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segunda-feira, 20 de junho de 2011

"Pesquisa demonstra que em universitários,mais sono traz maior consumo de álcool".



Embora algumas pessoas defendam que os horários das aulas na Universidade comecem mais tarde pela manhã, pesquisadores acreditam que essa mudança traria desvantagens pois permitiria que os estudantes passassem a consumir mais álcool.

A pesquisa realizada na St.Lawrence University (EUA),analisou 253 estudantes universitários. Os participantes fizeram testes cognitivos e preencheram questionários sobre seus hábitos de sono,horários de aula,uso de substâncias e humor. Eles também mantiveram diários de sono durante uma semana.

A análise destes dados levou os cientistas a concluírem que se as aulas começassem mais tarde,os estudantes poderiam mudar suas escolhas e hábitos, passando a dormir mais e a consumir mais bebidas alcoólicas.Essa mudança de hábito poderia prejudicar o sono dos alunos, fazendo com que eles tivessem mais dificuldade de se concentrarem e aprenderem as matérias.

"Os efeitos de aulas que começam mais tarde, incluem mais sono",diz a autora Pamela Thacher. "Mas isso pode ser compensado por pior qualidade de sono,o que poderia afetar a habilidade (dos estudantes) de se comprometerem,intelectualmente,com os trabalhos do curso".


terça-feira, 12 de abril de 2011

"Padrão do cérebro é igual para viciadas em comida e dependentes químicos."


Uma pesquisa realizada na Universidade de Yale, sugere que cérebros de pessoas viciadas em comida, apresentam os mesmos padrões de comportamento que os cérebros de alcoólatras e viciados em drogas.

A pesquisadora Ashley N. Gearhardt afirma que : "pessoas que apresentam sintomas típicos de dependência ao comer, também parecem mostrar o mesmo padrão de atividade cerebral que nós veríamos em outros vícios".

Foram avaliadas 39 mulheres em faixa etária média de 21 anos.Todas tinham um Índice de Massa Corpórea acima de 28 (acima do peso) e estavam participando de um programa que buscava ajudar pessoas a adquirir e manter um peso saudável.

Elas participaram de diversos testes para que os pesquisadores conseguissem medir o quão viciadas em comida elas eram, e fizeram ressonâncias magnéticas para estudar as mudanças metabólicas que aconteciam no cérebro enquanto as mulheres interagiam com imagens de milkshakes ou tomavam a bebida.

As áreas mais ativadas dos cérebros das mulheres com vício estavam relacionadas a tomar decisões,controle do comportamento e o relacionamento entre estímulos e respostas.

As áreas menos ativadas enquanto elas tomavam milkshakes era a envolvida em inibição de comportamentos,mostrando que essas mulheres tinham menos habilidades em controlar suas ações.

Esses resultados levaram os cientistas a concluir que pessoas que mostram comportamentos sintomáticos de viciados ao comer, poderiam ser tratadas de forma mais eficiente com programas para vencer o vício,e não programas tradicionais contra a obesidade.

quinta-feira, 3 de março de 2011

"A descoberta do gene da impulsividade."


Um estudo recente,realizado na Finlândia e publicado na revista Nature, descobriu uma mutação que pode predispor a indivíduos terem atitudes impensadas, principalmente quando associado a outros fatores como o uso do álcool.
O estudo foi realizado com 96 presidiários e mostrou que a impulsividade excessiva, deflagrada pela irritação momentânea, pode ser provocada, pelo menos em parte, por uma alteração no gene HTR2B, um neurotransmissor receptor de seretonina que participa do processo de controle das reações em momentos de tensão. Para chegar a esta conclusão, os cientistas sequenciaram o DNA de condenados por crimes violentos e compararam com o material genético de voluntários.
Como esperado, a mutação denominada HTR2B Q20 se mostrou 3 vezes mais presente entre os presidiários- aparecendo em 17 deles. Os presos cometeram em média cinco atos brutais, sendo que em em 94% dos casos eles estavam sob influencia de bebidas alcoólicas. Apesar destas descobertas,os pesquisadores ressaltaram que apenas a presença do HTR2B Q20 não é o suficiente para provocar ou prever o comportamento impulsivo.A interação entre os fatores como níveis de stress e influencia de entorpecentes deve ser levada em conta ao se discutir o tema.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"O alcoólatra pode se manter afastado da bebida,através do autruísmo."


Dados levantados pelo projeto Match (uma das maiores pesquisas americanas sobre alcoolismo),mostram que 40% dos alcoólatras que ajudam outras pessoas com o mesmo problema,conseguiam ficar longe da bebida por 15 meses.Essa taxa cai para 22% entre os dependentes que não prestaram assistência nenhuma a terceiros. A atualizacão dos dados foi publicada na revista Alcoholism Treatment Quarterly. Mais de 94% dos alcoólatras que ajudaram outros dependentes e que mantiveram a atividade apresentaram menores níveis de depressão.
Uma outra pesquisa, realizada com alcoólatras que sofriam de transtorno dismórfico corporal, mostrou que os dependentes que ajudaram outras pessoas tinham mais chance de permanecer sóbrios e desenvolver uma imagem mais positiva sobre si mesmos.
"Essa pesquisa indica que participar ativamente de serviços, ajuda a alcoólatras e outros viciados a ficar sóbrios",diz a coordenadora do estudo, Maria E.Pagano, professora de psiquiatria da Universidade Case Western Reserv, nos Estados Unidos. "O levantamento sugere que essa abordagem é aplicável a todas as pessoas que desejam deixar a bebida ou as drogas". Os benefícios também foram registrados entre pessoas que precisam lidar com condições crônicas, como depressão, AIDS e dor Crônica.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"Pesquisa busca saber, cientificamente, o limite do uso de álcool no Brasil".


A Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz, está realizando uma pesquisa com o objetivo de descobrir a menor concentração de álcool consumido pelo indivíduo, capaz de induzir efeitos clínicos e psicocomportamentais importantes.
Um dos objetivos do trabalho é orientar a reformulação de lei 11.705/08, que estabelece um limite mínimo de tolerância da concentração de álcool no sangue, já que, segundo eles, os limites adotados pela lei, "não possuem embasamento científico".
O estudo será realizado através de 400 pessoas, entre homens e mulheres, com Índice de Massa Corpórea (IMC), considerado normal e obesos, que foram divididos em 2 faixas etárias: entre 20, 40 e 60 anos.
"Os participantes ingerem álcool (cerveja, por ser bastante popular no Brasil), em condições controladas e nós fazemos coletas de sangue e urina para exames clínicos e também realizamos exames neurocomportamentais e psicotécnicos".
"Assim, vamos poder estabelecer qual é a menor concentração de etanol que leva um indivíduo a ter prejuízo cognitivo, como nos seus reflexos e na sua capacidade motora, por exemplo", explicou Arthur de Mello Prates, responsável pela pesquisa.

domingo, 16 de janeiro de 2011

"As mulheres são mais vulneráveis ao uso do álcool em resposta a emoções negativas."


Resultados de pesquisas anteriores mostraram que beber demais é mais prejudicial para as mulheres, física e psicologicamente.
Um novo estudo realizado por pesquisadores da Rutgers, nos Estados Unidos, revelou que mulheres são mais propensas do que os homens a beberem em resposta à frustração ou mágoa.
"As mulheres metabolizam o álcool de maneira diferente dos homens, mas as diferenças não param por aí", disse a pesquisadora Elizabeth Epstein. "As mulheres são mais propensas que os homens a beber em resposta às "emoções negativas", como sentimentos de frustração ou mágoa. Eles são mais propensos a beber sozinhos e a procurar tratamento. A maioria das mulheres, em algum momento, escondem o seu grau de uso da bebida, e sentem que tem que esconder e mentir. Isso é um fardo terrível para as pessoas suportarem".
A boa notícia é que o tratamento eficaz está crescendo.
Antes de 1995, quase todas as pesquisas de tratamento de alcoolismo focavam em homens. Desde então, os pesquisadores começaram a examinar se as mulheres se beneficiam de abordagens únicas. Segundo Epstein, agora é claro que as mulheres se beneficiam de grupos de gênero único, o tratamento de problemas como depressão ou ansiedade, e tratamento adequado em torno de preocupações específicas biológicas e emocionais do sexo feminino.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

"Cientista desenvolvem vacina contra o alcoolismo."


Pesquisadores da Universidade do Chile trabalham no desenvolvimento de uma vacina contra o alcoolismo.A vacina é baseada em uma mutação genética presente em 20% da população asiática, divulgou o coordenador do estudo, Juan Asenjo.
Juan, explicou que essa parte da população da Ásia, sofre consequencias tão severas ao consumir álcool, que isso inibe seu vício, isso aconteceria pois eles não possuem um gene que produz a enzima "aldeído desidrogenase", que metaboliza o álcool no organismo. Sem essa enzima,ao beber "ocorre uma reação tão forte que as pessoas não tomam o álcool", explicou.
A vacina consiste em induzir a mutação nas células do fígado através de um vírus que transmite esta informação genética. Atua sob o mesmo princípio sobre o qual são elaborados os parches e remédios utilizados para controlar o vício do álcool, mas sua eficácia seria maior porque, diferentemente das fórmulas anteriores, não depende da vontade do paciente e tem menos efeitos colaterais.

domingo, 21 de novembro de 2010

"O consumo de energéticos aumenta o risco de alcoolismo."


Um estudo realizado na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, verificou uma importante associação entre o consumo de bebidas energéticas e o risco de desenvolver o alcoolismo.
Foram avaliados dados de mais de 1 mil estudantes universitários, dos quais 10,1% disseram ingerir energéticos pelo menos uma vez por semana.
Segundo a pesquisa, aqueles com elevado consumo de energéticos (52 vezes ou mais por ano), apresentaram risco significativamente maior de desenvolver dependência de bebidas alcoólicas e se embebedaram mais e mais cedo(com relação a idade) do que os demais.
O estudo demonstra que os energéticos contém bastante cafeína e podem levar ao desenvolvimento de outros problemas além da perda de sono.
Uma importante preocupação é que a mistura de energéticos com bebidas alcoólicas pode levar a um estado de "embriaguez desperta", na qual a cafeína mascara a sensação de embriaguez sem reduzir os prejuízos causados pelo estado.
"A cafeína não se opõe ou cancela os prejuízos associados com a embriaguez, ela apenas disfarça os marcadores mais óbvios deste estado. O fato de que não há regulação a respeito da quantidade de cafeína nas bebidas energéticas é desconcertante", disse Amélia Arria, uma das autoras da pesquisa.

sábado, 20 de novembro de 2010

"Jovens que não gostam de frequentar a escola, acabam bebendo mais."


De acordo com uma pesquisa publicada no periódico Substance Abuse, Treatmente, Prevention and Policy, os adolescentes que não gostam de ir à escola são duas vezes mais suscetíveis ao consumo de bebidas alcoolólicas antes dos 18 anos. Adotar este hábito precocemente é ainda mais grave porque acaba antecipando também o início da vida sexual, na maioria das vezes sem informação adequada.
O estudo foi realizado com 3641 alunos de 15 escolas britânicas entre 11 e 14 anos. Ele apontou que há relação direta entre o estado emocional permanente do adolescente e o consumo de bebida, e entre álcool e ato sexual. "Os jovens que bebem e são sexualmente ativos também, são aqueles com mais casos de insatisfação com a escola e com a vida familiar", destaca Mark Bellis, responsável pela pesquisa.
Para o especialista, o estudo é alarmante e evidencia a necessidade de uma integração dos programas de saúde pública. Esses jovens, segundo Bellis, são ainda grupo de risco para doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce e alcoolismo. "As crianças que mais precisam de ajuda são exatamente as mais difíceis de se lidar por meio da educação tradicional."

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"Altas doses de bebida alcoolica alteram de forma permanente a producão do hormônios que respondem ao stress."


O consumo em excesso de bebidas alcoólicas na adolescência pode provocar doenças como ansiedade e depressão no futuro. De acordo com a pesquisa realizada na Universidade Loyola,em Chicago, altas doses de álcool alteram permanentemente a produção de hormônios que respondem ao stress.
Esses resultados, revelam que esta alteração pode levar a transtornos de comportamento e de humor na idade adulta. "A exposição dos jovens ao álcool poderia alterar permanentemente as ligações no cérebro que precisam ser feitas para garantir uma função cerebral saudável no futuro", diz Toni Pak, autor da pesquisa.
O estudo examinou em ratos os efeitos a longo prazo na produção do hormônio equivalente ao cortisol, que responde a situações físicas e psicológicas do stress. A exposição cronica ao hormônio está relacionada à depressão e a problemas cardiovasculares.
A pesquisa mostrou que as cobaias que receberam alcool durante a adolescencia tiveram um aumento significativamente maior no hormônio que responde ao stress do que aqueles que receberam a mesma quantidade enquanto eram adultos.Além disso, os ratos que ficaram sóbrios durante a adolescencia tiveram uma base menor de hormônio. Os autores acreditam que os resultados sugerem que a exposição ao álcool durante a puberdade altera permanentemente o sistema pelo qual o cérebro produz hormônios de resposta ao stress.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"Transtorno Bipolar e o risco de suicídio".


O transtorno bipolar(TB) é caracterizado por uma oscilação de humor que pode incluir eutimia, depressão ou mania/hipomania. O perfil psicológico do TB pode se associar a diversas alterações,incluindo déficit de memória verbal, disfunções executivas, entre outros.
Sabe-se que o TB, é uma das condições neuropsiquiátricas que mais se associam a comportamentos suicidas. Alguns estudos investigaram influencia de comorbidade para o risco de suicídio. Neves e sua equipe demonstraram que, dentre os portadores de TB,aqueles que também tinham um diagnóstico de transtorno de personalidade Boderline e etilismo,tinham maiores chances de tentar suicídio.
Estudos utilizando avaliacões de neuropsicologia também podem auxiliar na identificacãodos indivíduos que apresentam riscos para a tentativa de suicídio .Malloy-Diniz e colaboradores, compararam portadores de TB que haviam tentado se suicidar com aqueles que nunca tentaram. Os resultados demonstraram que os portadores com tentativas pretéritas de suicídio apresentaram piores resultados em tarefas de avaliação de tomada de decisão,revelando maior impulsividade neste grupo.

sábado, 24 de abril de 2010

Filhos de pais "bonzinhos" tem mais propensão a beber muito.


Cerca de 10% dos adolescentes e jovens brasileiros de até 18 anos abusam do álcool, segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo mostra que o relacionamento ruim com os pais especialmente com a mãe, é um sério complicador. Uma relação ruim com a mãe aumenta em 61% a chance de o adolescente ser usuário pesado de álcool. Com o pai, este aumento é de 45%.
A diferença pode-se explicar pelo fato de a mãe, na maioria das famílias, estar mais presente em casa- diz o psiquiatra José Carlos Galduróz, do Departamento de Psicobiologia da Unifesp, coordenador da pesquisa.
O pior é que muitos pais, para não entrarem em conflito com os filhos, deixam eles soltos demais, sem impor limites. A pesquisa mostrou que o pai ou a mãe muito "bonzinhos", aqueles que deixam o adolescentes fazer tudo, é prejudicial nesta relação jovem/álcool. Na verdade, estes pais não são "bonzinhos" ou "liberais', mas sim omissos.
Para ser pai ou mãe, é preciso ter responsabilidade e participar da vida do filho. Saber onde vai, com quem vai, a que horas volta etc... O jovem sente que alguém se preocupando com ele, e isto é positivo. Cria uma relação de confiança- diz o psiquiatra.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

"Cuidado: cafeína não cura a embriaguez".


O senso comum, acredita que o café e as bebidas energéticas anulam o efeito do álcool, mas um estudo feito com camundongos na Universidade Temple, na Filadélfia, nos EUA, dizem que isso não é verdade, pelo contrário elas podem aumentar os riscos de acidentes.
Os cientistas deram a ratos adultos, algumas doses, separadamente e juntas de cafeína e etanol. A quantidade de café equivalia de 1 a 6 xícaras para humanos. O grupo controle recebeu uma solução salina.
Resultado: os animais que tomaram café, ficaram mais despertos e ativos, porém menos capazes de evitar ameaças. Se usados simultaneamente, a cafeína e o etanol, o primeiro bloqueia o efeito do segundo que, como esperado, diminuiu a ansiedade, mas não reverte a ação negativa sobre a cognição ou o aprendizado.
Os pesquisadores especulam que essa combinação deixam as pessoas mais confiantes, sentindo que não estão "bêbados o suficiente", o que as faz assumir riscos com mais facilidade.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"A relação entre o consumo de drogas e a doença mental."


Os especialistas António Palha, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental e Catarina Iglésias, psiquiatra, realizaram um estudo na Casa de saúde do Bom Jesus, em Braga, Portugal, para pesquisar quais doenças mentais estão, mais associadas ao consumo de drogas.
A primeira fase de investigação, ocorreu entre 2004 e 2009, e envolveu 162 doentes, dos quais 115 homens, com uma média de idade de 36 anos, sendo o número médio de anos do consumo de substâncias de 15.58 e a média de idade de início do consumo de 20 anos de idade.
Dos 165 doentes analisados, 72 apresentavam depressão, 46 esquizofrenia e 20 perturbação de personalidade, entre outras doenças psiquiátricas. No que diz respeito às dependências, 67 eram consumidores de heroína, 31 de cocaína e heroína, 16 de alcóol e heroína, 15 de alcóol e 10 apresentavam dependência de heroína, cocaína e alcóol.
O psiquiatra António Palha declarou que "pessoas com doença mental severa estão em maior risco de desenvolver uma perturbação pela utilização de droga do que a população em geral."O especialista aconselha, por isso, que os toxicodependentes sejam devidamente avaliados para verificar se t~em ou não perturbações de personalidade, lembrando que "de modo geral, a toxicodependência acaba por nascer em pessoas com personalidade um pouco anômalas ou então por virtude de um comportamento irregular que a própria droga conduz, um comportamento marginal.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

"O álcool e o volume cerebral."


Um estudo recente relacionou o consumo do álcool ao encolhimento do cérebro. Os participantes revelaram seus hábitos de consumo de bebidas; usou-se a ressonância magnética para medir a proporção do volume cerebral em relação ao tamanho do crânio de cada pessoa. Descobriu-se que os abstêmios tinham volume cerebral maior do que os ex-bebedores, os que bebiam pouco, moderadamente ou em excesso. Na média, os abstêmios tinham volume cerebral 1,6% maior que os bebedores severos. Curiosamente, os efeitos eram mais presentes nas mulheres idosas. Em outro estudo, os participantes entre 60 e 79 anos fizeram exercícios aeróbicos ou de tonificação e alongamento ao longo de 6 meses. As imagens por ressonância magnética feitas em cada participante antes e depois do período de 6 meses mostraram um aumento no volume cerebral dos que praticaram exercícios aeróbicos, sugerindo que esse tipo de atividade física pode ajudar a manter a saúde do cérebro em adultos mais velhos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Alcool na adolescência afeta as decisões na vida adulta".


O abuso de bebidas alcoólicas na adolescência pode ter efeitos danosos no processo de tomada de decisão na vida adulta.
A afirmação é de um estudo feito por pesquisadores na Universidade de Washington, nos EUA, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
O objetivo do estudo foi verificar se o consumo de álcool em níveis elevados na adolescência poderia afetar futuramente as áreas no cérebro envolvidas no processo de decisão.
"Sabemos que a exposição precoce de álcool e outras substâncias é um indicador de posterior abuso químico em humanos. É um conceito novo pensar que a exposição na adolescência pode ter efeitos cognitivos de longo prazo, mas não podemos testar isso em pessoas", disse Nicholas Nasrallah, um dos autores do estudo.
"Mas o nosso modelo que envolveu o uso de ratos, corrobora a relação causal entre o uso precoce do álcool e o posterior aumento na tomadas de decisões arriscadas", afirmou.
"O modelo animal que utilizamos permite estabelecer essa relação. Estudos apontam que regiões do cérebro, incluindo aquelas envolvidas na tomada de decisões demoram para se desenvolver e o processo se alastra pela adolescência. Nosso estudo indica que as estruturas envolvidas nesse desenvolvimento tardio são afetadas pelo uso do álcool", disse Ilane Bernstein, professora de Psicologia da Universidade de Washington, outra autora do estudo.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

"Alcoolismo de mãe para filha."


A psicóloga Ana Beatriz P. Guimarães, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), avaliou em sua pesquisa de Doutorado, 62 mulheres com cerca de 40 anos, sendo 32 delas alcoólatras.
Ela avaliou não só as mulheres, bem como suas famílias, em que elas e suas mães cresceram. Em seguida analisou como as três gerações se relacionavam dentro de casa.
As mulheres alcoólatras aprendiam a beber e ser violentas com suas mães, que, por sua vez, sofriam violência da avó. "Essas mulheres repetem o que é conhecido", explica Ana Beatriz.
"Elas até desejam fazer diferente, mas tem o repertório para isso, já que o modelo de aprendizagem da violência é passado de geração a geração."
As mulheres alcoolistas tinham a mãe com o mesmo vício em 23,3% dos casos. O companheiro também era viciado em 20% dos casos. A maioria das mulheres e suas mães haviam sofrido agressão sexual, física ou verbal. As mães de mulheres alcoolistas também eram autoritárias e centralizavam suas decisões, enquanto nas famílias de mulheres sem vício, o poder era dividido entre o casal.
A psicóloga também classificou as relações entre os membros da família de alcoólatras de disfuncionais. "Nessas famílias não existia suporte, e apoio entre os membros" descreve. Além disso, as regras familiares para lidar com os problemas diários, não são bem estabelecidos. Isso gera crises familiares e sofrimento.
Segundo a psicóloga, a pesquisa é a primeira no Brasil, a descrever a transmissão entre gerações de estruturas de famílias de mulheres alcoólatras e mostra a importância da prevenção.
"Se o profissional da saúde for trabalhar com essas mulheres e tentar mudar o padrão e comportamento delas, as filhas poderão experimentar um ambiente familiar diferente, em que elas não repitam os mesmos erros de suas mães.