quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"Atividade mental altera mecanismos biológicos do cérebro"


Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, demonstram pela primeira vez que o treinamento ativo da memória de trabalho resulta em alterações visíveis no número de receptores de dopamina no cérebro humano.
O estudo, publicado na revista Science, foi feito com o auxílio de imagens captadas por Tomografia por Emissão de Pósitrons, uma técnica utilizada em medicina nuclear capaz de revelar complexas interconexões entre cognição e a estrutura biológica do cérebro.
"Não apenas a bioquímica do cérebro que serve de base para a nossa atividade mental; nossa atividade e nossos processos de pensamento também podem afetar a bioquímica", diz o professor Torkel Klingberg, que coordenou o estudo. "Isto não havia sido demonstrado em humanos antes, e abre uma enxurrada de questões fascinantes".
O neurotransmissor dopamina desempenha um papel fundamental em muitas funções cerebrais. Interrupções no sistema de dopamina pode prejudicar o funcionamento da memória de trabalho, tornando muito mais difícil para se lembrar de informações por um período curto de tempo, como quando se está tentando resolver um problema.
Já se comprovou que uma memória de trabalho deficiente é um importante fator no surgimento de problemas cognitivos em doenças como a esquizofrênia e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.
O professor Klingberg e seus colegas já haviam demonstrado anteriormente que a memória de trabalho pode ser melhorada com algumas poucas semanas de treinamento intensivo. Agora em uma colaboração com o Instituto do Cérebro de Estolcomo, os pesquisadores deram um passo adiante. Ao monitorar o cérebro usando a tomografia por emissão de pósitrons (pet scan) eles confirmaram que o treinamento intensivo do cérebro leva a alterações no número de receptores D1 de dopamina no córtex cerebral.
A tomografia por emissão de pósitrons é uma técnica de imageamento médico baseada no decaimento de isótopos radioativos que é capaz de produzir imagens tridimensionais do movimento de substâncias sinalizadoras no interior de um organismo vivo.
Os resultados terão importância significativa para o desenvolvimento de novos tratamento para pacientes com deficiência de aprendizado, tais como aquelas relacionadas com o déficit de atenção e hiperatividade, derrames cerebrais, síndrome da fadiga crônica e mesmo perdas cognitivas associadas ao envelhecimento.
"Somente as alterações no número de receptores de dopamina em uma pessoa não nos dão todas as chaves para explicar a memória fraca", diz Lars Farde, outro pesquisador que participou do estudo, "Nos também temos que verificar se as diferenças podem ter sido causadas por uma falta de treinamento de memória ou por outros fatores ambientais. Talvez nós sejamos capazes de encontrar novos tratamentos, mais eficazes, que combinem medicações e treinamento cognitivo. Neste caso, nós estaremos em um território extremamente interessante", diz Farde.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

"O cérebro na adolescência"


A adolescência é uma fase da vida de profundas mudanças no comportamento e no corpo. É uma época também de grande incidência de problemas psiquiátricos, tais como transtorno de ansiedade e de humor, transtornos de personalidade e alimentares, psicose e abuso de substâncias psicoativas. Temos crescentes evidências de que alterações no amadurecimento cerebral nessa fase da vida podem ajudar a explicar porquê da alta incidência de doenças psiquiátricas na adolescência. Uma hipótese bastante atrativa é de que um perfil genético que determine que estas transformações da adolescência aconteçam em outro ritmo ou grau de intensidade possam aumentar os riscos de doença psiquiátrica.
Um recente e robusto estudo populacional nos EUA revelou que a idade em que o indivíduo tem mais chance de apresentar um transtorno psiquiatrico pela primeira vez é aos 14 anos. Além das mudanças cerebrais estruturais e funcionais já demonstradas, e por isso a adolescência é considerada um período de significativas mudanças neurobiológicas, não há como deixar de considerar também os fatores hormonais e psicossociais. Muitos avanços tem sido alcançados, mas temos muito chão pela frente para conseguirmos entender a parcela de contribuição de cada um dos fatores que determinam o desenvolvimento de transtornos psiquiátricos na adolescência de forma tão frequente.

"A testosterona em excesso mata neurônios"


Um estudo da Faculdade de Medicina de Yale, indica que altas doses de esteróides sexuais masculinos, como a testosterona (que costumam ser consumidas por homens obcecados com o aumento da massa muscular), além dos efeitos adversos, já conhecidos, como atrofia dos testículos, comportamento mais agressivo, e maior tendência ao suicídio, a testosterona estimula a morte neuronal.
Os cientistas observaram que altos níveis desse hormônio mesmo que por períodos curtos -de 6 a 12 horas- deflagram morte celular, também chamada de apoptose, em culturas de neurônios. O processo induzido por testosterona parece ocorrer por superativação das vias de sinalização intracelular que envolvem íons cálcio, segundo os pesquisadores.

domingo, 27 de dezembro de 2009

"Oito dicas para não perder a memória."


"Embora com o envelhecimento, a memoria fique naturalmente mais lenta, é cada vez maior o número de jovens e adultos que se queixam de certa dificuldade de relembrar fatos. Isso porque a nossa memória, hoje em dia, é mais exigida, já que temos múltiplas atividades", disse o chefe do setor de Neurologia do Comportamento da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Bertolucci, coordenador do Instituto de Memória.
Em outras palavras, a culpa por tantas falhas no nosso arquivo de dados é o estilo de vida moderno.
Como temos acesso a muitas informações e somos obrigados a desempenhar diversas tarefas ao mesmo tempo, não conseguimos dar a atenção necessária a cada uma delas. Assim, o processo de memorização fica prejudicado logo no início, por causa da sobrecarga.
Para entender melhor porque esses lapsos acontecem, vale saber mais sobre o funcionamento do nosso mecanismo de lembranças. "A memória se desenvolve em 3 estágios, começando pela codificação, que é o processo de atribuir um significado ao que se está vendo, ouvindo, ou de alguma forma vivenciando, para depois, relacionar isso com experiências prévias. Num segundo momento, ocorre o armazenamento, que é um processo não consciente de reensaiar a informação, para que se estabeleça um traço de memória no cérebro. Por último acontece a recuperação que é o acesso à informação guardada na mente, quando este resgate se faz necessário", afirmou o neurologista.
Felizmente existe maneiras de melhorar o armazenamento de dados em nosso cérebro, tornando mais eficiente todo o esquema de processamento de informação.
Confira a orientação do especialista
1) Adotar bons hábitos alimentares, no dia a dia, é um dos cuidados que faz toda a diferença. Isso porque doenças como pressão alta, diabetes e alterações do colesterol oferecem um grande risco às estruturas cerebrais, fundamentais para o bom funcionamento da memória. "Os cuidados na dieta devem estar orientado no sentido de previnir e/ou controlar problemas deste tipo, que evoluindo podem levar a lesões cerebrais importantes", disse o especialista. Bertolucci também recomenda a ingestão de alimentos ricos em ômega 3, como o salmão. "Eles funcionam como antioxidante e, portanto, reduzem as taxas de lesões de neurônios", afirmou.
2) Fazer exercícios físicos regularmente também é uma medida para combater os esquecimentos que atrapalham a rotina. Além de ajudar a previnir as complicações decorrentes da obesidade e os males diretamente relacionados a ela- entre eles o AVC- a atividade melhora a circulação cerebral e ainda inibe a deposição de uma proteína que caracteriza o Mal de Alzheimer.
3) Investir em atividades intelectuais variadas, por outro lado, é uma maneira de exercitar a mente. Ler, ir ao cinema, aprender a tocar um instrumento são alguns exemplos de atividades que ajudam a manter a memória na mais perfeita forma. "As atividades intelectuais permitem estabelecer uma melhor reserva cognitiva, pois provocam uma maior concentração de sinapses de ligação entre os neurônios no cérebro", disse Bertolucci.
4) Apostar no convívio social também pode ser um excelente remédio para quem anda mais do que esquecido, a interação pressupõe disponibilizar certo tempo para estar em contato com amigos e familiares.
5) Dormir as horas suficientes para sentir-se realmente descansado é outro bom hábito para ajudar a preservar as recordações. Afinal enquanto descansamos, o cérebro também trabalha, inclusive para dar conta de consolidar a memória, armazenando as informações recebidas ao longo do dia.
6) Controlar o stress também significa interferir positivamente no processo de memorização, melhorando a atenção, que é um pré-requisito para o armazenamento de dados em nossa mente. Investir em atividades de lazer e exercícios de relaxamento podem ser , portanto, alternativas para blindar-se contra as preocupações exageradas e o nervosismo que desestabilizam corpo e mente.
7) Memorizar mais, em situações de rotina, pode ser uma das estratégias para treinar o cérebro, aumentando sua eficiência. Tente se lembrar de números de telefones, que costuma discar, do que precisa comprar na feira. Outra maneira de desafiar a mente é adotar passatempos como o xadrez e as palavras cruzadas. Porém não basta realizar as duas atividades de forma mecânica.
8)Evitar alguns medicamentos pode ser outra saída para os impasses em relação ao armazenamento de dados importantes. "Tranquilizantes, hipnóticos e alguns anti-depressivos podem interferir na atenção prejudicando, portanto, a memória", disse o neurologista.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

"Nova ferramenta molecular para o tratamento da Doença de Alzheimer"


Pesquisadores da Universidade de Michigan, tem desenvolvido novas ferramentas moleculares que podem ser usadas para investigar o processo de formação da placas amilóide características da Doença de Alzheimer.
Embora o mecanismo exato para a formação de placas de beta-amilóide seja desconhecido, sabe-se que os íons de cobre e zinco estão envolvidos, não só no processo de agregação, mas nos danos causados.
À partir de culturas celulares e utilizando pequenas moléculas, tem-se conseguido não só "quelar" íons metálicos, mas também interagir com as proteínas beta-amilóde. Os investigadores demonstraram que esta moléculas foram capazes de regular a agregação de beta-amilóde induzida pelo cobre, não só alterando a formação de agregados, mas também rompendo o que havia sido formado.
Com base em seu pequeno tamanho e outras propriedades os autores pensam que estes compostos podem ser capazes de cruzar a barreira hematoencefálica.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

"Duas em cada três crianças com enxaqueca tem sintomas que avisam o início da dor horas antes."


Para quem não sabia, enxaqueca também é coisa de criança. Cerca de 4-10% das crianças em idade escolar apresentam o problema e é muito importante reconhecer que os sintomas vão muito além da dor de cabeça, sendo muito comuns nas crianças sintomas como dor abdominal, náuseas e/ou vómitos, e vontade de dormir.
Algumas crianças com enxaqueca também apresentam o fenômeno da aura, que são sintomas neurológicos transitórios que costumam ocorrer imediatamente antes da dor de cabeça, como perda da força ou alteração da sensibilidade de um lado do corpo, alterações visuais e dificuldade em falar.
Também são bem reconhecidos sintomas que ocorrem de 2 a 8 horas antes da dor de cabeça. Esses são chamados de sintomas premonitórios e incluem: fadiga, náuseas, foto fobia, fonofobia, irritabilidade, rigidez e dor no pescoço, bocejo, aumento do apetite, tristeza, ansiedade, deficit de concentração, hiperatividade, alteração de sono,alteração da percepção de odores e alterações faciais. Um estudo recém publicado pelo periódico científico Cephalalgia demonstra que 2 em cada 3 crianças/adolescentes apresentam pelo menos um sintoma premonitório. Os 3 sintomas mais descritos foram : alterações faciais como palidez e olheiras, fadiga e irritabilidade.
O estudo tem grande importância por ser pioneiro na análise de sintomas premonitórios entre crianças e adolescentes com enxaqueca e um dos resultados que mais chamou a atenção foi a alta prevalência de sintomas faciais, raramente descrito em adultos com enxaqueca. O reconhecimento dos sintomas premonitórios de enxaqueca é uma oportunidade em potencial de se iniciar o tratamento para as crises de dor antes mesmo que elas se instalem.
Essa é uma estratégia de tratamento que foi muito pouco investigada, com raras pesquisas, e no caso das crianças, ainda totalmente inexistente.

"Ecstasy pode estar relacionado à lesão cerebral aguda"


Um estudo publicado pelo periódico "Neurology", Jornal oficial da Academia Norte-Americana de Neurologia, pode trazer mais um ponto sobre as questões dos malefícios do Ecstasy para a saúde. A Publicação descreve a história de um homem e de uma mulher de 25 anos de idade que apresentavam lesão cerebral após crise epiléptica desencadeada pela ingestão da droga. "O que se observou de mais impressionante foi que com a crise epiléptica de curta duração, de menos de 2 minutos, os jovens apresentaram lesões no hipocampo", diz o médico Ricardo Teixeira, diretor do Instituto do Cérebro de Brasília (ICB). "Isso significa que o Ecstasy pode ter potencializado o efeito danoso da crise epiléptica, tem sobre o cérebro", completou.
Esclarece que o hipocampo está do lado esquerdo e direito do cérebro e tem forte ligação com a memória. Tanto é que esta região é uma das mais precocemente afetadas na Doença de Alzheimer. Teixeira diz que ainda é cedo para afirmar que a droga foi o fator determinante nesse caso. "Esses indivíduos já poderiam ter uma pré-disposição à crise, que chegou as vias de fato talvez pelo uso da droga." No entanto, cada vez mais os estudos vem provando a ligação entre o uso de Ecstasy e os efeitos danoso no cérebro."

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

"Depressão pode causar doenças cardíacas"


Cientistas sabem há muito tempo que pacientes cardíacos que também sofrem de depressão tem risco maior de sofrer um ataque do coração. mas os especialistas não conheciam o motivo da coincidência. Ao testar o sangue de pacientes com problemas do coração deprimidos e não-deprimidos, epidemiologistas da Escola de saúde pública da Universidade Estadual de Ohio descobriram que pessoas com humor mais debilitado produziam o dobro de moléculas inflamatórias, o que poderia causar danos ao músculo cardíaco.
Foram pesquisados 32 pacientes com problemas cardíacos. os que tinham altos níveis de depressão apresentavam uma molécula mensageira do sistema imunológico, chamada fator alfa de necrose de tumor, presente no sangue em quantidade quase duas vezes maior em relação aos detectados em outros pacientes estudados. "Isto sugere a existência de um mecanismo ligando depressão e problemas cardíacos", afirma a coordenadora da pesquisa, Amy K. Ferketich, do Departamento de Epidemiologia da Universidade. Ela acredita que identificar e tratar a depressão em pacientes com doenças cardiovasculares previne contra novas crises.

"O cérebro das crianças super dotadas amadurece mais tarde"


Recentemente neurologistas da equipe de Philip Shaw, do Instituto Nacional de Saúde Mental, em Bethesda (em Maryland, EUA), concluíram que a inteligência pode estar mais relacionada ao desenvolvimento do cérebro na adolescência do que propriamente ao seu tamanho. Em um experimento feito por Shaw eles compararam exames de ressonância magnética por imagens para demonstrar que o cérebro das crianças com Q.I. elevado tem um padrão de desenvolvimento diferenciado. Foram acompanhadas 307 crianças e jovens entre 5 e 19 anos, no início da pesquisa eles foram divididos em 3 grupos, segundo o desempenho que alcançaram no teste de Q.I.: jovens com Q.I. elevado(ou super dotados0 jovens com Q.I. mediano e, por fim, os menos dotados. Para acompanhar a evolução do estudo, a cada 2 anos foi realizada uma nova ressonância magnética.
Nas crianças com Q.I. elevado, o córtex cerebral, a principio, se mostrou mais fino, e ,depois engrossou rapidamente. Seu auge ocorreu entre os 11 e 12 anos, antes que voltasse a se contrair de forma repentina na adolescência. Esse padrão de desenvolvimento não condiz com o que em geral acontece.
Em média, o córtex cerebral atinge sua espessura máxima quando a criança chega aos 8 anos. O córtex, a camada mais externa do cérebro, é o centro de várias funções nervosas elaboradas como os movimentos voluntários.
Segundo Philip Shaw, as mudanças são sutis e ainda reservam alguns mistérios, pois nada explica o que leva uma criança a ter córtex mais grosso ou mais fino.
O experimento é mais um a confirmar que, em se tratando de cérebro tamanho não é documento. Um órgão maior não significa necessariamente mais inteligência. O que importa mesmo é a sua organização interna e como ocorrem as conexões entre as áreas cerebrais.

"Treinar mentalmente uma tarefa é tão eficaz quanto executa-la mentalmente."


Será o "treinamento imaginário" tão eficaz quanto o treinamento das habilidades manuais?
Sim é. É o que demonstrou uma pesquisa feita na Escola Politécnica Federal de Lousanne, na Suiça.
Elisa Tartaglia e seus colegas, demonstraram que o aprendizado perceptual-aprender pela exposição repetitiva a um estímulo- pode ocorrer por meio da imaginação e ser tão eficaz quanto trabalhar diretamente com a coisa real.
Os resultados publicados no último exemplar da revista científica "Current Biology", sugere que pensar repetidamente sobre algo, pode ser de fato tão bom quanto executar de fato a tarefa.
"Depois de treinados, os radiologistas são capazes de detectar anomalias nas imagens médicas que são extremamente difíceis de ver por pessoas não treinadas", explica Tartaglia. "Os resultados do nosso estudo propõe que o treinamento por imagens mentais, ou seja, visualizar mentalmente repetidas vezes a anomalia que se quer detectar seria suficiente para tornar alguém capaz de detecta-la de fato".
O que os pesquisadores suíços demonstraram é que o aprendizado perceptual também ocorre na falta de estimulação física, dispensando as conexões nervosas que se acreditava estar na base da fixação do aprendizado.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

"Consequências hormonais do abandono"


Mesmo anos depois da adoção, crianças abandonadas ou negligênciadas podem apresentar problemas de adaptação social. Se os primeiros anos foram vividos em instituições, é possível que desenvolvam dificuldades para criar laços duradouros e íntimos. O psicólogo americano Seth Polack, da Universidade de Wisconsin, aponta causas biológicas muito concretas para que isso ocorra: a falta de oxitocina e vasopressina- dois neuro-hormônios que influenciam fortemente o estado emocional.
Polack observou, 18 órfãos brincando no colo de suas mães adotivas, enquanto elas lhes faziam cócegas, contaram seus dedos e sussurraram gracejos. Em seguida, o psicólogo comparou a taxa de neuropeptídeos presentes na urina das crianças com valores obtidos em exames de 21 crianças da mesma idade sob os cuidados de pais biológicos. Crianças adotivas em geral, apresentavam menor quantidade de vasopressina no sangue. Além disso, a taxa de oxitocina não se elevava após a brincadeira, diferentemente do que acontecia com as crianças do grupo de comparação. O psicólogo atribui os resultados a experiências anteriores dos órfãos que nos primeiros meses de vida tinham recebido pouca atenção.

domingo, 20 de dezembro de 2009

"Variação de estrogênio controla humor."


Mulheres tem o dobro de chance de homens de desenvolver depressão.
Níveis baixos ou desregulados de hormônios podem gerar depressão em ambos os sexos, e há muito tempo se suspeita dos efeitos de deficits de estrogênio em mulheres.
Agora, uma revisão de estudos realizados nos últimos 30 anos sobre o tema indica que o problema talvez não esteja exatamente nos baixos níveis de estrogênio, mas nas bruscas oscilação de hormônio.
Os níveis de estrogênio geralmente mudam bastante durante a puberdade e a menopausa, assim como ao longo do ciclo reprodutivo mensal das mulheres. Em cada uma das circunstâncias, quando há alteração dos níveis de estrogênio, aumenta a chance de a mulher sofrer de depressão, segundo a pesquisadora canadense Stephanie L. Douma, de Otawa, que realizou o estudo de forma independente.
Douma diz que os médicos que tratam mulheres com grande variação de humor podem não estar levando em conta as flutuações hormonais. O estudo também tem implicações para as terapias de reposição hormonal que muitas mulheres fazem durante ou depois da menopausa.
Douma espera que estas descobertas levem a mais pesquisas sobre os melhores modos de regular os níveis de estrogênio e incentivem os médicos a monitorar os níveis de hormônio das pacientes. Essas medidas, segundo ela ajudarão a manter sob controle a depressão associada ao estrogênio.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

"O cérebro: jovem e em evolução"


O cérebro humano ainda é "uma obra inacabada", segundo cientistas que identificaram duas novas variedades de um gene que ajudam a determinar o tamanho do órgão. Uma versão, o ASPM, surgiu no cenário evolucionário há apenas 6 mil anos. A outra, o MICROCEPHALIN, surgiu há 37 mil anos. Segundo os autores da descoberta, Bruce T. Lahn, pesquisador do Instituto de medicina Howard Hughes, e seus colegas da Universidade de Chicago, ela fornece indícios de que o cérebro está em constante adaptação. "Achamos que atingimos os limites da evolução", diz Lahn. "Mas o cérebro humano ainda está mudando- e rápido".

"O cérebro produz analgésico natural".


Os otimistas não estão mais sozinhos quando defendem "o poder da mente sobre a matéria". Um estudo bastante conclusivo afirma que razões químicas explicam os efeitos dos placebos, pelo menos em se tratando de seus efeitos no alívio das dores.
Jon-Kar Zubieta, neurocientista da Universidade de Michigan, que dirigiu a pesquisa, diz que as pessoas produzem um analgésico natural no cérebro quando esperam sentir alívio das dores. Os pesquisadores aplicaram no maxilar de voluntários uma injeção lenta e inofensiva de uma solução salina que causava um pouco de dor. Quando a injeção começava, os voluntários avaliavam seu nível de dor. À medida que ela continuava, os pesquisadores diziam que haviam acabado de adicionar um soro analgésico à solução- o que era mentira. Novamente foi pedido aos voluntários que avaliassem a dor que sentiam.
Durante o experimento, os voluntários tiveram o cérebro escaneado com tomografia por emissão de pósitrons. O neurocientista mostrou que nas pessoas que diziam que a dor havia diminuído, certas regiões do cérebro produziram endorfinas que aliviavam a sensação dolorosa. As pessoas que esperavam sentir alívio, conseguiram produzir de fato esse alívio.
Os resultados indicam "novos caminhos para entender a dor como uma experiência complexa moderada por um tipo de mecanismo emocional", segundo Zubieta. Se a mente pode induzir mudanças químicas no cérebro, psicólogos e médicos talvez possam criar meios do organismo produzir remédios naturais por meio de sugestionamento. "A ideia é aproveitar esses mecanismos", explica Zubieta. "Queremos tornar as pessoas mais alegres e capazes de superar uma experiência negativa. "Se eficaz, a nova abordagem pode ser testada em uma grande variedade de doenças".

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"Depressão abala mais saúde dos homens."


A auto-estima masculina é mais suscetível a abalos no status social do que a feminina- situações adversas no ambiente de trabalho levam mais homens que mulheres à depressão. O psicólogo Paul Tiffen, da Universidade de Newcastle, chegou a este resultado após um longo estudo com britânicos que hoje tem 60 anos.
As 503 pessoas avaliadas respondiam a questões sobre sua saúde e seu desenvolvimento profissional. Além disso, os pesquisadores procuravam sinais de stress, medo e depressão. As estatísticas comprovaram que homens insatisfeitos com o próprio emprego ou que trocavam muito de trabalho sofriam de depressão quatro vezes mais do que os bem sucedidos.
Expectativas sociais são decisivas nesse sentido. Para os homens da geração pós-guerra, sucesso no trabalho é fundamental para a auto-imagem.
Mulheres da mesma faixa etária dão mais importância à vida em família do que ao trabalho.
Um estudo da Sharon Tober, da Universidade de Tel Aviv, concluiu que os efeitos da depressão apresentam-se de forma distinta entre homens e mulheres. A pesquisadora entrevistou mais de 1500 pessoas, mulheres e homens. Amostras de sangue dos participantes permitiram que Shaon Toker tirasse conclusões a respeito de seu estado de saúde, identificando sinais inflamatórios nos indivíduos.
Toker concluiu que em homens depressivos o perigo de desenvolver doenças cardíacas aumenta 3 vezes.
As mulheres ,ao contrário , não mostraram aumento no risco de enfarto em decorrências da depressão, mas apresentaram tendência ao esgotamento psíquico, que leva à chamada síndrome de bournout.
Homens e mulheres chegaram à crises psíquicas por diferentes caminhos, assim como estas crises geram diferentes consequências para a sua saúde.

domingo, 13 de dezembro de 2009

"Córtex e hipotálamo decifram a ironia."


"Não vá cansar demais!", diz o patrão ao empregado. É um conselho autêntico ou observação sarcástica sobre uma cronica falta de vontade de trabalhar? A resposta depende do comportamento do empregado. Mas do que depende, do ponto de vista neuropsicológico, a capacidade de compreender uma piada sarcástica?
Os pesquisadores do centro Rabam, de Haifa, em Israel, compararam 3 grupos: no primeiro havia 25 pessoas com dano no lobo pré-frontal; no segundo, 16 com dano no lobo posterior; e por fim, um grupo de 17 pessoas sãs.
Os testes de compreensão linguística demonstraram que o primeiro grupo tinham grande dificuldade em distinguir quais frases eram sarcásticas, problema ainda mais grave nos indivíduos com dano no núcleo hipotalâmico ventro-medial.
Os resultados comprovam os atuais conhecimentos sobre a capacidade cognitiva. O córtex pré-frontal está, de fato, envolvido nos processos de elaboração da linguagem, enquanto o núcleo ventro-medial supervisiona a personalidade e o comportamento social. Portanto, captar o sarcasmo requer tanto a capacidade de compreender linguisticamente as frases quanto a de identificar as emoções de quem as pronuncia.

A mente "operando milagres"


Placebos muitas vezes fazem verdadeiros milagres. Dessa vez até pacientes com mal de Parkinson puderam se vales da ajuda exclusiva do poder da fé.
Cynthia McRae, da Universidade de Denver, EUA, transplantou tecido nervoso saudável para o cérebro de 12 pacientes e fingiu fazer o mesmo com outros 18. Um ano após a intervenção, foram todos submetidos a novo exame. Resultado: mesmo aqueles que receberam apenas placebo se sentiam muito melhor, e até médicos que não sabiam a que grupo pertencia cada paciente verificaram uma melhora nos sintomas.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

"O que é Anosognosia?"

"Paralisado, eu? Doutor do que está falando?" Quando um paciente vítima de um derrame, protesta, apesar da óbvia paralisia de algum membro, o diagnóstico quase sempre é anosognosia.
Estas vítimas não movem ou o fazem com dificuldade, certos membros devido à lesão nos centros motores cerebrais, mas não tem consciência de sua deficiência. Se alguém as alerta sobre o fato, elas muitas vezes acham que não é o seu braço que está inerte, pendurado ao lado do corpo.
A neuropsicóloga Anna Berti, da Universidade de Turin, estudou a origem neuronal da síndrome. Como já se sabe há tempos, ela surge em lesões no hemisfério cerebral direito. Este não apenas guia o lado esquerdo do corpo, mas também nossa percepção espacial.
Berti e seus colegas compararam o imageamento cerebral de 30 pacientes paralisados- 17 deles negavam qualquer incapacidade corporal. Suas lesões cerebrais, muitas vezes se adicionavam àquelas de pacientes que sofriam "apenas", de distúrbio de atenção, mas atingiam mais intensamente as áreas pré-motoras. Essas áreas, acredita Berti, continuam gerando sinais motores subliminares que dão ao paciente a ilusão de um sistema motor em funcionamento. Por sorte, a anosognosia logo se dissipa: como se o cérebro percebesse sozinho que alguma coisa não está certa.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

"Dinheiro só traz felicidade se comprar experiências, e não bens materiais."


Será que o dinheiro pode nos fazer mais felizes se nós o gastarmos nas compras corretas? Um novo estudo sugere que são as experiências do ato de comprar, e não a posse material daquilo que se compra, que se leva a uma maior felicidade, tanto para o comprador, quanto para as pessoas à sua volta.
O estudo demonstra que uma compra que produz uma experiência, como uma refeição ou ingressos para um teatro, resultam em um aumento de bem estar porque ela satisfaz necessidades de ordem elevada, especificamente a necessidade por conexões sociais e a vitalidade, um sentido de estar vivo.
"Estas descobertas dão suporte a uma extensão da teoria das necessidades básicas, que estabelece que as compras que aumentam a satisfação de necessidades psicológicas irão produzir um maior bem estar", explica Ryan Howell, professor de Psicologia da Universidade Estadual de San Francisco (EUA).
Durante a pesquisa foi pedido aos participantes para escreverem reflexões e responder questões sobre suas compras recentes. Os participantes indicaram que as chamadas "compras experenciais" representavam uma forma melhor de gastar o dinheiro e maior felicidade para eles próprios e para os outros à sua volta. Os resultados também indicam que a experiência produz mais felicidade qualquer que seja a quantia de dinheiro gasta ou renda do consumidor.
As experiências também levam uma maior satisfação a longo prazo.
"Experiências compradas oferecem uma memória capital", diz Howell. "Nós não tendemos a ficar entediados com memórias felizes como ficamos com objetos materiais".

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

"Uso do celular causa cegueira não- intencional."


Todas as pessoas passam por momentos de total distração, quando parecemos flutuar no espaço e acabamos tropeçando em algo que está em nosso caminho. Isso é o que os pesquisadores chamam de "cegueira não intencional", uma incapacidade momentânea de perceber objetos à nossa volta.
Pesquisadores da Universidade de Washington resolveram testar a teoria da" cegueira não intencional" quando as pessoas estão às voltas com algo um pouco mais intencional do que uma distração fortuita: o uso do telefone celular.
A pesquisa acompanhou casos reais de pessoas que estavam usando seus telefones celulares no seu dia a dia. Ao identificar as pessoas nas ruas, já usando os celulares, os pesquisadores faziam com que um palhaço passasse à sua frente, andando em um monociclo.
Apenas 25% das pessoas que estavam usando o celular perceberam a passagem do palhaço bem à sua frente.
Os usuários de celulares foram os mais distraídos de todos os grupos, que incluíram pessoas ouvindo iPod, casais conversando e pessoas andando sozinhas, sem o uso de nenhum aparelho. As pessoas que andavam sozinhas perceberam a passagem do palhaço em pouco mais de 50% das ocasiões.
Em outros testes, os pesquisadores detectaram que os usuários de celulares tem dificuldade de desempenhar adequadamente mesmo as tarefas mais simples, como andar normalmente, algo que exige muito poucos recursos cognitivos.
Ao usar o celular as pessoas andam mais lentamente, mudam de direção mais frequentemente, saem do seu caminho e só muito raramente percebem outras pessoas ao seu lado.
"Se as pessoas tem dificuldade de andar quando usam celular, imagine o que isto significa quando elas estão dirigindo. As pessoas não devem dirigir falando ao celular", diz a Dra. Ira E. Hyman, coordenadora do estudo, que será publicado no próximo exemplar do jornal,"Applied Cognitive Psychology."

"Cresce interesse da ciência pela felicidade, diz antropóloga."


"Somente nos últimos 6 meses, foram divulgados 27.335 estudos e artigos publicados em revistas cientificas abordando de aspectos bioquímicos até aspectos psicológicos sobre felicidade, afirmou a antropóloga e psicóloga Susan Andrews.
Susan, que é responsável pela implantação no Brasil de programas baseados no conceito de Felicidade Intima Bruta (FIB), disse que o interesse da ciência pela felicidade é crescente.
Com base nesses estudos, Susan afirmou que pessoas mais felizes tem sistemas imunológicos mais fortes, tem melhor desempenho no trabalho, adoecem menos, vivem mais e tem casamentos mais sólidos.
"A depressão se tornou uma das principais doenças da sociedade contemporânea. São esses os principais fatores que tem motivado a investigação científica, uma vez que um maior conhecimento sobre o que constitui a felicidade e como media-los permitirá construir políticas mais eficientes com reflexos positivos sobre a saúde pública", disse.
Susan explicou que, na bioquímica do corpo humano, uma das substâncias associadas à felicidade é o hormônio cortisol, produzido pelas glândulas suprarrenais.
Pessoas felizes tender a ter 32% menos cortisol. Em contra partida o hormônio é encontrado em abundância em pessoas com alto nível de estress.
"É preciso ter consciência de que quando uma pessoa está infeliz, seu fígado está infeliz, seu estômago está infeliz, sua pele está infeliz. Os reflexos negativos se espalham pelo corpo todo."

domingo, 6 de dezembro de 2009

"O Brasil vai ganhar supercomputador para estudar o cérebro"


O Brasil vai receber em 2010 um supercomputador Blue Gene, com capacidade de efetuar um trilhão de operações por segundo.
O supercomputador vai ser instalado no Campus do Cérebro, em Macaíba (RN) e será dedicado a pesquisa em Neurociências. A previsão é que ele comece a funcionar em meados de 2010.
A máquina, que equivale a alguns milhares de computadores comuns atuando em rede, foi doado pela Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça.
Segundo o neurocientista Miguel Nicolelis, será o primeiro supercomputador desse tipo no Hemisfério Sul. De acordo com o pesquisador, a máquina poderá ser usada para trabalhos em várias áreas de conhecimento.
O ministro da educação, Fernando Hadad, ressalta que os projetos desenvolvidos pelo Campus do Cérebro tem atraído pesquisadores internacionais para o Brasil.

sábado, 5 de dezembro de 2009

"Chocolate preto ajuda a diminuir stress"


Comer chocolate preto ajuda a diminuir os níveis de stress, sugere um estudo publicado no "Journal of Proteome Research".
A ansiedade e o stress podem provocar várias alterações no estado físico e emocional, o que, a longo prazo, pode também ter consequências graves para a saúde das pessoas.
Para o estudo, os pesquisadores da Nestle Research Center, em Lausanne, Suíça, contaram com a participação de 30 adultos saudáveis os quais foram convidados a ingerir 2 doses diárias de 20gr. de chocolate preto durante 14 dias.
Através da análise de questionários preenchidos pelos participantes e que avaliaram o seu estado psicológico, eles foram classificados como tendo baixos ou elevados sinais de ansiedade.
Adicionalmente e como forma de analisar a resposta metabólica, foram também colhidas e examinadas, através de técnicas de ressonância magnética nuclear e de espectrometria de massa, amostra de urina e sangue dos participantes 3 dias antes do início do estudo, na metade e no final de 2 semanas que compreendeu o estudo.
Este estudo revelou que os indivíduos que tinham sinais mais elevados de ansiedade apresentaram um perfil metabólico distinto, indicativo de diferença na homeostase energética, metabolismo hormonal e atividade microbiana no intestino.
Os pesquisadores concluíram que a ingestão diária de cerca de 40gr. de chocolate preto durante 2 semanas reduz os níveis dos hormônios envolvidos na sensação de stress nos indivíduos que estão submetidos a elevados níveis de ansiedade.

"Consumo frequente de maconha está associado a um risco elevado de esquizofrenia."


O consumo de maconha de alta potência e com uma frequência diária, aumenta até seis vezes o risco de doença psicótica, como a esquizofrenia, conclui um artigo científico publicado no "Britsh Journal of Psychiatry".
Há muito que as investigações se debruçam sobre as causas das psicoses, principalmente sobre os fatores genéticos ou sociais e o consumo de drogas. A novidade deste estudo é a demonstração de que a potência da maconha consumida e a frequência da sua utilização aumentam o risco de desenvolvimento de doenças psicóticas.
"O uso diário de maconha mais potente aumenta até seis vezes o risco de uma doença psicótica, como a esquizofrenia ou outras semelhantes", explicou o psiquiatra Tiago Reis Marques, do Hospital da Universidade de Coimbra.
O passo seguinte da equipe que Tiago integra, será continuar a pesquisar como é que a maconha atua no cérebro para que surjam sintomas psicóticos (delírios, paranóia, alucinações, sintomas de perseguição), e como é que a droga se combina com fatores genéticos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"Pais que punem, criam filhos punitivos."


A predisposição para punir os filhos, com palmadas é transmitida de geração em geração. Especialistas calculam que 70% dos pais que batem em seus filhos sofreram violência doméstica na infância.
De onde vem este hábito para lá de questionável? As crianças aprendem com o exemplo dos pais, ou neste caso operem "genes da violência"? Dario Malstripieri, da Universidade de Chicago, buscou respostas para esta pergunta num estudo com macacos resos. O pesquisador trocou os recém-nascidos de diferentes macacas. Colocou filhas geradas por mães violentas entre fêmeas pacíficas e vice-versa. Como as filhas adotivas lidariam com seus próprios filhos mais tarde?
Nove entre dezesseis fêmeas que sofreram violência em sua juventude também maltrataram suas crias- independentemente de serem descendentes de mãe violenta. Por outro lado, de 15 animais com pais adotivos não violentos, nenhum usou a força bruta. a experiência, portanto, e não a herança genética, as influenciou neste caso.
Jeffrey Bingenheimer acredita que o homem funciona de forma semelhante. O pesquisador da Universidade de Michigan em Ann Arlov avaliou os dados de um estudo de 5 anos sobre o desenvolvimento de mais de 1000 jovens de Chicago. Nesse período, um em cada 8 adolescentes cometeu algum delito. Mas, estatisticamente, a pobreza, a baixa escolaridade ou características pessoais não estavam vinculadas a esses casos. Apenas a violência armada experiênciada de perto dobrava a possibilidade de que os jovens pegassem em armas de fogo.

"Aprender cria novas conexões entre neurônios"


A revista Nature, publicou o artigo que demonstra as novas conexões entre neurônios que começam a se formar logo após o aprendizado de uma nova tarefa.
A pesquisa envolveu observação detalhada do processo de alteração nas ligações nervosas entre os animais que ocorre no cérebro durante a aprendizagem motora. os pesquisadores estudaram camundongos que foram condicionados a se deslocar por uma passagem em uma gaiola para alcançar sementes. Foi observado um rápido crescimento das sinapses, as estruturas que formam conexões entre neurônios no córtex motor, a parte do cérebro que controla os movimentos oculares.
"Verificamos uma formação robusta e quase imediata de sinapses, menos de 1 hora após o início do condicionamento", disse o coordenador da pesquisa Yi Zuo, professor da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, EUA.
"Trata-se de um processo de remodelagem por meio do qual as sinapses que se formam durante o aprendizado se consolidam, enquanto outras se perdem. A aprendizagem motora imprime uma marca permanente no cérebro. Quando aprendemos a andar de bicicleta, por exemplo, uma vez que a memória motora é formada, não esquecemos o que foi aprendido. O mesmo ocorre quando um camundongo aprende uma nova habilidade motora: o animal aprende como fazer e não esquece mais", explicou Zuo.
"Compreender a base da formação de memórias de longo prazo é um desafio importante para a neurociência, com implicações no desenvolvimento de terapias que possam auxiliar pacientes na recuperação de habilidades perdidas em acidentes ou um derrame.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"Alguns cérebros tem sistema de defesa contra drogas."


O cérebro de algumas pessoas tem seu próprio sistema de defesa contra o poder viciante da cocaína, segundo um estudo da Universidade de Rockefeller, publicado na revista American Journal of Medical Genetics.
A principal investigadora, Mary Jeanne Kreek, explicou que a dinorfina, uma substância opióide naturalmente presente no cérebro, funciona em alguns indivíduos como antídoto para os efeitos perigosos da cocaína.
As pessoas que possuem uma versão de "alta produção" do gene da dinorfina está possivelmente mais protegido contra a dependência ou o abuso do consumo de cocaína do que as que tem uma versão que produz baixos níveis da substância.
"Estes resultados são preliminares mas sugerem claramente que existem diferenças genéticas na codificação para a dinorfina que estão relacionadas com as variações de vulnerabilidade ao abuso da cocaína", acrescentou.
"Este tipo de conhecimento é importante para o desenvolvimento de tratamentos tanto preventivos como curativos para os viciados deste narcótico", explicou Kreek, médica do hospital Rockefeller.

"Exercício físico aliado à dieta mediterrânea reduz em até 60% o risco de Alzheimer."


Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), diz que a associação entre a prática de exercício físico e uma dieta mediterrânea pode reduzir em até 60% o risco de Doença de Alzheimer.
O trabalho liderado pelo autor, Niko Scarmeas da Columbia University, em Nova York, EUA, envolveu uma amostra multi étnica de 1880 residentes no norte de Manhattan (Nova York), com uma idade média de 77 anos.
Os voluntários foram inquiridos sobre os seus níveis de atividade física e hábitos alimentares. Ao longo de 5 anos e meio, os investigadores acompanharam os indivíduos com o objetivo de aferir quem desenvolvia a doença.
De acordo com as respostas sobre o exercício físico, os participantes foram divididos em 3 categorias: atividade vigorosa, moderada ou leve. Quanto a comida, as respostas foram classificadas em 9 categorias alimentares que, em conjunto, compõem a dieta do tipo mediterrâneo.
Nos indivíduos fisicamente ativos, o estudo constatou uma redução de 33% no risco de desenvolvimento de Alzheimer e de 40% nos seguidores da dieta mrditerrânica. Foi observado ainda uma redução gradual de até 60% do risco nos que praticavam muito exercício físico e tinham hábitos alimentares saudáveis.
Nikos Scarmeas, advertiu, contudo, que se trata de um estudo epidemiológico, observacional, e que só um ensaio clínico poderá fornecer informações adicionais para ajudar a esclarecer o papel desses comportamentos e revela outros fatores que possam também contribuir para uma diminuição do risco da doença.

"Marcadores genéticos do pânico"


Milhões de pessoas no mundo sofrem ataques de pânico, caracterizados por temor súbito acompanhado de batimentos cardíacos acelerado, naúseas, tremor, entorpecimento, suores ou respiração ofegante. Muitos acabam no pronto-socorro, acreditando tratar-se de um enfarte.
Além disso, um terço dos pacientes que, com dor no peito atípica, consultam um cardiologista, sofre na verdade de síndrome do pânico não diagnosticada. Atualmente os cientistas tentam identificar marcadores genéticos que ajudem a prever quem tem tendência à síndrome.
Para tanto, pesquisadores da Universidade de Colúmbia seguem a pista dos genes de animais que sofrem de pânico e buscam genes parecidos nas pessoas com graus variados de problemas. Testes recentes com animais apontam para pontos interessantes, chamados de hot spots, em diversos cromossomos. Sua localização levou Myrna Weissman e Eric R. Kandel a procurar marcadores genéticos em voluntários. Outros pesquisadores relacionaram os genes COMT e o Adora2A ao transtorno de pânico em humanos, mas dezenas de genes podem estar envolvidos. Pessoas que tem parentes próximos com pânico correm o risco cinco vezes mais de desencadear também. O conhecimento dos genes ajudará a desvendar as causas bioquímicas da síndrome e auxiliará no diagnóstico. Atualmente, uma vítima vai em média a 10 médicos antes de obter o diagnóstico correto.

"Medo Paralizante"


Os animais selvagens ficam imóveis quando percebem um predador por perto, tornando mais difícil sua localização. Essa resposta automática persiste também nos humanos. Eliane Volchan, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, observou a "reação de imobilização" em 48 voluntários do sexo masculino.
Quando se mostravam fotos desagradáveis, de corpos mutilados, os homens instantâneamente paravam de se mexer e sua frequência cardíaca caía. Eles ficavam paralisados de medo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

"Relação entre tabagismo e escolaridade no Brasil."


Um estudo foi publicado na revista Saúde pública (online), 2009, VOL.43, faz uma análise entre a prevalência de tabagismo e uso acumulado de cigarro de cigarro na vida e fatores associados.
Foram analisados dados referentes aos 54.369 indivíduos com idade menor ou igual a 18 anos, entrevistado pelo sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças cronicas por inquérito telefônico (VIGITEL), realizado nas capitais brasileiras e Distrito Federal em 2006.
Como resultado foram obtidos os seguintes dados:
-No Brasil, a prevalência de tabagismo foi significativamente maior entre homens e mulheres com baixa escolaridade. Esta diferença diminui com a idade ou se inverteu entre os mais idosos.
Observou-se a diminuição de risco de ser fumante para a população de maior escolaridade, independentemente do número de pessoas e de cômodos por domicílio.
Conclusão: Confirmou-se haver maior concentração de fumantes na população de menor escolaridade, principalmente entre homens mais jovens. É necessário compreender melhor a dinâmica da epidemia de tabagismo para adequar medidas preventivas específicas para indivíduos conforme idade e estrato social.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Existe uma relação entre o grau de sofrimento de um torcedor em um jogo e seu grau de satisfação".


A maior satisfação possível para um torcedor que está assistindo seu time jogar, só vem após uma forte dose de medo da derrota em uma intensidade que se aproxima do desespero.
Pesquisadores da Universidade do estado de Ohio, nos EUA, estudaram torcedores de dois times universitários que disputavam a final do campeonato anual. Eles descobriram que os torcedores do time vencedor que achavam mais emocionante e mais sensacional eram os mesmos que, no decorrer do jogo, tinham quase certeza de que seu time iria perder.
"Você não pode querer ficar de bom humor no decorrer do jogo todo se quiser realmente desfruta-lo, explica Silvia Knobloch. "nós descobrimos que as emoções negativas desempenham um papel fundamental na intensidade com que curtimos os esportes", diz a co-autora do estudo que será publicado na edição de Dezembro no periódico Journal of Communication.
Os resultados demonstram que as emoções negativas sentidas no decorrer do jogo são essenciais para determinar, ao final, o quanto cada torcedor curtiu de fato o jogo.
Os pesquisadores acreditavam que as emoções positivas e negativas experimentadas durante o entretenimento cancelavam umas as outras. Mas esta pesquisa sugere que emoções positivas e negativas agem independentemente e contribui conjuntamente para a sensação da diversão.
"Você precisa de emoções negativas de pensar que seu time vai perder para atingir o nível de nervosismo e excitação", explica Silvia. "Seu time vence, toda a tensão negativa é repentinamente convertida em energia positiva, que colocará você em um estado eufórico".

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Os idosos apresentam lentificação para distinguir faces"

Os seres humanos apresentam lentificação em suas habilidades à medida que envelhecem.
Isso fica claro com relação aos movimentos e para o raciocínio. Pesquisadores da Universidade de Glaslow, na Escócia, demonstraram ,através de um estudo publicado na revista BMC Neuroscience, que isto ocorre também com relação ao reconhecimento de faces.
Eles perceberam que uma onda cerebral específica, que nos jovens é detectada 170 milissegundos após a apresentação de uma face, nos idosos se manifesta com um pouco mais de tempo, e além disso, ocorre também em resposta a imagem borradas (chamado de ruído). A redução na velocidade do processamento era esperada, mas a perda da especificidade no mecanismo de reconhecimento de faces, segundo os autores, foi um resultado surpreendente e ainda não pode ser explicado pelo conhecimento atual.

domingo, 29 de novembro de 2009

"Depressão: a doença mais comum no mundo em 2030"



Em 2030, a depressão será a doença que mais irá atingir as pessoas, estará mais frequente do que doenças cardiovasculares e o câncer, esta é a previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Países pobres, onde já se registram mais casos de depressão que os desenvolvidos, serão os mais atingidos nas próximas décadas. "A patologia tem diversas causas, algumas biológicas, mas parte delas vem de pressões ambientais e, obviamente, as pessoas pobres sofrem mais stress no dia a dia que as ricas, e não é surpreendente que tenham mais depressão", disse o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS, na primeira Cúpula Global de Saúde Mental, em Atenas, na Grécia. "As pessoas têm o direito de ser aconselhadas e tratadas como em qualquer outro distúrbio, e é preciso mudar a mentalidade em relação à doença", diz .

"Contato visual superestimula autista".


Olhar nos olhos de outra pessoa não é fácil para a criança autista. Evitar contato visual é uma das características mais marcante dessa desordem do desenvolvimento, e os pesquisadores tem buscado sua causa na região cerebral do giro fusiforme, ativo no reconhecimento facial. Em vez de ter um giro fusiforme subativo, talvez o problema das crianças autistas seja a amígdala superativa, afirma Kim Dalton, cientista- assistente da Universidade de Wisconsin- Madison, nos EUA.
O autismo diminui a capacidade de um indivíduo se comunicar e se relacionar socialmente. Evitar o contato visual contribui para isso, pois o olhar é fonte de "pistas sutis cruciais para o desenvolvimento social e emocional", afirma Dalton. Com Richard Davidson, professor de psiquiatria e psicologia da Universidade, Dalton comparou adolescentes autistas e adolescentes normais. Ele examinou sua atividade cerebral por meio de ressonância magnética enquanto eles olhavam para retratos de rostos familiares e outros rostos, expressando emoções diversas. Os adolescentes autistas demoravam mais para reconhecer os rostos familiares e cometeram mais erros na identificação das emoções dos outros.
Acompanhando os movimentos oculares dos indivíduos, Dalton e Davidson descobriram que as crianças autistas passam menos tempo com o olhar fixo nos olhos das fotografias, mesmo assim, o grupo autista, "Mostrou uma maior ativação da amígdala e do giro orbitofrontal", área associadas a respostas emocionais, segundo Dalton. Esses resultados sugerem que, em autistas, olhar para rostos causa super estimulação de centros emocionais, ocasionando comportamento esquivo. A baixa resposta fusiforme é, assim, o efeito, não a causa.
A compreensão dessa ligação pode ajudar cientistas a desenvolver maneiras de treinar crianças autistas a olhar para rostos, ajudando-as a formar laços sociais mais fortes.

"Homem consciente passa 23 anos com o diagnóstico de coma".


Um erro de diagnóstico fez um homem passar 23 anos consciente e "amarrado" a uma cama, enquanto médicos pensavam que ele estava em coma, na Bélgica.
Rom Houben, que tinha 23 anos quando sofreu um acidente de carro que o deixou completamente paralisado, foi submetido a vários exames normalmente utilizado para diagnosticar o coma, baseado em respostas motoras, verbais e oculares.
Ele, no entanto, escutava e via tudo o que acontecia a sua volta, sem conseguir se comunicar com os médicos, familiares e amigos.
Apenas alguns meses atrás, exames com aparelhos de tomografia de última geração mostraram que seu cérebro estava funcionando de maneira praticamente normal.
Houben então foi submetido à várias sessões de fisioterapia e agora consegue digitar mensagens em uma tela de computador.
"Nunca vou esquecer do dia em que descobriram qual era o meu verdadeiro problema. Foi um segundo nascimento", disse. "Todo este tempo eu tentava gritar, mas não havia nada para as pessoas escutarem."
O neurologista Steven Lawreys, que liderou a equipe que descobriu a situação de Houben, publicou um estudo a dois meses alertando que muitos pacientes considerados em estado de coma na verdade podem estar conscientes.
"Apenas na Alemanha, a cada ano, 100mil pessoas sofrem de traumatismo cerebral grave. Estima-se que de 3 a 5 mil deles se mantém presos em um estágio intermediário entre o coma verdadeiro e a total recuperação de seus sentidos e movimentos. Eles seguem vivendo sem nunca mais voltarem", disse Laureys, chefe do grupo de coma do Departamento de Neurologia da Universidade de Liège.

sábado, 28 de novembro de 2009

"Com seis meses, bebês já distinguem fisionomias"


Para bebes, aprenderem algo novo, por exemplo, uma língua, é literalmente uma brincadeira de criança.
No entanto, como bem sabem os alunos que sofrem com o exercício de gramática e vocabulário, essa capacidade invejável se "enferruja" com o tempo: recém-nascidos conseguem perceber a diferença até mesmo entre os sons de uma língua nunca ouvida; em compensação, a criança com 1 ano de idade conseguem decifrar apenas os sons já conhecidos de sua língua materna.
Os bebes também se revelam muito espertos no reconhecimento de fisionomias, como demonstrou um grupo de psicólogos liderados por Oliver Pascalis, da Universidade de Sheffield. Os pesquisadores estavam interessados em testar em que medida os bebes conseguiram diferenciar traços da fisionomia de animais de outras espécies. Psicólogos testaram a capacidade de 16 meninos de 6 meses. Por 3 meses os pesquisadores lhes apresentaram 3 vezes por semana, durante 10 minutos, várias fotos de macacos-de-Gibraltar.
Após o treinamento, vieram os testes: entre retratos de macacos desconhecidos, surgiram outros de macacos já visto pela criança. Os pesquisadores registraram o momento dos olhos dos bebes: os bebes observam mais demoradamente uma imagem nova. Resultado: as crianças testadas conseguiram diferenciar os animais com bastante acuidade.

"Ordenando tudo em gavetas de impressões visuais".


Ordem é fundamental em se tratando de memória. Neurobiólogos da Universidade de Wake Forest, em Winston, Salem, EUA, descobriram que isso vale não apenas para os seres humanos, mas também para os macacos. Numa experiência, os animais tiveram de reconhecer uma imagem em meio a diversas outras, após breve memorização. Ao mesmo tempo, pesquisadores mediam a atividade das células nervosas no centro da memória no cérebro: o hipocampo. Verificaram que certos neurônios disparavam sempre que cada imagem apresentava determinadas características muito particulares, como por exemplo, quando exibiam grandes de pessoas. Supõe-se que a especialidade dessas células seja simplificar as impressões visuais, ordenando-as em categorias. A organização em "gavetas" ajuda a reencontrar objetos não apenas em casa, mas na cabeça também.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

"O que é Transtorno de Personalidade Anti-Social?"


Estamos nos habituando a ouvir psicodiagnósticos populares sobre determinado personagem de filme, novela, ou até mesmo sobre uma pessoa real.
Os termos psicopatas ou mesmo "transtorno de personalidade anti-social" costumam estar muito presente nas conversas atualmente.
Segundo o tratado de Psiquiatria, o transtorno anti-social de personalidade (TPAS), é um padrão de comportamento socialmente irresponsável, explorador e livre de culpa, evidente na tendência a não se ajustar às leis, a não manter um emprego consistente, a explorar e manipular os outros em proveito próprio, a mentir e a não conseguir desenvolver relações estáveis. ele é considerado (pelo mesmo tratado), como um dos transtornos de personalidade mais difíceis de se tratar, devido, principalmente à falta de empatia e de responsabilidade social que impedem o estabelecimento de uma relação terapêutica eficaz.
Nos últimos anos, tem havido um interesse crescente a respeito de uma melhor compreensão sobre este transtorno. O aumento da criminalidade e violência urbanas pode ter contribuído para esse maior interesse.
Além de fatores psicossociais, outros biológicos tem sido implicados na fisiopatogenia do TPAS. Estudos de neuroimagem apontam envolvimento de estruturas cerebrais frontais, especialmente o córtex orbitofrontal e a amígdala.
Também tem sido sugerido que prejuízos na função serotonérgica estariam associadas à ocorrência de TPAS.
Uma abordagem ampla dos diferentes fatores possivelmente envolvidos na fisiopatogenia da TPAS poderia contribuir para o desenvolvimento de novas técnicas de prevenção e intervenção.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

"Reconhecendo os sinais de um A.V.C.(Acidente vascular cerebral)."


Pesquisas demonstram que se a vítima de um AVC for socorrida em um hospital, dentro das primeiras três horas, o seu quadro de uma possível sequela neurológica, pode ser revertido, em até 100%.
O segredo é reconhecer o derrame(AVC), eis aqui algumas dicas:
Deve ser dada à vítima, 4 ordens, são elas:
1) Peca-lhe que sorria.
2) Peça-lhe que fale ou apenas diga uma frase simples (com coerência).
3) Peça-lhe que levante os dois braços.
4) Peça-lhe que ponha língua para fora. Se a língua estiver torcida e sair por um lado ou outro é também sinal de derrame.
Se a pessoa tiver algum problema em realizar qualquer destas tarefas, chame a emergência imediatamente e descreva-lhes os sintomas, ou levem a vítima rapidamente ao Pronto-Socorro.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Redes neurais entupidas e Alzheimer".


Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, descobriram que, antes da formação das placas que causam o Mal de Alzheimer, dentritos celulares se acumulam ao longo dos axônios, cujas fibras longas e delgadas, transportam substâncias químicas de um neurônio a outro e entre vizinhanças cerebrais. O atravancamento das rotas de transporte gera placas destrutivas.
Lawrence B.S.Goldstein, professor de medicina celular e molecular de San Diego, testou ratos afetados pela doença e cérebro de pessoas mortas durante as fases iniciais de Alzheimer. "É como uma pedra dentro de uma mangueira. As substâncias químicas não conseguem fazer seu trabalho", diz ele.
Em pacientes com Alzheimer, as proteínas cerebrais amilóides e Tau estão presentes em quantidade anormais. Pesquisadores debatem porque, o novo estudo indica que o congestionamento nos axônios é o provável "culpado" pelas placas cheias de amilóde e emaranhados de Tau. Mais que isso afirma Goldstein, o congestionamento pode explicar o papel da Tau no processo da doença. A tau é essencial para regular o tráfego nas vias axonais, e mesmo um leve bloqueio pode causar sério dano cerebral.

domingo, 22 de novembro de 2009

"Qual é a difernça entre Doença cérebro vasculares e Doença de Alzheimer?".


Recentes estudos epidemiológicos, tem mostrado que a Doença de Alzheimer (DA), frequentemente, ocorre junto com doenças cérebro vasculares, especialmente no idoso. Quando se manifestam juntas, causam mais danos ao cérebro do que quando sozinhas.(Stuss,et al 2008)
A doença cérebro vascular é caracterizada por mudanças patológicas no cérebro que ocorrem como resultado de anormalidade na vascularização cerebral.
É comum, os deficits cognitivos causados por esta doença serem mascarados por óbvios deficits sensoriomotores e consequentemente elas não serem diagnosticadas. Essa doença é o resultados da perda sanguínea no tecido cerebral, que pode ocorrer tanto por oclusão como por hemorragia dos vasos sanguíneos.
Com relação a Doença de Alzheimer há uma perda substancial de neurônios. Ela é caracterizada pelos emaranhados neurofibrilares.
A prevenção de danos vasculares poderia reduzir o desenvolvimento e a expressão de demências associados a ambos processos citados.

"Convivendo e aprendendo com jovens, para viver mais"


Sabe-se que a atividade física beneficia os seres humanos, principalmente os idosos; mas exercitar-se num espaço social com pessoas jovens pode ser especialmente saudável. Estudos revelam, que por meio de interações sociais, adolescentes podem ajudar a melhorar as capacidades intelectuais e a saúde vascular dos mais velhos, aumentando até sua expectativa de vida. A psiquiatra Sharon Arkin, da Universidade do Arizona, realizou uma pesquisa com pacientes com a doença de Alzheimer, fazendo com que eles participassem de sessões de exercício com estudantes universitários. Resultado: a convivência foi fundamental para estabilizar o declínio cognitivo e melhorar o ânimo dos pacientes.

"Imaginação está intimamente ligada à boa memória".


Pessoas com grande imaginação tem também boa memória, afirma um estudo realizado na Universidade de Harvard e publicado na revista "Psychological Science". A memória episódica, responsável por nossas lembranças pessoais, permite que as pessoas se projetem para o futuro ou para o passado de forma fictícia num tempo subjetivo, explicam os autores.
Trabalhando com voluntários idosos, os pesquisadores concluíram, que quanto maior o declínio de memória episódica, mais comprometida se torna a capacidade imaginativa.

"Demência: primeiros passos"


Antes de aparecerem os sintomas cognitivos, a demência altera a forma como os idosos caminham. Andar sem rumo, fazer mudanças bruscas de direção ou pausas repentinas, são sinais de que pode haver distúrbio, mas por serem muito discretos, em geral a família não percebe.
Esses pacientes costumam ser levados ao médico em um estágio já adiantado, em que os problemas de memória são evidentes. No entanto, nesta fase as intervenções clínicas não são tão eficazes.
Para detectar o problema, de forma precoce, pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida desenvolveram um equipamento, usado no punho dos idosos, como um relógio, e que registra os padrões de marcha.
O equipamento ainda em fase de teste, consiste em um acelerômetro(que mede deslocamento) e um transmissor de radiofrequência( que envia os dados para um software específico.
Os pesquisadores, analisaram 20 voluntários residentes em uma instituição geriátrica e observaram com uma relação estatística significativa, padrões alterados de marcha, medidos pelos dispositivos, e diagnóstico de demência em estágio muito precoce, analisados por escalas usadas por geriatras. O artigo foi publicado pela revista "Technology Rewiew".

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"Aprender a olhar o outro ajuda autistas a interagir."


Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, desenvolveram um treinamento que ajuda jovens com transtornos de espectro autista a interagir socialmente. A técnica se baseia em jogos lúdicos e no que os cientistas chamaram de "teinamento do olhar", que ensina regras sociais básicas por meio da observação do comportamento do outro. Para a aplicação do tratamento, com duração de 12 sessões semanais, foram recrutados 33 adolescentes e seus pais- para os pesquisadores a presença da família é fundamental para o reforço do aprendizado nas situações cotidianas.
No experimento relatado no "Journal of Autism and Developmental Disorders", os pacientes foram comparados a um grupo controle, formado por jovens com os mesmos distúrbios, mas que não foram submetidos ao treinamento. Os resultados mostraram melhora significativa nas habilidades na interação social, observada tanto no relato dos pais como por meio de escalas psicológicas padronizadas.

"Toque afetivo ajuda a diminuir a dor física".



Sinais elétricos que informam o cérebro de que nossa pele está sendo tocada percorrem fibras neurais especializadas. A descoberta foi feita por cientistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, pode explicar por que o toque carinhoso consegue diminuir a intensidade da dor física. Usando uma técnica conhecida como microneurografia, os pesquisadores "seguiram" esses impulsos no braço de voluntários e observaram também que, quanto maior sua frequência- proporcional à intensidade do afago- maior a sensação de prazer relatada pelos participantes. Essas fibras especializadas, uma vez estimuladas, são capazes de atenuar sinais dolorosos originados em outras partes do corpo, relataram os autores do artigo publicado na revista "Nature Neuroscience".

"Empatia causa dor"


Se, ao cair a criança bate o joelho, a mãe sente um tremor involuntário.
Há um explicação plausível para o talento materno no compartilhamento da dor.
Tânia Singer, do University College de Londres, "maltratou" 16 casais com leves impulsos elétricos.
Enquanto os casais recebiam alternadamente pequenos choques na mão, a pesquisadora media em um tomógrafo a atividade no cérebro das mulheres.
A simples observação do sofrimento da pessoa amada ativava no cérebro feminino as mesmas áreas de percepção associadas quando elas próprias sentem dor. Apenas as regiões do cérebro que auxiliam na avaliação local, e da intensidade do estímulo permaneceram inativas durante a observação. A compaixão feminina também não vai tão longe assim!
Com relação ao sexo masculino, o estudo não citou.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"Chorinho irressistível."


Às 4 horas da manhã o bebê chora. Basta começar a reclamar que um alarme interior soa nos pais. Pesquisadores da Universidade de Basiléia, Suiça, descobriram que um refinado mecanismo neurobiológico faz dos pais vítimas voluntárias desta coação. À partir do dia em que um descendente vem à luz, o cérebro dos pais tornam-se especialmente sensíveis à choros e gemidos.
O coordenador do estudo, Erich Seifritz, tocou para os casais de pais e indivíduos sem filhos, as mesmas fitas contendo risadas e choros de bebes e observou, por meio de ressonância magnética, quais áreas cerebrais eram ativadas.
No cérebro dos pais, os sons provocavam aumento imediato de atividade na amígdala. Esta região é responsável pelo surgimento e processamento dos sentimentos. Com suas lágrimas, a prole sinaliza algo errado. Os sentimentos de medo e preocupação do papai e da mamãe garantem à criança o cuidado de que necessita.
Pessoas sem filhos, porém, não se comoveram com os lamentos. Suas amígdalas só reagiram às risadas alegres. Isso demonstra que o receio paterno não é algo inato: o cérebro orienta-se por eventos biológicos e assume certas reações apenas quando realmente necessárias.
Mas as mulheres parecem ter uma característica independente do evento da maternidade: todas as participantes tinham uma percepção muito mais sensível dos ruídos infantis.
Isso porque tanto as risadas quanto os choros desativavam o córtex pré-frontal (CPF) do cérebro feminino. Trata-se de uma área com função de filtro, que entre os sinais emitidos ininterruptamente pelo ambiente, bloqueia aquelas aparentemente irrelevantes.
se a atividade do CPF diminui isso corresponde a uma "abertura do filtro". Por isso as mulheres reagem mais rapidamente às vozes dos bebes, estejam eles rindo ou chorando.
Homens porém permanecem completamente imperturbáveis. Sons positivos ou negativos foram incapazes de mudar a atividade em seu Córtex pré-frontal. E isso não ocorreu somente com solteirões convictos, mas também com pais amorosos.

Porque os stressados vivem menos?


Não é novidade que o stress pode encurtar a vida de uma pessoa, mas só recentemente pesquisadores descobriram como isso acontece dentro das células.
Cada cromossômo possui, em cada uma de suas extremidade, uma espécie de relógio do envelhecimento chamado telômero. Toda vez que a célula se divide, os telômeros são ligeiramente encurtados. No sistema imunológico, porém, uma enzima chamada telomerase preserva o tamanho destas estruturas.
Cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles - descobriram que o hormônio do streess- o cortisol- diminui a atividade da enzima telomerase, o que acaba causando uma aceleração do "envelhecimento" das defesas imunológicas. Logo, o organismo fica mais susceptível a doenças infecciosas e tumores, por exemplo.
O estudo foi publicado na revista Brain, Behavior and Immunity.