ou seja, a nicotina ativa células que sinalizam ao corpo que o indivíduo já comeu o suficiente.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

"Pessoas com hiperatividade são mais propensas ao uso de drogas."



Uma pesquisa coordenada pelo Dr. Timothy Willens, do Massachusetts General Hospital (EUA), concluiu que pessoas que sofrem de distúrbio de déficit de atenção (DDA), tem riscos consideravelmente mais alto de desenvolver tabagismo e abuso de substâncias.

Os pesquisadores analisaram dados de pesquisas que estudaram a prevalência de distúrbios psiquiátricos e comportamentais em pessoas que tinham sido diagnosticadas com DDA durante a infância. Durante o período de acompanhamento dessas pesquisas, 32% dessas pessoas desenvolveram algum tipo de substâncias (inclusive de cigarros) enquanto apenas 25% das pessoas do grupo controle fizeram o mesmo.

"Qualquer pessoa com DDA precisa receber aconselhamento sobre os riscos de abuso de substância, particularmente se eles tiverem alguma delinquência", diz Willens.

domingo, 29 de maio de 2011

"As palavras machucam"



O Dr. Thomas Weiss, da Universidade de Jena, na Alemanha, conseguiu demonstrar cientificamente pela primeira vez que não só as lembranças dolorosas e associações que colocam nossa memória da dor em alerta, estímulos verbais também.

Assim que ouvimos palavras que invocam dor- castigo, ferimento, dor etc...- são ativadas exatamente as mesmas áreas do cérebro que processam a dor correspondente.

Os psicólogos examinaram o fenômeno diretamente no cérebro, por meio de tomografia de ressonância magnética funcional (fMRI), enquanto participantes saudáveis ouviam palavras associadas com dor.

Os voluntários ouviram tanto palavras associadas com dor, quanto palavras de cunho negativo, mas não necessariamente "doloridas", como amedrontador, horrível e nojento.

Prestando atenção apenas nas palavras, ou mesmo distraídos por um quebra-cabeças, as palavras associadas à dor sempre ativaram a área de dor no cérebro dos participantes.

Isso não aconteceu com as outras palavras de conotação negativa, e tampouco com as palavras neutras e positivas.

"Estes resultados mostram que palavras são capazes de ativar a nossa matriz de dor" sublinha o Prof. Weiss.

Do ponto de vista biológico, isso é aceitavel, porque a lembrança da dor nos permite evitar situações dolorosas no futuro, que possam ser perigosas para as nossas vidas.

"Entretanto, nossos resultados sugerem também que os estímulos verbais tem um significado mais importante do que pensávamos até agora", diz Weiss.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

"Stress leve pode levar a lembrança de fatos de maneira mais fácil."



Um grupo de cientistas argentinos concluíram que pessoas submetidas a um stress leve podem lembrar mais facilmente de fatos que pareciam ter esquecido. "Vimos através de um experimento que os seres humanos podem lembrar melhor de uma série de sílabas sem sentido aprendidas, se são submetidas a um stress leve," disse Alejandro Deborenzi, do Laboratório de Neurobiologia da Memória da Universidade de Buenos Aires.(UBA)

Em um experimento realizado com 125 voluntários, os pesquisadores estabeleceram que, quando a memória se torna instável, você pode reativa-la se receber um impacto, como no caso empregado por eles, o frio intenso.

Concretamente os participantes aprenderam uma série de 5 sílabas se sentido, em conjunto com uma combinação de luz, imagem e música, afirmou Deborenzi.

Depois de 6 dias, os cientistas submeteram novamente o mesmo estímulo, mas quando os participantes tinham que lembrar as sílabas aprendidas, interromperam a sequência de imagem, luz e música para que a memória se tornasse fraca.

Imediatamente, eles pediram aos participantes que colocassem o braço em uma bacia com água gelada, enquanto para o grupo de controle a temperatura era amena.

Como resultado, os que tiveram que enfrentar a água gelada lembraram no dia seguinte 80% das sílabas, enquanto aqueles que tiveram seu braço em água amena, só lembraram 20%. "Com esse pequeno truque demonstramos que as memórias que pareciam desaparecidas, na realidade ficam armazenadas", disse Deborenzi.

O pesquisador lembrou que substância como a epinefrina, cortisol e glicose, liberadas em situação de stress, também atuam na suavidade da memória. "Com este trabalho estamos mudando os marcos conceituais dos processos de memória tal como estavam estabelecidos", afirmou.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Vamos dançar?"



Duas pesquisas recentes conduzidas pela Universidade de Missouri, descobriram que a participação na terapia que tem como base a dança, pode melhorar o equilíbrio e marcha em idosos. Isso pode reduzir o risco de quedas e lesões nesta população.

Outro estudo financiado pelo Instituto Nacional de Envelhecimento e publicado em 2003 no New England Journal of Medicine mostrou um risco significativamente reduzido de Demência em adultos mais velhos que dançavam com frequência.

O estudo analisou cerca de 500 adultos com idade de 75 anos ou mais, seguindo as atividades e a incidência de Demência por 5 anos. Ele mostrou uma correlação surpreendente forte entre a dança e a redução de Demência.

Dançar também foi a única atividade física que mostrou reduzir índices de Demência. As atividades mentais que fez reduzir o risco de demência foi ler e fazer palavras cruzadas.

Qual seria a causa para que a dança ajude a manter o cérebro?

Quando estamos dançando usamos o córtex cerebral e o hipocampo, que são essenciais para a dança. Estas áreas do cérebro são extremamante "plásticas" e religam-se com base na sua utilização. Os investigadores supõem que talvez essa maior reserva cognitiva e a maior complexidade das sinapses neuronais mantém a Demência afastada nos idosos que dançam.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Existem diferencas na região cerebral da "forca de vontade",nas pessoas que conseguem parar de fumar."



Por que algumas pessoas conseguem desistir do vício do fumo, enquanto outras tem grande dificuldade em atingir este objetivo?

Pesquisadores da Faculdade Trinity e do Instituto de Pesquisa por uma Sociedade livre do tabaco,motivados por esta questão,observaram as atividades dos cérebros de voluntários para saber as diferenças que poderiam levar a um melhor entendimento sobre esta constatação.

O estudo foi realizado através da investigação de imagens de ressonância magnética para avaliar habilidades cognitivas que são consideradas importantes para o processo que leva alguém a parar de fumar. Entre as atividades desempenhadas pelos voluntários estava uma tarefa de inibição, para avaliar o controle do impulso e a habilidade de monitorar o comportamento, e uma tarefa de atenção que avalia a habilidade de evitar distrações de imagens relacionadas ao ato de fumar, que geralmente conseguem chamar automaticamente a atenção dos fumantes.

Analisando as imagens, os pesquisadores descobriram que os fumantes,se comparados com aqueles que nunca fumaram,demonstraram uma funcionalidade reduzida durante as tarefas nas regiões pré-frontais do cérebro,que é relacionada ao controle comportamental. Os fumantes também demonstraram uma atividade elevada na região do subcórtex,como no núcleo accumbens, que responde a estímulos de recompensa e salienta o estímulo provocado pela nicotina.

Por outro lado, os ex-fumantes não demonstraram a mesma atividade no sub córtex,mas sim nos lobos frontais, que são ligados ao controle comportamental. Além disso,eles apresentaram níveis de atividade maiores nas regiões pré-frontais.

Isso quer dizer que a região responsável pelo que pode ser chamado "forca de vontade"tem maior atividade naquelas pessoas que pararam de fumar, o que levou os pesquisadores a relacionarem esta atividade com a capacidade do fumante em parar ou não o vício.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

"O cérebro sofre danos com a obesidade."



Além de todos os danos já conhecidos que a obesidade causa, um estudo recente está surpreendendo a comunidade científica: a gordura também causa danos ao cérebro.

Um estudo realizado na Universidade de Nova York estudaram o cérebro de 63 pessoas, onde 44 delas tinham sobrepeso ou obesidade e as outras eram magras. Os cientistas constataram que, nos indivíduos obesos ou acima do peso, o cérebro apresentava duas alterações importantes: tinha níveis mais altos de fibrinogênio, uma proteína que causa inflamação, e menor córtex orbitofrontal (região cerebral que coordena a tomada de decisões ).

Não se sabe explicar ainda, exatamente como esse processo se desenvolve, mas os cientistas apostam no seguinte: obesidade gera fibrinogênio, que gera inflamação, que gera danos ao córtex. E tudo isso gera consequências permanentes e muito ruins.

Antonio Convit, coordenador do estudo, diz que: "Essa inflamação, ao afetar a integridade do córtex orbitofrontal, pode reduzir o controle da pessoa sobre seus hábitos alimentares".Ou seja: indivíduos acima do peso poderiam se tornar neurologicamente incapazes de comer menos. Seriam escravos do próprio apetite, e com dificuldade de lembrar das coisas. Uma outra pesquisa recém publicada nos EUA constatou que a obesidade afeta a capacidade de memorização. A diferença é que, nesse caso, a sequela não é permanente, ou seja, ao perder peso o indivíduo reverte o efeito.

terça-feira, 10 de maio de 2011

"O desempenho cognitivo sofre um forte impacto com as alteracões de sono."



A Dra. Jane Ferrie,da Universidade College London,no Reino Unido, concluiu em seu estudo que as alterações de sono que ocorrem num período de 5 anos na idade adulta, afetam fortemente a função cognitiva na terceira idade.

Homens e mulheres que tiveram variações em seu sono, passando a dormir menos do que seis horas e mais do que oito horas por noite, estão sujeitos a um declínio cognitivo acelerado.

As pessoas que passaram a dormir um adicional de 7 a 8 horas por semana tiveram menor pontuação em 5 de 6 testes de função cognitiva,com a única excessão sendo o teste de memória verbal de curto prazo.

As pessoas que tiveram uma redução de 6 a 8 horas de sono por semana,tiveram uma menor pontuação em 3 dos 6 testes cognitivos- raciocínio,vocabulário e estado cognitivo global.

"O principal resultado do nosso estudo é que mudanças adversas na duração do sono parecem estar associadas com uma piora na funcão cognitiva em uma idade mais avançada"diz Ferrie.

Segundo os autores,o sono adequado e de boa qualidade é fundamental para a fisiologia humana e o bem estar.

A privação do sono e a sonolência tem efeitos adversos sobre o desempenho, os tempos de reação, e problemas de atenção e concentração.

Além disso, a duração do sono está associada com uma vasta gama de medidas de qualidade de vida, tais como o relacionamento social, a saúde mental e física, e a morte precoce.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

"A memória de curto prazo em idosos, é prejudicada por interrupcões."



Uma nova pesquisa publicada pelo Proceedings of the National Academy of Sciences, demonstra que a medida que envelhecemos, a capacidade de realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo diminui. O motivo,segundo a pesquisa, não é o excesso de funções, e sim, as distrações que ocorre entre uma atividade e outra.

Lidar com múltiplas tarefas, envolve a memória de curta duração, responsável por definir e manter determinada informação em um período de tempo. Essa memória é chamada de memória de trabalho e é a base de todas as operações mentais- desde decorar um número de telefone,ou manter o ritmo de uma conversa até realizar funções complexas como raciocinar ou aprender.

Para entender melhor essa dinâmica,o neurocientista Adam Gazzaley, da Universidade da Califórnia, comparou a memória de um grupo de jovens com idade média de 24,5 anos com a de idosos coma idade média de 69,1 anos.

Os voluntários tinham de observar uma cena e fixa-la por 14,4 segundos. Durante o período entrava a imagem de um rosto e os participantes deveriam determinar o sexo e a idade estimada da pessoa.Em seguida era solicitado que eles se lembrassem da cena inicial. Durante todo o experimento as atividades de circuitos e redes neurais foram analisados por meio de ressonância magnética. Resultados: em geral os jovens conseguiram reestabelecer a conexão com a rede da memória após a interferência, desligando-se da imagem que apareceu no meio do teste. Já os mais velhos, em média, tiveram dificuldade tanto para se desligar da interrupção como para reestabelecer a rede associada a memória da cena original. Os exames mostraram que quando os idosos eram interrompidos o processo de fixação da memória dava lugar ao processamento da nova tarefa. "Observamos que a capacidade do cérebro de ignorar informações irrelevantes cai com a idade. Esse é um fato importante a se considerar, uma vez que vivemos em um meio em que há cada vez mais interferências e exigências",disse Gazzaley.

domingo, 1 de maio de 2011

"Problemas para lidar com dinheiro é um dos indicadores de demência."



Certo grau de esquecimento associado à idade é considerado normal e não costuma ser motivo para preocupação, mas às vezes essas falhas de memória indicam o encaminhamento para a demência. Como saber?

Pesquisadores coordenados pelo Prof. de Neurologia Daniel Marson, da Universidade do Alabama em Birmingham, nos EUA, acreditam que atividades cotidianas que envolvem dinheiro podem dar boas pistas. O estudo feito pela equipe e publicado no periódico científico Neurology, mostra que a decadência mental pode ser precocemente percebida pela falta de habilidade em transações financeiras como no preenchimento de cheques ou no controle de extratos bancários.

Marson e seus colegas apresentaram diversas atividades para voluntários que tinham em média 70 anos e sofriam de leves problemas de memória: eles deviam, entre outras coisas, contar moedas, fazer compras, analisar seus extratos bancários e realizar depósitos. Após um ano, os pesquisadores repetiram o teste. Resultado: mais de 1/4 dos participantes com um problema incipiente de memória, desenvolveu uma demência nesse período. Como esperado, essas pessoas tiveram resultados claramente piores no teste financeiro do que as que não desenvolveram Alzheimer.

Segundo os autores do estudo, é importante que profissionais da saúde observem a forma como idosos com leves dificuldades cognitivas realizam atividades financeiras concretas.

sábado, 30 de abril de 2011

"As melhores decisões são tomadas por pessoas com esperança e não por pessoas felizes".



Karen Page Winterich ( Universidade do estado da Pensilvânia) e Kelly L. Haus (Universidade do Texas), concluíram que as pessoas felizes são mais propensas a comer doces, enquanto as pessoas esperançosas escolhem mais frutas.

Mas por que ter esperança leva a decisões mais saudáveis, ao menos quando se trata de dieta?

Para as pesquisadoras, porque quando as pessoas sentem esperança, elas estão pensando sobre o futuro.

"A maioria de nós está consciente que frequentemente caímos vítimas do comer emocional, mas como é que podemos escolher salgadinhos pouco saudáveis quando estamos nos sentindo bem? discutem as pesquisadoras.

As cientistas queriam entender a relação complicada entre emoções positivas e consumo de alimentos, já que pesquisas anteriores haviam estabelecido uma conexão entre a tristeza e a má alimentação.

"Nós demonstramos a importância do aspecto temporal no qual as emoções positivas se focam e descobrimos que as emoções positivas com foco no futuro diminuem o consumo de alimentos pouco saudáveis no presente", escreveram elas.

Para entender porque alguém que está se sentindo bem seria mais propenso a escolher uma barra de chocolate e deixar de lado uma fruta, as cientistas abordaram a diferença entre os sentimentos positivos que surgem quando pensamos no passado ou no presente ( orgulho e felicidade) e a esperança, que é uma emoção mais orientada para o futuro.

Ao analisar todos os resultados dos estudos, as pesquisadoras concluíram que a combinação de positividade e foco no futuro melhora o auto-controle.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"Risco de Parkinson ligado ao Diabetes."



Um estudo realizado nos EUA, através do Instituto Nacional dos EUA of Environmental Healt Sciences, descobriu que os adultos mais velhos que tinham diabetes apresentavam maior probabilidade de ser diagnosticado com Parkinson nos próximos 15 anos.

O estudo foi realizado com 289.000 adultos. Dos 21.600 participantes com Diabetes, 172(0,8%) foram diagnosticados com Parkinson. Isso comparado com 1393 casos (0,5%) entre os 267 mil homens e mulheres que estavam livres do Diabetes no início do estudo.

Outros fatores também foram estudados, como hábitos de idade, peso e tabagismo,mas o Diabetes em si foi ligado a 41% de aumento no risco de desenvolvimento do Parkinson.

Dr.Chen, pesquisador sênior do instituto,diz que isso, no entanto,não prova que o Diabetes é uma causa da Doença de Parkinson,e as razões para a ligação permanecem desconhecidas.

Pessoas com diabetes, segundo ele, devem simplesmente continuar a fazer as coisas que já foram recomendadas para sua saúde- uma dieta equilibrada- e fazer exercícios regularmente. Diz também que a conexão entre o Diabetes e o risco de Parkinson pode significar que as duas doenças compartilham alguns mecanismos subjacentes.

Por outro lado, Chen e seus colegas, dizem que pode haver algo sobre o Diabetes-como um problema de regulação de insulina-que contribui para o Parkinson, mas isso ainda precisa ser comprovado.

sábado, 23 de abril de 2011

"O processo de socialização pode ser favorecido através de hormônio."



A ocitocina, mesmo na versão sintética, pode facilitar a aproximação social entre as pessoas. Recentemente diversas pesquisas têm demonstrado que este hormônio pode favorecer também, algumas das experiências interpessoais experimentadas por quem tem autismo.

Um desses estudos foi desenvolvido pela neurocientista Angela Sirigu, diretora de pesquisa do Centro de Neurociência Cognitiva de Bron, na França, e publicado em Proceedings of the National Academy of Sciences, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores recrutaram 13 voluntários adultos com autismo leve e apresentaram a eles um jogo de computador que consistia em arremessar uma bola aos outros participantes. Alguns dos jogadores se comportavam de modo menos cooperativo que os outros e, para obter sucesso, os voluntários precisavam identifica-los e evitar jogar-lhes a bola. mas só conseguiram isso após receberem uma dose de ocitocina. Com a administração do hormônio o desempenho deles passou a favorecer os jogadores mais cooperativos, de forma semelhante ao de pessoas sem o autismo.

Com placebo, não foram observados os mesmos resultados.

Estudos anteriores demonstraram que, em adultos, a ocitocina intensifica a capacidade de compreender emoções expressas na fala e diminui ações repetitivas. Já as crianças discernem melhor as intenções das pessoas, interpretando o olhar.

Embora ainda não tenham sido aprovados medicamentos com a substância, os pesquisadores acreditam que a ocitocina, se administrada logo após o diagnóstico de autismo, pode melhorar a qualidade de vida do paciente.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

" Algumas dicas do que não fazer diante a pessoa com Alzheimer."



O site "Alzheimer Argentina", apresenta o texto "Lo que no se debe", que são dicas muito boas para o que não se deve fazer com pacientes de Alzheimer.

1) Nunca discuta com o paciente, concorde com ele;

2) Nunca tente argumentar com ele, distraia-o, mude o foco da sua atenção;

3) Nunca demonstre vergonha dele, mostre orgulho;

4) Nunca tente ensinar-lhe;

5) Nunca peça para ele lembrar de situações, lembre-o de coisas importantes e eventos;

6) Nunca diga "eu avisei", repita quantas vezes for necessário;

7) Nunca diga "você não consegue", diga "faça o que puder";

8) Nunca exija ou ordene, peça ou mostre;

9) Não desencoraje-o, incentive-o;

10) Nunca force-o.

Estas são "dicas" muito importantes, vale a pena leva-las a sério!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

"Em algumas horas, podemos ter melhora, nos prejuízos causados por noites em claro."



O pesquisador David Dinges e seus colaboradores da Universidade da Pensilvânia, na Filadelfia, afirma que uma boa soneca é capaz de fazer milagres.

Pessoas que passam tempo menor que o necessário durante a semana, pode se recuperar em grande parte dos efeitos colaterais como falta de concentração e paralisia nos tempos de reação, com uma dose de sono extra.

O estudo foi realizado com 142 indivíduos que após duas noites de adaptação, foi reduzida drasticamente o programa de repouso destes voluntários.

Nas cinco noites seguidas os participantes podiam dormir apenas exatamente 4 horas- das 4h às 8h. Durante as fases de vigilia, eles eram submetidos a testes em intervalos regulares. Entre outras habilidades eram avaliados o grau de concentração e a possibilidade de reação a estímulos. Para isso, os pesquisadores coletaram impressões subjetivas e valores fisiológicos para cada estado de vigília.

Após as cinco noites mal dormidas, os participantes tinham a permissão de se recuperar com um tempo de sono dosado com precisão durante dez horas. A equipe de Dinges comparou como as fases de repouso atuavam sobre o organismo, dissipando as consequências negativas do déficit de sono. O resultado foi que :embora mesmo após um sono reparador os efeitos colaterais de não dormir o bastante não tivessem sido curados completamente, essa cota era suficiente para a recuperação da capacidade cognitiva, chegando a níveis quase normais- os problemas de atenção, a sensação de cansaço e esgotamento se mantinham apenas levemente alterados.

Para os pesquisadores, quanto mais longo o "sono de recuperação", mais prontamente a pessoa voltava a sentir-se bem. Seguindo esse raciocínio, Dinges também afirma que uma ou duas horas de sono a mais pela manhã após uma semana de muito trabalho já seriam um ganho considerável para o rendimento cerebral.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

"Podemos identificar distúrbios mentais desde a pré-escola."



O psiquiatra Timothy Brewenton, especialista em infância e adolescencia, e estudioso de casos de tiroteios em escola, como a de Columbine, nos Estados Unidos, afirmou que o caso da tragédia na escola Tarso da Silveira, em Realengo, poderia ser evitada, caso Wellington de Oliveira, tivesse sido avaliado na infância e recebido tratamento adequado.


Timothy esteve esta semana no Brasil com mais sete psiquiatras e um psicólogo norte-americanos para conhecer o trabalho de algumas instituições que desenvolvem serviços para a infância e adolescencia.

O pesquisador deu uma palestra para estudantes do curso de psiquiatria infantil da Santa Casa de Misericórdia, no centro do Rio de Janeiro.

"Há muitos distúrbios mentais associados à violência que podem ser identificados precocemente e, se tratados, é possível sim, evitar que esse indivíduo se transforme num futuro antissocial ou psicopata. Por isso, segundo ele, o papel do Estado é vital, oferecendo um programa educacional e de saúde voltado para a pré-escola", diz Timothy.

O médico explicou que a maioria das doenças mentais se desenvolve na infância e na adolescência. "E este é o momento de intervir, pois faz uma enorme diferença, e pode determinar o futuro dessa criança ou adolescente".

Brewenton disse que embora o bullying (agressões entre os alunos) esteja associado a 75% dos casos de ataques a escolas, este não é o fator determinante, mas sim, o fato de que todos os atiradores que sofreram de bullying apresentavam transtornos mentais. O psiquiatra alertou, no entanto, que a prática de bullying é responsável por muitos problemas de saúde mental e devem ser reprimidos.




segunda-feira, 18 de abril de 2011

"A música na reabilitacão cognitiva."


Durante todo o desenvolvimento,o ser humano é exposto a músicas e algumas delas remetem a experiências que, dependendo do carater,trazem a tona emocões positivas ou negativas.

Com relacão ao conhecimento neurofisiológico,sabe-se que a música é "processada"por diferentes regiões do cérebro e que a memória responsável pelo armazanamento dessa informacão é formada bem antes de outras,como a da linguagem.

Um artigo veiculado no New York Times (the songs they can't forget) relata que na Doenca de Alzheimer (DA),bem como em outras condicões como o Parkinson e o AVC,a música tem sido utilizada em terapia por profissionais de reabilitacão para atingir melhoria dos aspectos motores e até dos cognitivos.

Sabe-se que na DA, como as habilidades são perdidas na ordem contrária do que foram adquiridas, a memória musical pode ser estimulada até em fases mais avancadas da doenca. Junto a esses clientes a música tem sido usada em atividades como o tocar ritmado de instrumentos e cantar e se movimentar. A música pode ainda ser usada nos pacientes com distúrbios de comportamento como a perambulacão,para acalmar o paciente e "dar sentido"ao movimento.

No entanto,não é qualquer música que deve ser utilizada. O primeiro passo é pesquisar músicas significativas ou que eram populares nas diferentes fases do desenvolvimento (infância, adolescencia etc...). Depois desse levantamento diversas atividades podem ser propostas. Estas podem ser usadas por profissionais habilitados ou sob supervisão destes, garantindo que a música será usada como recurso terapêutico e trará benefícios para o paciente e sua família.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

"A depressão afeta a empatia entre os casais e interfere de forma negativa nos relacionamentos."


Cientistas israelenses da Universidade Hebraica de Jerusalém e Universidade Bar-llan realizaram estudos para tentar determinar como a depressão pode influenciar a dinâmica dos relacionamentos entre casais e as diferenças de cada sexo.

Os pesquisadores selecionaram 50 casais que estavam juntos a uma média de 5 anos. os participantes responderam a questionários que determinaram os níveis de depressão dos indivíduos e fizeram experimentos para que os cientistas pudessem analisar suas percepções interpessoais.

Para determinar essas percepções, os casais conversaram durante 12 minutos, enquanto eram filmados. Em um primeiro momento, uma pessoa pedia ajuda ao seu parceiro, e depois estes papéis eram invertidos. Os participantes depois assistiram às fitas e escreveram sobre seus próprios sentimentos e os de seu parceiro, e os pesquisadores comparavam estas escritas, buscando similaridade entre o que as pessoas perceberam uma das outras e o que o parceiro realmente sentia. Os participantes também mantiveram um diário durante 21 dias onde registravam sentimentos e emoções quanto ao relacionamento e o parceiro.

Os resultados mostraram que enquanto a depressão do homem não atrapalhava seus sentimentos de empatia, a mulher deprimida percebia com menos exatidão os sentimentos de seu parceiro. Os cientistas concluíram que quando a mulher está deprimida e sua sensibilidade está "entorpecida", o parceiro também acabava se sentindo menos empático. Ou seja, o relacionamento sofre mais quando a mulher é quem tem a depressão.

Os autores da pesquisa, Reuma Gadassi, Nilly Mor e Eshkol Rafaeli acreditam que o estudo mostra que a depressão afeta homens e mulheres de forma diferente.

terça-feira, 12 de abril de 2011

"Padrão do cérebro é igual para viciadas em comida e dependentes químicos."


Uma pesquisa realizada na Universidade de Yale, sugere que cérebros de pessoas viciadas em comida, apresentam os mesmos padrões de comportamento que os cérebros de alcoólatras e viciados em drogas.

A pesquisadora Ashley N. Gearhardt afirma que : "pessoas que apresentam sintomas típicos de dependência ao comer, também parecem mostrar o mesmo padrão de atividade cerebral que nós veríamos em outros vícios".

Foram avaliadas 39 mulheres em faixa etária média de 21 anos.Todas tinham um Índice de Massa Corpórea acima de 28 (acima do peso) e estavam participando de um programa que buscava ajudar pessoas a adquirir e manter um peso saudável.

Elas participaram de diversos testes para que os pesquisadores conseguissem medir o quão viciadas em comida elas eram, e fizeram ressonâncias magnéticas para estudar as mudanças metabólicas que aconteciam no cérebro enquanto as mulheres interagiam com imagens de milkshakes ou tomavam a bebida.

As áreas mais ativadas dos cérebros das mulheres com vício estavam relacionadas a tomar decisões,controle do comportamento e o relacionamento entre estímulos e respostas.

As áreas menos ativadas enquanto elas tomavam milkshakes era a envolvida em inibição de comportamentos,mostrando que essas mulheres tinham menos habilidades em controlar suas ações.

Esses resultados levaram os cientistas a concluir que pessoas que mostram comportamentos sintomáticos de viciados ao comer, poderiam ser tratadas de forma mais eficiente com programas para vencer o vício,e não programas tradicionais contra a obesidade.