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terça-feira, 20 de setembro de 2011

"A área cerebral para julgar e punir são distintas."



Segundo uma pesquisa publicada pela revista científica Neuron, a elaboração do processo de julgar e punir, ocorrem em duas áreas distintas: uma ligada a análise lógica e racionais e outra vinculada às emoções.

Um grupo de pesquisa, composto por juristas e neurocientistas da Universidade Vanderbult, no Tennessee, mostrou diversas reconstituições de crimes e explicou para os voluntários o delito cometido, as condições sócio-ambientais e as relações entre as pessoas envolvidas. Com base nessas informações, os participantes deveriam dar seu veredicto e indicar uma punição que variava de zero (nenhuma), a nove (máxima). Enquanto isso, tinham o cérebro monitorado por meio de Ressonância Magnética Funcional (fMRI). Após avaliar os resultados, os pesquisadores observaram que o córtex pré-frontal dorsolateral direito, ligado ao pensamento analítico, fora ativado quando as pessoas estavam pensando sobre a culpa do acusado- e quanto mais os voluntários acreditavam que o réu realmente havia cometido o crime, mais intensa era a ativação. Na hora de determinar a punição, porém foram acionadas a amígdala e o córtex cingulado, região normalmente acessadas quando as pessoas se sentem injustiçadas- o que mostra sua tendência a se identificar com a situação.

A conclusão indica que os julgamentos não são feitos de forma completamente racional, o que pode alterar o desfecho de uma situação, dependendo o grau de empatia que o juíz sente pelo réu.

sábado, 17 de setembro de 2011

" Cientistas descobrem características da depressão psicótica"



Um grupo de pesquisadores coordenado pela médica Cristina Marta Del Bem, do Departamento de Neurociência e Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, fizeram a correlação entre dados de neuroimagem e testes clínicos, e dão os primeiros passos para definir as diferenças clínicas e biológicas entre Depressão Psicótica e Não Psicótica.

O estudo foi realizado com 23 voluntários com Depressão Psicótica, 25 co Depressão Não Psicótica e 29 saudáveis. Os participantes foram submetidos a exames de neuroimagem, a avaliação clínica e a testes de memória verbal e visual.

Foi observado que embora todos os participantes apresentassem o mesmo grau de depressão, os com manifestações psicóticas prestaram mais atenção às imagens negativas ou às expressões de tristeza. "Eles não percebiam estímulos positivos que já havia sido visto ou acreditavam se lembrar de imagens negativas que, na realidade não tinham sido mostradas anteriormente. É como se eles apresentassem um viés para o que é ruim.", ressalta Cristina. Os exames físicos mostraram que os voluntários com Depressão Psicótica apresentaram, ainda, alterações do volume cerebral, notadas principalmente pela diminuição do istmo do giro do cíngulo, uma estrutura que faz parte do sistema límbico e é responsável pelas emoções.

Segundo os estudiosos, essa redução diferencia claramente os dois casos de Depressão estudados na pesquisa. Além disso, quanto mais grave o caso psicótico, menor era a região.

Os cientistas acreditam que o trabalho possa ajudar a descobrir até que ponto a Depressão com psicose pode estar ligada à percepção distorcida de um estímulo externo. "É uma hipótese que estamos levantando. A possibilidade de uma distorção na forma de ver estímulos externos é, a princípio, coerente com a percepção de delírios e alucinações", reforça Cristina.

sábado, 3 de setembro de 2011

" Doença de Alzheimer pode ser diagnosticada mais cedo"



Pesquisas discutidas na última Conferência Internacional da Associação Americana de Alzheimer são as novas promessas para o diagnóstico cada vez mais precoce da doença. Os estudos apresentam testes que consistem em detectar uma proteína na cérebro ou no sangue e em medir a largura de vasos sanguíneos na retina. Uma conclusão antecipada garante um tratamento mais eficaz, a ponto de retardar e até mesmo reverter a progressão do mal.

"As análises detectam alterações que ocorrem no cérebro do paciente. Antes havia apenas a ressonância magnética e a tomografia por emissão de pósitrons(PET). A tendência é que os resultados sejam conhecidos de forma bem mais rápida e, consequentemente, tenhamos mais sucesso nas ações contra os efeitos degenerativos", afirma a Dra. Sonia Brucki, vice-diretora do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia.

Outro teste que pode gerar um diagnóstico antecipado se encontra em processo de aprovação na Agência Americana para o controle de Alimentos e Remédios (FDA). Consiste em injetar no sangue um contraste que, por meio de tomografia, torna visíveis as placas da proteína beta-amilóide, que é tida como responsável por desencadear a doença- a ciência ainda não tem conhecimento do verdadeiro causador desse mal.

sábado, 9 de julho de 2011

"A leitura em Braile, ativa as áreas da visão no cérebro de cegos."



O neurocientista Amir Amedi, da Universidade Hebraica, em Jerusalém, demonstrou que: embora exista no córtex cerebral humano, regiões especializadas em processar informações captadas pelo sentido, em determinadas áreas, como as envolvidas na leitura, a divisão de tarefas é menos clara do que parece.

O autor da pesquisa, entregou textos para 16 voluntários: metade deles, que os recebeu escritos à tinta, enxergava e era alfabetizada; os outros 8 eram cegos de nascença, mas dominavam o sistema de leitura em Braile.

Enquanto liam, a atividade cerebral dos dois grupos eram monitoradas por Ressonância Magnética Funcional. de acordo com os resultados, todos os participantes apresentavam ativação das mesmas regiões cerebrais. Segundo Amedi, ao decodificar a escrita em Braile, os cegos utilizam não apenas áreas envolvidas na percepção do tato, mas também as visuais- elas seriam ativadas pelo formato das inscrições.

domingo, 3 de julho de 2011

"A emoção na voz humana, é identificada pelo bebê desde os três mêses de idade."



Um estudo realizado na Universidade College London, em Londres, afirma que bebes podem identificar emoções na voz de outras pessoas à partir dos três meses de idade.

O estudo foi realizado através do escaneamento do cérebro de 21 bebes adormecidos, enquanto os estimulavam com diferentes tipos de sons. Durante o exame de Ressonância Magnética, eles tocaram sons "emotivos", com choros e risadas, e sons de fundo como água correndo ou barulho de brinquedos. Quando escutaram vozes humanas, os bebes ativaram o córtex temporal, mesma parte do cérebro ativada por adultos na mesma situação. outra região do cérebro, o sistema límbico, que controla as emoções, reagiu fortemente a sons tristes ou negativos, mas não diferenciaram sons neutros de felizes. A pesquisadora Evelyne Mercure, da Universidade de Londres, disse que o estudo prova a existência de áreas especializadas no cérebro desde o início do desenvolvimento cerebral. A próxima fase do estudo pretende comparar cérebros de bebes autistas e não autistas, na esperança de entender porque alguns desenvolvem a doença.

sábado, 2 de julho de 2011

"Como o cérebro processa piadas?"



Uma pesquisa feita por cientistas da Unidade de Cognição e Ciências Cerebrais do Conselho de pesquisas Médicas, na Inglaterra, começa a compreender a maneira como o cérebro humano reage a piadas, num trabalho que pode ajudar a determinar se pacientes em estado vegetativo são capazes de experimentar emoções positivas.

Eles usaram exames de ressonância magnética funcional, para observar e comparar o que acontece no cérebro de pessoas normais quando elas ouvem frases comuns e piadas engraçadas, inclusive trocadilhos.

Ao avaliar os cérebros de 12 voluntários saudáveis, eles notaram que as áreas de recompensa no cérebro se acendem muito mais ao processarem piadas do que ao processarem a fala normal. No estudo, essa reação de recompensa aumentava conforme os participantes achassem uma piada mais engraçada.

"Encontramos um padrão característico de atividade cerebral quando as piadas usadas eram trocadilhos", disse Matt davis, um dos coordenadores do estudo.

Por exemplo, piadas como, "Por que os canibais não comem palhaços? Porque eles tem um gosto engraçado!" envolvia áreas cerebrais ligadas ao processamento da linguagem mais do que em piadas que não envolviam jogos de palavras.

Ele disse que a resposta também era diferente quando as frases não engraçadas continham palavras com mais de um sentido.

"Mapear a forma como o cérebro processa as piadas e as frases, mostra como a linguagem contribui para o prazer de entender uma piada. Podemos usar isso como parâmetro para entender como as pessoas que não conseguem se comunicar normalmente reagem a piadas", acrescentou ele.

Esse estudo foi publicado nesta terça feira, na Revista "Journal of Neuroscience".

terça-feira, 14 de junho de 2011

"Pesquisadores dizem ter descoberto a forma de vencer o medo."



Uma pesquisa publicada no Jornal Médico Neuron,diz ter descoberto a parte do cérebro onde são "depositados"os medos e que também é a mesma área responsável pelo se "desaparecimento".

A área chamada "amígdala cerebelar", é a nova descoberta que poderia ajudar os médicos a tratar fobias,segundo os autores da pesquisa realizada pela Universidade de Nova York.

A Dra. Elizabeth Phelps, utilizou ressonância magnética para simular o que acontece com o cérebro quando os medos "são esquecidos".

Os pesquisadores ensinaram os voluntários a associar a imagem de um quadrado colorido comum choque elétrico leve.

Isso criaria um medo condicionado, como uma fobia, no qual a visão do quadrado produziria uma leve ansiedade.

Os pesquisadores então reverteram esse medo ao apresentar o mesmo quadrado, mas com voltagens cada vez menores, até suspenderem totalmente os choques.

Examinando as fotografias do cérebro, eles perceberam que a "amígdala cerebelar"estava ativa quando o medo estava sendo incutido e também quando ele foi "apagado".

No processo de "desaprendizagem",outra parte do cérebro também foi acionada, o chamado córtex ventral medial pré frontal.

A descoberta pode abrir novas perspectivas para o tratamento da ansiedade nervosa.

"Certas drogas influenciam as substancias utilizadas no processo de desaprendizagem em animais. Como humanos, sabemos reagir a certas situações",diz ela.

"Sabemos que não devemos ter medo quando vemos um tigre no zoológico",por exemplo.

A questão é: como regulamos esse processo?

"Estamos trabalhando nisso agora",disse a médica.

domingo, 29 de maio de 2011

"As palavras machucam"



O Dr. Thomas Weiss, da Universidade de Jena, na Alemanha, conseguiu demonstrar cientificamente pela primeira vez que não só as lembranças dolorosas e associações que colocam nossa memória da dor em alerta, estímulos verbais também.

Assim que ouvimos palavras que invocam dor- castigo, ferimento, dor etc...- são ativadas exatamente as mesmas áreas do cérebro que processam a dor correspondente.

Os psicólogos examinaram o fenômeno diretamente no cérebro, por meio de tomografia de ressonância magnética funcional (fMRI), enquanto participantes saudáveis ouviam palavras associadas com dor.

Os voluntários ouviram tanto palavras associadas com dor, quanto palavras de cunho negativo, mas não necessariamente "doloridas", como amedrontador, horrível e nojento.

Prestando atenção apenas nas palavras, ou mesmo distraídos por um quebra-cabeças, as palavras associadas à dor sempre ativaram a área de dor no cérebro dos participantes.

Isso não aconteceu com as outras palavras de conotação negativa, e tampouco com as palavras neutras e positivas.

"Estes resultados mostram que palavras são capazes de ativar a nossa matriz de dor" sublinha o Prof. Weiss.

Do ponto de vista biológico, isso é aceitavel, porque a lembrança da dor nos permite evitar situações dolorosas no futuro, que possam ser perigosas para as nossas vidas.

"Entretanto, nossos resultados sugerem também que os estímulos verbais tem um significado mais importante do que pensávamos até agora", diz Weiss.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Existem diferencas na região cerebral da "forca de vontade",nas pessoas que conseguem parar de fumar."



Por que algumas pessoas conseguem desistir do vício do fumo, enquanto outras tem grande dificuldade em atingir este objetivo?

Pesquisadores da Faculdade Trinity e do Instituto de Pesquisa por uma Sociedade livre do tabaco,motivados por esta questão,observaram as atividades dos cérebros de voluntários para saber as diferenças que poderiam levar a um melhor entendimento sobre esta constatação.

O estudo foi realizado através da investigação de imagens de ressonância magnética para avaliar habilidades cognitivas que são consideradas importantes para o processo que leva alguém a parar de fumar. Entre as atividades desempenhadas pelos voluntários estava uma tarefa de inibição, para avaliar o controle do impulso e a habilidade de monitorar o comportamento, e uma tarefa de atenção que avalia a habilidade de evitar distrações de imagens relacionadas ao ato de fumar, que geralmente conseguem chamar automaticamente a atenção dos fumantes.

Analisando as imagens, os pesquisadores descobriram que os fumantes,se comparados com aqueles que nunca fumaram,demonstraram uma funcionalidade reduzida durante as tarefas nas regiões pré-frontais do cérebro,que é relacionada ao controle comportamental. Os fumantes também demonstraram uma atividade elevada na região do subcórtex,como no núcleo accumbens, que responde a estímulos de recompensa e salienta o estímulo provocado pela nicotina.

Por outro lado, os ex-fumantes não demonstraram a mesma atividade no sub córtex,mas sim nos lobos frontais, que são ligados ao controle comportamental. Além disso,eles apresentaram níveis de atividade maiores nas regiões pré-frontais.

Isso quer dizer que a região responsável pelo que pode ser chamado "forca de vontade"tem maior atividade naquelas pessoas que pararam de fumar, o que levou os pesquisadores a relacionarem esta atividade com a capacidade do fumante em parar ou não o vício.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

"A memória de curto prazo em idosos, é prejudicada por interrupcões."



Uma nova pesquisa publicada pelo Proceedings of the National Academy of Sciences, demonstra que a medida que envelhecemos, a capacidade de realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo diminui. O motivo,segundo a pesquisa, não é o excesso de funções, e sim, as distrações que ocorre entre uma atividade e outra.

Lidar com múltiplas tarefas, envolve a memória de curta duração, responsável por definir e manter determinada informação em um período de tempo. Essa memória é chamada de memória de trabalho e é a base de todas as operações mentais- desde decorar um número de telefone,ou manter o ritmo de uma conversa até realizar funções complexas como raciocinar ou aprender.

Para entender melhor essa dinâmica,o neurocientista Adam Gazzaley, da Universidade da Califórnia, comparou a memória de um grupo de jovens com idade média de 24,5 anos com a de idosos coma idade média de 69,1 anos.

Os voluntários tinham de observar uma cena e fixa-la por 14,4 segundos. Durante o período entrava a imagem de um rosto e os participantes deveriam determinar o sexo e a idade estimada da pessoa.Em seguida era solicitado que eles se lembrassem da cena inicial. Durante todo o experimento as atividades de circuitos e redes neurais foram analisados por meio de ressonância magnética. Resultados: em geral os jovens conseguiram reestabelecer a conexão com a rede da memória após a interferência, desligando-se da imagem que apareceu no meio do teste. Já os mais velhos, em média, tiveram dificuldade tanto para se desligar da interrupção como para reestabelecer a rede associada a memória da cena original. Os exames mostraram que quando os idosos eram interrompidos o processo de fixação da memória dava lugar ao processamento da nova tarefa. "Observamos que a capacidade do cérebro de ignorar informações irrelevantes cai com a idade. Esse é um fato importante a se considerar, uma vez que vivemos em um meio em que há cada vez mais interferências e exigências",disse Gazzaley.

terça-feira, 12 de abril de 2011

"Padrão do cérebro é igual para viciadas em comida e dependentes químicos."


Uma pesquisa realizada na Universidade de Yale, sugere que cérebros de pessoas viciadas em comida, apresentam os mesmos padrões de comportamento que os cérebros de alcoólatras e viciados em drogas.

A pesquisadora Ashley N. Gearhardt afirma que : "pessoas que apresentam sintomas típicos de dependência ao comer, também parecem mostrar o mesmo padrão de atividade cerebral que nós veríamos em outros vícios".

Foram avaliadas 39 mulheres em faixa etária média de 21 anos.Todas tinham um Índice de Massa Corpórea acima de 28 (acima do peso) e estavam participando de um programa que buscava ajudar pessoas a adquirir e manter um peso saudável.

Elas participaram de diversos testes para que os pesquisadores conseguissem medir o quão viciadas em comida elas eram, e fizeram ressonâncias magnéticas para estudar as mudanças metabólicas que aconteciam no cérebro enquanto as mulheres interagiam com imagens de milkshakes ou tomavam a bebida.

As áreas mais ativadas dos cérebros das mulheres com vício estavam relacionadas a tomar decisões,controle do comportamento e o relacionamento entre estímulos e respostas.

As áreas menos ativadas enquanto elas tomavam milkshakes era a envolvida em inibição de comportamentos,mostrando que essas mulheres tinham menos habilidades em controlar suas ações.

Esses resultados levaram os cientistas a concluir que pessoas que mostram comportamentos sintomáticos de viciados ao comer, poderiam ser tratadas de forma mais eficiente com programas para vencer o vício,e não programas tradicionais contra a obesidade.

terça-feira, 29 de março de 2011

"A região do cérebro ativada pela dor física e dor da rejeicão,é a mesma."


Experiências intensas de rejeição social, ativam as mesmas áreas no cérebro que atuam na resposta a experiências sensoriais dolorosas.

"Os resultados dão novo sentido à idéia de que a rejeição social "machuca" disse Ethan Kross, da Universidade de Michigan,que coordenou a pesquisa.

Estudos anteriores indicaram que as mesmas regiões no cérebro apoiam os sentimentos emocionalmente estressantes que acompanham a experiência tanto da dor física como da rejeição social.

A nova pesquisa destaca que há uma interrelacão neural entre esses dois tipos de experiências em áreas do cérebro,uma parte comum que se torna ativa quando uma pessoa se torna ativa quando uma pessoa experimenta sensações dolorosas, físicas ou não. Kross e colegas identificaram essas regiões: o córtex somatossensorial e a ínsula dorsal posterior.

O estudo foi realizado com 40 voluntários que haviam passado por um fim inesperado de relacionamento amoroso nos últimos seis meses e que disseram se sentir rejeitados por causa do ocorrido.

Cada participante completou duas tarefas, uma relacionada à sensação de rejeição e outra como resposta a dor física, enquanto tinham seus cérebros examinados por ressonância magnética funcional.

"Verificamos que fortes sensações induzidas de rejeição social, ativam as mesmas regiões cerebrais envolvidas com a sensação de dor física, áreas que são raramente ativadas em estudos de neuroimagem de emoções", disse Kron.

terça-feira, 15 de março de 2011

"Pesooas que são privadas de sono, se tornam exageradamente otimista."


Um estudo publicado na revista Neuroscience, examinou 29 voluntários adultos, com boa saúde e com idade média de 22 anos,a quem foi pedido que tomassem uma série de decisões de carater econômico após uma boa noite de sono.Posteriormente,voltaram a ser questionadas depois de uma noite sem dormir.
Os pesquisadores utilizaram a técnica de Imagem por Ressonância Magnética(IRM). Nas pessoas privadas de sono,os scanners mostraram uma atividade mais intensa nas partes do cérebro responsáveis pelas expectativas positivas,enquanto apresentaram uma atividade pequena nas partes que tratam de expectativas negativas.
"Os indivíduos privados de sono que participaram do estudo, tenderam a fazer escolhas com mais ênfase nos lucros monetários e menos nas opções que permitem reduzir as perdas", de acordo com o estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Duke, na Carolina do Norte e em Cingapura.
A cafeína, o ar fresco e o exercício,não são suficientes para combater os efeitos do cansaço, destaca um dos coautores da pesquisa, Vinod Venkatraman."As pessoas que jogam até as últimas horas do dia, não só contam com o azar das máquinas,mas também com seu próprio cérebro,que tem sono,e implicitamente,tem tendência a antecipar lucros e minimizar probabilidades de perdas",explica o especialista.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

"A atividade cerebral é alterada por uso prolongado do celular."


Os cientistas dos Centros Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) notaram que, após 50 minutos de conversa no celular, havia 7% mais consumo de açucar no cérebro nas regiões próximas à antena do aparelho.
A presença de glicose é um sinal de aumento na atividade cerebral.
A pesquisa foi feita com 47 pessoas e publicado no periódico Journal of the American Medical Association e é uma das primeiras a investigar os efeitos fisiológicos do celular ao observar os efeitos de seus campos magnéticos.
Os indivíduos que fizeram parte do estudo, ficaram com 2 celulares colados a seus ouvidos, um desligado e um ligado (mas sem volume, para que eles não notassem a diferença entre cada aparelho).
Durante 50 minutos, os pesquisadores monitoraram, com um scanner, a diferença dos níveis de glicose e observaram que, no lado do cérebro próximo ao telefone ligado; a presença de açucar era maior.
O estudo, entetanto, não oferece nenhuma conclusão sobre possíveis riscos para a saúde, contido no uso do celular.
"Esses resultados não provam potenciais efeitos cancerígenos (do celular) ou a ausência deles", diz a pesquisa.
"Não podemos determinar a relevância clínica do estudo, mas nossos resultados mostram que o cérebro humano é sensível aos efeitos dos campos magnéticos em exposições (prolongadas)", disse Gen-Jack Wang, um dos responsáveis pela pesquisa, ao site especializado Med Page Today.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

"Sensacão de dor é alterada pela expectativa do paciente."


Um estudo publicado pela revista especializada Science Translational Medicine, sugere que as expectativas dos pacientes podem tanto potencializar os efeitos de um analgésico como neutraliza-lo por completo.
Pesquisadores britânicos e alemães aplicaram calor nos pés de 22 pacientes,que em seguida,tiveram que qualificar o grau de dor sentida em uma escala de 0 a 100.
Ao mesmo tempo, os pacientes eram submetidos a um escaner cerebral, que exibia as condições das diferentes regiões do cérebro enquanto os testes eram realizados.
Após a aplicação do calor, o nível médio de dor sinalizado por eles foi de 66.
Os pacientes que estavam também conectados a um dispositivo intravenoso pelo qual poderiam receber doses de medicamentos sem serem informados, recebiam então, um poderoso analgésico chamado remifentamil.
Depois disso, eles passaram a sinalizar 55 como sendo seu índice de dor.
Os pesquisadores informaram, em seguida, que eles estavam sendo medicados com ,um analgésico, e a nota dada por eles caiu para 39.
Então mantendo a mesma dose, eles foram informados de que a aplicação do analgésico havia sido suspensa e que eles provavelmente sentiriam dor.
Com isso, a nota subiu para 64.
Portanto, apesar deles estarem recebendo remifentanil, relataram estar sentindo o mesmo nível de dor indicado quando estavam recebendo qualquer analgésico.
A professora Irene Tracey, da Universidade de Oxford,disse à BBC: "É fenomenal.É um dos melhores analgésicos que temos,e a influencia do cérebro pode aumentar em muito ou removê-lo por completo".
O escaneamento cerebral realizado durante a pesquisa, mostrou também quais as regiões do cérebro que foram afetadas.
a expectativa de um tratamento positivo foi associada com a atividade nas áreas cíngulo-frontal e subcortical do cérebro,enquanto a expectativa negativa levou ao aumento da atividade no hipocampo e no córtex frontal-medial.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"Mensagens nas lágrimas".


Shani Gelstein e colaboradores publicaram no último número da Revista Science, um estudo onde existe uma demonstração que as lágrimas que derramamos quando estamos tristes, podem transmitir um sinal químico.
O significado funcional das lágrimas emocionais, que se acredita ser uma caracteristica única dos humanos, tem confundido os biólogos há anos.
As novas descobertas sugerem que a composição química das lágrimas emocionais é diferente da composição das lágrimas comuns, usadas pelo organismo para proteger os olhos da sujeira.
Em camundongos, as lágrimas contém substancias químicas específicas que transmitem sinais para outros animais, que sentem o seu cheiro.
Shani sustenta que nos humanos (o estudo foi realizado com mulheres) as lágrimas podem também conter um sinal químico que reduz os níveis de testosterona e de excitação sexual nos homens, ou seja, as lágrimas femininas diminuem o impulso sexual dos homens.
O estudo foi realizado com um pequeno grupo de voluntários, onde os homens cheiravam lágrimas recolhidas de mulheres que assistiam um filme triste, ou gotas de solução salina que foram postas para escorrer pelo rosto das mesmas mulheres.
Em experimento duplo-cego, os homens disseram que as lágrimas não tinham nenhum cheiro.
Mas os homens que cheiravam as lágrimas verdadeiras tenderam a achar menos atrativas sexualmente uma série de mulheres cujas fotografias foram mostradas a seguir.
Além disso, os homens que cheiraram as lágrimas também registraram quedas nos seus níveis de excitação fisiológica e na testosterona presente na saliva.
Por último, os homens que cheiraram as lágrimas das mulheres e, em seguida, assistiram a um filme - dentro de uma máquina de ressonância magnética- demonstraram menos atividade nas regiões do cérebro normalmente associadas com a excitação sexual.
Embora o estudo não tenha investigado lágrimas coletadas de homens e crianças, os pesquisadores especulam que elas também possam conter sinais químicos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Pessoas que conseguem se imaginar no futuro, tomam decisões financeiras com maior cautela e economizam mais."


Pesquisas sugerem que quanto mais uma pessoa sente que seu "futuro eu" se parece consigo mesmo, mais se preocupa em poupar dinheiro.
Um estudo realizado pela psicóloga Emily Pronin, pesquisadora da Universidade de Princeton, mostrou que ao tomarmos decisões geralmente tratamos o futuro eu da mesma forma que faríamos com outra pessoa. Por exemplo: os voluntários costumavam se esquivar do cumprimento de tarefas desagradáveis, apesar de necessárias, quando tinham de faze-la, exatamente naquele momento. Mas se eram requisitados para cumprir exatamente a mesma tarefa, desde que precisassem faze-lo alguns meses ou até um ano depois, se mostravam mais dispostos a colaborar - curiosamente, como se imaginassem que outra pessoa estaria em seu lugar.
Um experimento realizado pelos psicólogos Hal Ersner-Hershfield e Brian Knutson, da Universidade Stanford, revela que a "distância" a que acreditamos estar de nosso "futuro eu", varia de um indivíduo para outro. Para chegar a essa conclusão os cientistas pediram aos voluntários que pensassem em si mesmo no presente e após alguns anos, enquanto eram submetidos a um exame de Ressoanância Magnética Funcional.
Estudos anteriores haviam mostrado que uma área específica do cérebro, o córtex cingular anterior, é ativada quando pensamos em nós mesmos. O estudo mostrou que essa região entra em maior atividade quando pensamos em nós mesmos no agora, em comparação ao que ocorre quando nos imaginamos daqui a dez anos à frente, por exemplo.
Os pesquisadores observaram alterações no padrão de atividade cerebral de alguns participantes, sugerindo que se viam, no futuro, mais como "seu próprio eu" que como "outra pessoa".
Em seguida foi pedido a cada voluntário que escolhesse entre receber determinada quantia de dinheiro para levar imediatamente ou um valor maior que seria entregue depois de um tempo. Os questionamentos mais frequentes levavam em conta se compensaria esperar para receber um montante maior. Pessoas que ao pensar no seu self no presente e no futuro apresentavam menor variação da atividade cerebral, respondiam que precisavam de menos dinheiro imediatamente e acreditavam que a espera valia a pena.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

"O tamanho do córtex visual no cérebro pode alterar a visão do mundo."


Um estudo realizado no Wellcome Trust Centre for Neuroimaging e no Institute of Cognitive Neuroscience da University College London,e publicado na revista Nature Neuroscience, indica que o tamanho do córtex visual afeta a maneira como o ambiente é percebido.
Ninguém coloca em dúvida, o fato de que pensamentos e emoções diferem de uma pessoa para a outra,mas a maioria acha que o mundo é visto de maneira semelhante.Ou seja, as cenas são as mesmas,mas a interpretação é diferente.
Este estudo demonstra que as diferenças também estão presentes na maneira como se vê o mundo.
Sabe-se que o córtex visual primário( área do cérebro responsável por processar os estímulos visuais),varia até 3 vezes de tamanho de um indivíduo para outro, e isso causaria diferenças individuais na percepção do mundo.
Samuel Schwarzkopf e seus colaboradores apresentaram séries de ilusões ópticas a 30 voluntários saudáveis.
Entre as imagens estavam a conhecida ilusão de Ebbinghaus, na qual dois círculos iguais são envoltos por círculos pequenos para um e grande para outro.
Em outra ilusão de óptica, ou do ""trilho do trem", duas imagens de mesmo tamanho parecem diferentes por estarem em posições diferentes no trilho em relação ao observador: mais perto e mais longe, sendo que a segunda dá a impressão de ser maior.
Os pesquisadores verificaram uma grande diferença (ilusória) entre as imagens de mesmo tamanho, enquanto para outros a diferença era pouco perceptível.
Por meio de ressonância magnética funcional, os pesquisadores mediram a área superficial do córtex visual primário de cada voluntário.
Surpreendentemente, foi verificada uma forte relação entre o tamanho do córtex visual e a extensão em que os voluntários percebiam a ilusão de óptica: quanto menos a área, mais pronunciada foi a ilusão.
"Nosso trabalho mostra que o tamanho de uma parte do cérebro de uma pessoa pode ser usado para prever como ela percebe o ambiente visual", disse Schwarzkopf. "Como vemos o mundo depende muito de nossos cérebros,do tamanho da área que o cérebro separa para o processamento visual."

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Estudos indicam que a fé é um fenômeno biológico."


Dois experimentos recentes, que utilizaram imageamento cerebral por ressonância magnética funcional, demonstraram que a fé é um fenômeno biológico.
Salomons e colaboradores, investigaram de que maneira a crenca no controle da dor pode alterar a percepcão da dor.Os sujeitos do experimento foram divididos em 2 grupos,que seriam submetidos a estímulos dolorosos com 2condicões diferentes.
O primeiro grupo, foi induzido a crer que poderia reduzir a duracão do estímulo da dor através do controle de um joystick. As respostas cerebrais nesta condicão foram comparadas a respostas obtidas quando essas pessoas realizavam a mesma tarefa,mas tendo sida previamente informadas de que o joystick estaria desconectado do estímulo.
Os resultados foram surpreendentes: em diversas áreas cerebrais ativadas pelo estímulo doloroso,observou-se uma reducão significativa da atividade neural quando os indivíduos falsamente acreditavam controlar o estímulo. Essa reducão foi acompanhada de uma correspondente diminuicão da dor percebida, indicando que a sensacão dolorosa é modulada pela crenca na sua inevitabilidade.
Outro experimento parecido, conduzido por Waner e colaboradores investigou o efeito da administracão de um placebo na percepcão dolorosa. Observou-se que a dor se reduzia quando os sujeitos experimentais errôneamente acreditavam ter recebido a aplicacão de um creme analgésico, e aumentando quando eram informados de que se tratava apenas de um creme hidratante.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"Imagens violentas e dessensibilizacão do adolescente."


Segundo um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrames, nos Estados Unidos, sob o comando de Jordan Grafman, adolescentes submetidos repetidamente a jogos e filmes violentos, tornam-se menos sensíveis as experiências de violência na vida real.
O estudo foi realizado através da análise do comportamento de 22 adolescentes do sexo masculino,com idade entre 14 e 17 anos.Cada um deles assistiram trechos curtos de filmes, que retratavam cenas violentas. Os clips foram exibidos em ordem aleatória para os jovens, e estes estavam ligados a um aparelho de ressonância magnética e sensores de condutividade na pele,que media a resposta emocional pela variação elétrica devido ao suor provocado pela resposta emocional.
Os cientistas perceberam que, quanto mais tempo os garotos olhavam para as imagens mais violentas,menos reagiam em termos de atividade do córtex lateral orbitofrontal e da condutividade da pele. E quando expostos a imagens com menor grau de violência,os jovens não mais exibiam nenhum sinal emocional.
Os resultados apontaram que a dessensibilizacão foi mais evidente entre adolescentes que relataram ser constantemente expostos a imagens violentas em sua rotina,de acordo com as respostas a um questionário que fazia parte da etapa inicial do estudo e que há o perigo dessa dessensibilizacão tornar o comportamento violento"naturalizado".
Fonte: Oxford Journals