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quarta-feira, 20 de julho de 2011

"Estudo demonstra que o uso de Botox diminui empatia."



Um estudo publicado na Publicação Científica "Social Psychological and Personality Science", afirma que pessoas que receberam injeção de Botox no rosto, podem ter dificuldade de compreender pensamentos e emoções alheias,segundo os cientistas.

Os pesquisadores afirmaram que as rugas de expressão, como pés de galinha, linhas na testa, e vinco entre as sobrancelhas são essenciais na interpretação das emoções humanas.

Ao paralisar a musculatura do rosto, e reduzir essas marcas,o Botox, dificultaria o processo de empatia na comunicação entre indivíduos.Segundo David Neal, da Universidade do Sul da Califórnia, isso acontece porque, normalmente os seres humanos decifram as emoções alheias imitando involuntariamente as expressões uns dos outros.

"A comunicação humana pode ser muito sutil. Eliminar uma parte da informação- seja com a comunicação por e-mail e Twitter ou com a paralisia dos músculos da face- pode ser a diferença entre a comunicação bem sucedida e o fracasso", afirmou David Neal.

Para os pesquisadores,os pacientes que usam Botox, não conseguem entender as emoções de outras porque são incapazes de imita-las. "Esta inabilidade elimina uma parte crucial da comunicação interpessoal."

domingo, 26 de junho de 2011

"A saúde do marido melhora, quando a esposa se aposenta."



Pesquisas demonstram que os homens relatam uma piora no seu quadro de saúde geral quando se aposentam, entretanto, uma pesquisa realizada na Univarsidade de Missouri, nos Estados Unidos, demonstra que quando a situação se inverte, e é a mulher quem aposenta, a saúde do marido melhora.

De acordo com a pesquisadora Angela Curl, "quando mulheres se aposentam, elas podem monitorar a saúde de seus maridos mais de perto, levando-os ao médico regularmente, e fazendo com que eles tenham uma vida saudável. As mulheres tradicionalmente colocam a necessidade de todo mundo antes das delas mesmas, um comportamento que poderia colocar a saúde delas em risco".

Os pesquisadores aconselham que para evitar um declínio na saúde após a aposentadoria, a transição deve ser feita aos poucos, com diminuição gradual de horas e de envolvimento com o emprego.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

"Filhos de mães que tiveram depressão pós-parto, tem mais chance de desenvolver depressão."



Uma pesquisa realizada pela Universidade de Reading, no Reino Unido, mostrou que mães que desenvolveram depressão pós-parto, tem a chance aumentada de ter um filho que desenvolva depressão na adolescência.

A pesquisa acompanhou 100 mães ao longo de 16 anos, e constataram que 41,5% dos jovens cujas mães tiveram depressão pós-parto, também tinham sofrido de depressão. A taxa no grupo de mães saudáveis caiu para 12,5%.

Os resultados mostraram que as crianças cujo apego com as mães era pouco próximo durante a infância, tinham mais chance de desenvolver a doença assim como os meninos apresentaram maior risco do que as meninas.

sábado, 23 de abril de 2011

"O processo de socialização pode ser favorecido através de hormônio."



A ocitocina, mesmo na versão sintética, pode facilitar a aproximação social entre as pessoas. Recentemente diversas pesquisas têm demonstrado que este hormônio pode favorecer também, algumas das experiências interpessoais experimentadas por quem tem autismo.

Um desses estudos foi desenvolvido pela neurocientista Angela Sirigu, diretora de pesquisa do Centro de Neurociência Cognitiva de Bron, na França, e publicado em Proceedings of the National Academy of Sciences, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores recrutaram 13 voluntários adultos com autismo leve e apresentaram a eles um jogo de computador que consistia em arremessar uma bola aos outros participantes. Alguns dos jogadores se comportavam de modo menos cooperativo que os outros e, para obter sucesso, os voluntários precisavam identifica-los e evitar jogar-lhes a bola. mas só conseguiram isso após receberem uma dose de ocitocina. Com a administração do hormônio o desempenho deles passou a favorecer os jogadores mais cooperativos, de forma semelhante ao de pessoas sem o autismo.

Com placebo, não foram observados os mesmos resultados.

Estudos anteriores demonstraram que, em adultos, a ocitocina intensifica a capacidade de compreender emoções expressas na fala e diminui ações repetitivas. Já as crianças discernem melhor as intenções das pessoas, interpretando o olhar.

Embora ainda não tenham sido aprovados medicamentos com a substância, os pesquisadores acreditam que a ocitocina, se administrada logo após o diagnóstico de autismo, pode melhorar a qualidade de vida do paciente.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

" Algumas dicas do que não fazer diante a pessoa com Alzheimer."



O site "Alzheimer Argentina", apresenta o texto "Lo que no se debe", que são dicas muito boas para o que não se deve fazer com pacientes de Alzheimer.

1) Nunca discuta com o paciente, concorde com ele;

2) Nunca tente argumentar com ele, distraia-o, mude o foco da sua atenção;

3) Nunca demonstre vergonha dele, mostre orgulho;

4) Nunca tente ensinar-lhe;

5) Nunca peça para ele lembrar de situações, lembre-o de coisas importantes e eventos;

6) Nunca diga "eu avisei", repita quantas vezes for necessário;

7) Nunca diga "você não consegue", diga "faça o que puder";

8) Nunca exija ou ordene, peça ou mostre;

9) Não desencoraje-o, incentive-o;

10) Nunca force-o.

Estas são "dicas" muito importantes, vale a pena leva-las a sério!

quarta-feira, 9 de março de 2011

"As pessoas que se sentem amadas, valorizam menos às coisas materiais."


Um estudo realizado por cientistas da Universidade de New Hampshire e Yale, nos EUA, concluíram que pessoas que se sentem mais seguras em receber amor e aceitação por parte dos outros, atribuem menos valor monetário aos seus bens.
No experimento, os pesquisadores mediram o quanto as pessoas valorizavam ítens comuns, como um cobertor ou uma caneta.
Em alguns casos, as pessoas que não se sentiam seguras deram um valor a um ítem, 5 vezes maior do que o valor atribuído ao mesmo ítem por pessoas mais seguras.
"As pessoas valorizam suas posses, em parte, porque esses bens lhes dão uma sensação de proteção, segurança e conforto", explica o Dr. Edward Lemay, o líder do estudo.
"Mas o que descobrimos foi que, se as pessoas já tem um sentimento de serem amadas e aceitas pelos outros, o que também fornece uma sensação de proteção, segurança e conforto, esses pertences perdem o valor".
"Essas descobertas parecem ser particularmente relevantes para compreender porque as pessoas guardam bens que não são mais úteis."

terça-feira, 1 de março de 2011

"Aptidão musical pode ter uma base genética."


Uma pesquisa feita na Universidade de Helsinki (Finlândia),estudou a base biológica da música nos seres humanos.
O estudo reuniu 437 indivíduos de 8 a 93 anos, membros de 31 famílias finlandesas.Os participantes foram selecionados de acordo com suas habilidades e conhecimentos de música, sendo profissionais,amadores ou não tendo nenhuma educação musical. Essas pessoas tiveram seus hábitos de escutar música definidos como ativos (ouvir música prestando atenção a ela e ir a shows)ou passivos (ouvir música como fundo,para outra atividade).Eles também foram testados quanto a aptidão musical através de testes e tiveram amostras de DNA recolhidas.
Os resultados mostram que as pessoas que receberam educação musical,tiveram notas mais altas nos testes,e mostraram ser mais musicalmente criativas e passaram mais tempo escutando música ativamente.Pesquisas recentes tiveram resultados que estão de acordo com os resultados pelos pesquisadores finlandeses. Estudos genéticos mostraram que famílias tendem a "agrupar"
talentos ou incapacidades relacionadas a arte,como surdez para tons ou ouvidos absoluto.
A pesquisa sugere uma relação entre aptidão musical e a presença de gene AVPR1A,que está associado ao comportamento humano e de outras espécies.Ele afeta a comunicação social e ligações emocionais.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"A auto-estima está mais valorizada pelos jovens do que o sexo."


Uma pesquisa realizada na Universidade do estado de Ohio,nos Estados Unidos,demonstra que os estudantes universitários valorizam um aumento na sua auto-estima mais do que qualquer outra atividade agradável.
Entre as atividades colocadas em segundo plano, em nome do aumento da auto-estima, estão o sexo, as comidas favoritas, o álcool, encontrar o melhor amigo ou receber uma quantia em dinheiro.
O estudo deverá ser publicado na nova edicão do Journal of Personality,e contou com a participação de Scott Moeller e Jennifer Crocker.O principal autor da equipe de pesquisadores, Brad Bushman, comentou: "É surpreendente como o desejo de se sentir valoroso e digno,bate praticamente qualquer outra atividade agradável que você possa imaginar."
Em dois estudo,os pesquisadores perguntaram a estudantes universitários, quanto eles desejavam e quanto eles gostavam de várias atividades prazerosas,como a sua comida favorita ou encontrar com seu melhor amigo -eles davam notas de 1 a 5 para a intensidade de seus desejos.
Entre os ítens que constavam nas opções estavam experiências que elevam a auto-estima, tais como tirar uma boa nota, ou receber um elogio.
"Descobrimos que a auto-estima superou todos os outros premios na mente desses estudantes universitários", conta Bushman.
O pesquisador afirma que não há nada de errado com um senso saudável de auto-estima.
Mas os resultados deste estudo sugerem que muitos jovens podem estar centrados demais em reforçar sua auto-estima.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Brincar com os filhos, ajuda a garantir a saúde mental deles."


A conclusão de um estudo publicado este mês na revista Developmente and Psychopathology e realizado na Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos, é de que aprender um hobby ou outra tarefa complexa na infância com a ajuda de um adulto de confiança pode ajudar a proteger as crianças contra o surgimento de transtornos de personalidade mais tarde na vida.
Passar o tempo com uma criança, lendo para ela, ajudando nos trabalhos escolares ou ensinando-lhes a organizar as coisas, contribui para promover uma melhor saúde psicológica na idade adulta.
"A forte conexão interpessoal e as habilidades sociais que as crianças aprendem ao ter relacionamentos ativos com os adultos, melhora o desenvolvimento psicológico positivo", disse o principal autor do estudo, Mark F. Lenzenweger.
"Com isso, a criança desenvolve seu próprio sistema de afiliação-sua conexão com o mundo das pessoas. Sem esse sistema, a forma como a criança se conecta com os outros seres humanos pode ser severamente prejudicada. E, como eu descobri, é esse comprometimento que prediz o aparecimento de sintomas de personalidade esquizóde no início da idade adulta e mais tarde", explica Lenzenweger. Ele diz que a verdadeira importância de suas descobertas é que elas ressaltam a importância de se envolver ativamente com as crianças durante seus anos de formação-o que é particularmente relevante nesta época de creches, TV, videogames e jogos de realidade virtual na internet.
As relações interpessoais alimentam uma vontade de se envolver com os outros, que é a base psicológica da experiência humana. Nos indivíduos com transtornos de personalidade, essa vontade de manter contato com outras pessoas é marcadamente ausente.
O pesquisador ressalta que o grande foco dos estudos anteriores sobre o tema tem sido a influência genética- seriam as nossas tendências herdadas que ditariam nossas respostas psicológicas e comportamentais para o tipo de situação e o stress que a vida sempre joga sobre nós.
Mas o novo estudo mostra que a experiência social nos primeiros anos de vida é um forte preditor de um melhor ajustamento na vida adulta.
Agora o pesquisador pretende estudar simultâneamente os dois aspectos- psicológicos e genéticos- para identificar o peso de cada um dos fatores na saúde mental dos adultos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

"O vínculo da crianca com sua mãe, tem influência nas escolhas e no humor."


A conclusão de um estudo desenvolvido na Universidade de Colúmbia por Jonathan Levav e publicada na Psychological Science, é de que: a forte ligação emocional entre mães e filhos, aumenta a vontade infantil de explorar o mundo- um efeito que é observado também no reino animal. A nova descoberta deste estudo é que este efeito, também se reflete na vida adulta.Uma lembrança do toque materno ou do som de sua voz é suficiente para mudar o humor das pessoas, afetando até a tomada de decisões.
Um grupo de estudantes de Adiministracão de Empresas teve de escolher entre apostas seguras- títulos com 4% de retorno anual- e jogos arriscados, como investimento na bolsa,por exemplo. Na metade dos casos, os pesquisadores tocavam levemente no ombro dos voluntários antes de dar as instruções. Os estudantes de ambos os sexos tocados por uma pesquisadora tiveram maior propensão a fazer apostas de risco do que aqueles confortados por um homem. "O toque feminino pode ter despertado associações primárias, inspirando a mesma atitude observada em crianças pequenas com mães que as apoiam", explica o autor principal do estudo.
Para confirmar que o toque de uma mulher remete a sentimentos de segurança, os pesquisadores pediram a outro grupo para tomar decisões financeiras após um exercício no qual metade deles escreveu sobre uma época em que sentiam apoiados e seguros, enquanto a outra parte abordou justamente o oposto.Evocar uma sensação de insegurança deixou os voluntários do segundo grupo especialmente receptivos ao contato das pesquisadoras e mais dispostos a correr riscos.
No entanto, o toque não é a única fonte de conforto maternal. Em outro estudo, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison "estressaram um grupo de meninos de 7 a 12 anos com exercícios de matemática e oratória. Logo depois reuniram algumas com suas mães e às outras ofereceram apenas uma ligação telefônica. As garotas que apenas falaram com as mães liberaram tanta ocitocina,o hormônio dos vínculos sociais, quanto as que puderam abraça-las.Os dois grupos tiveram níveis igualmente baixos de cortisol, o hormônio do stress,o que pode explicar por que tantas pessoas ligam para a mãe quando estão tristes.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"Estudo sugere que ter filhos pode turbinar o cérebro da mulher."


Um estudo do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, sugere que as novas mamães apresentam modificações no cérebro que podem ajuda-las a enfrentar essa nova fase da vida. Avaliando imagens de exames de Ressonância Magnética do cérebro de 19 mulheres que tiveram filhos, os cientistas descobriram que os cérebros das mamães de primeira viagem, tem um aumento significativo de volume em áreas associadas à motivação materna, ao processamento das emoções, à integração sensorial e a razão e julgamento.
A comparação das imagens retiradas do cérebro de novas mães de 2 a 4 semanas e de 3 a 4 meses após o nascimento mostrou que a massa cinzenta havia crescido um pouco- mas de forma significativa- em diversas regiões do cérebro. E aquelas que classificavam seu bebê como especiais,bonitos, ideais e perfeitos eram mais propensos a desenvolver mais a região central do cérebro do que as mães "menos corujas".
Segundo os pesquisadores, as hormonais após o nascimento e o estímulo sensorial do contato com o bebê podem ser os fatores responsáveis pelo desenvolvimento em algumas áreas do cérebro dos adultos- o que permite que as novas mães "orquestrem um novo e maior repertório de comportamentos interativos complexos com os bebes."
"A motivação para cuidar de um bebê e os traços característicos da maternidade podem ser menos uma resposta instintiva e mais um resultado da construção ativa do cérebro", escreveu o neurocientista Craig Kinsley, em editorial da revista Behavioral Neuroscience, onde o estudo foi publicado.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

"Homens tem sua produção de hormônios aumentada com o nascimento de filho."


Uma pesquisa da Universidade de Bai-Ilan, em Israel, afirma que homens, ao se tornarem pais, passam por um processo de aumento de produção de hormônios semelhantes ao das mulheres que viram mães. Observou-se que os pais também passam a produzir mais neuroquímicos que ajudam a torna-los mais afetuosos, o que auxilia no processo de paternidade.
Os hormônios oxitocina e prolactina são produzidos em maior quantidade na mulher do que nos homens devido a processos físicos ligados à gravidez.
A pesquisa foi feita através da análise dos níveis hormonais de 43 pais, 6 meses depois do nascimento dos seus filhos.
Os cientistas acharam um padrão entre o nível de hormônio e a habilidade dos pais se relacionarem bem com os seus bebês, o que foi analisado através de filmagem da relação interpessoal entre eles. Observou-se que quanto mais hormônios cada homem produzia, melhores eram suas habilidades paternas, na hora de brincar e se comunicar com a criança.
"Esta parece ser uma forma que a evolução encontrou para ajudar a transformar os homens em bons pais assim que eles tem filhos", disse a pesquisadora Ruth Feldman.
"Estes hormônios parecem ter um papel importante na forma como os homens se relacionam com os seus filhos recém-nascidos", completa Feldman.
A pesquisa foi publicada na revista científica Hormones and Behavior.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

"Algumas dicas para se comunicar com pessoas com Alzheimer."


Saber se comunicar com pessoas com Alzheimer em fases mais avançadas, é muito importante; vamos saber estimular e também manter contato com aquela pessoa que amamos.
Através do post do Alzheimer's Reading Room podemos aprender algumas dicas:
1) Faça contato visual: sempre ao aborda-la cara a cara, faça contato visual. Use o seu nome, se for necessário. É vital que eles realmente vejam você e que a atenção esteja focada em você. Sempre o aborde de frente, se aproximar e falar do lado ou atrás, pode assusta-los.
2) Fique em seu nível: a cabeça dele deve estar deve estar no mesmo nível da sua cabeça . Flexione os joelhos ou sente-se para chegar a este nível. Não passe o braço sobre eles, isso pode ser assustador e intimidante. Eles não podem se concentrar em você, caso esteja focado em seu medo.
3) Diga a ele o que você vai fazer, antes de fazê-lo: especialmente se você está indo toca-lo. Ele precisa saber o que vem primeiro, para que não pense que você está agarrando-o.
4) Fale com calma: Sempre fale de uma forma calma, com um tom otimista de voz, mesmo se você não se sentir assim. Se você está agitado ou irritado, ele pode se espelhar.
5) Fale devagar: falar menos da metade da sua velocidade normal, quando falar com eles. Tome uma respiração em cada frase.
6) Falar em frases curtas: falar em frases curtas e diretas, com apenas uma idéia por frase. Normalmente ele só pode se concentrar em apenas uma idéia em um momento. Só uma pergunta de cada vez. Deixe-o responder antes de fazer outra pergunta. Você pode perguntar quem, o que, onde e quando, mas não pode perguntar por que. Porque é muito complicado. Ele pode tentar responder e ficar frustrado.
7) Não diga para "se lembrar": muitas vezes ele não é capaz de fazê-lo, e você está apenas apontando os seus defeitos. Isso é um insulto, e pode causar raiva e/ou constrangimento.
8) Use frases diretas, positivas e inclusivas. Por exemplo, dizer: "vamos aqui", em vez de "não vamos aqui". Ser inclusivo e não falando baixo, como se fosse uma criança. Respeitar sempre o fato de que ele é um adulto, e trata-lo como tal.
9) Não discuta com eles. Isso não leva a lugar nenhum. Em vez disso, valide seus sentimentos, dizendo: "Eu vejo que você está irritado( triste, chateado etc...). Essa postura permite que ele saiba que não está sozinho. Depois redireciona-lo para outro pensamento. Por exemplo: "parece que você sempre esteve muito com sua mãe(marido, pai etc...). Você a ama muito, não é? Diga-me sobre o tempo... Então pergunte uma de suas histórias favoritas sobre essa pessoa.
Dicas como essas de comunicação podem ajudar muito a ter e trazer mais qualidade de vida em um contexto com pessoas com Alzheimer.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

"Bebês desenvolvem importante capacidade social aos 5 mêses."


Aos 5 meses de idade, os bebes desenvolvem uma importante capacidade social, designada por atenção conjunta(observam o mesmo objeto com o adulto), revela um estudo publicado na revista "Biology Letters".
O termo "atenção conjunta", refere-se à capacidade que demonstram os indivíduos para coordenar a atenção com um interlocutor social em relação a algum objeto ou acontecimento; uma alteração nessa habilidade inicial, e especialmente uma capacidade deficitária para iniciar a atenção conjunta, é um dos principais sintomas do Autismo.
No estudo liderado por Tobias Grossmann e Merk Johnson de Berkbeck da University of London, usando um programa de computador, mostraram aos bebes imagens de rosto de um adulto que olhava para ele e depois desviava o olhar para um objeto ao seu lado, de modo a criar atenção conjunta para este objeto. A um outro grupo de bebes foram mostradas imagens do rosto de um adulto que não faziam contato visula com eles.
Enquanto decorria a experiência, foi usada uma técnica conhecida como "espectroscopia de infravermelho próximo"(NIR, sigla em inglês) para examinar que áreas do cérebro do bebê eram ativadas quando, em conjunto com o adulto, prestavam atenção ao objeto.
Os investigadores verificaram que os bebes envolvidos nesta atenção conjunta com o adulto utilizam uma região específica do cérebro conhecida como "córtex pré-frontal esquerdo", uma área do cérebro envolvida em comportamentos cognitivos e sociais complexos.

sábado, 30 de janeiro de 2010

"A relação hormonal entre mãe e bebê na amamentação."


Os bebês humanos, acionam neurofisiologicamente sua mãe para que ela possa amamenta-lo.
No processo de amamentação estão envolvidos dois hormônios: a prolactina e a ocitocina, ambos são secretados pela hipófise materna e são influenciados por estímulos afetivos e cognitivos (emocionais e ambientais). O olhar e o choro da criança, indicativos do apego, são fundamentais para estimular o reflexo hormonal. Em contra partida, o desconforto materno e emoções como ansiedade, vergonha, stress, etc. podem inibir o processo de amamentação.

"O que é a síndrome do hospitalismo?"


Após a segunda guerra mundial, René Spitz, se tornou o pioneiro no estudo de bebês. Ele observou bebês separados de seus pais (orfãos ou abandonados) e deixados em abrigos ou hospitais, onde recebiam cuidados físicos, mas pouco afeto ou atenção. Através do conceito de hospitalismo, ele descreve os efeitos terríveis da falta de atenção qualitativa aos bebês. Neste estado o bebê gradualmente perde o interesse no meio que o cerca, torna-se apático, sem tonicidade motora, podendo deixar de se alimentar e, em casos extremos de privação materna, até mesmo morrer. Pode-se concluir ,através das observações de Spitz, que um bebê pode abandonar o seu desejo de viver, se não for investido de amor e atenção.

sábado, 2 de janeiro de 2010

"Carinho: impacto sobre o cérebro."


No campo das Neurociências, uma das grandes descobertas da última década é a de que o carinho tem enorme impacto sobre o cérebro.
De acordo com Suzana Herculano-Houzel, neurocientista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
"Estudos recentes mostram que relações estáveis estimulam a saúde mental e física e até prolongam a vida. Pesquisa da Escola de saúde pública de Harward, em Boston, mostrou que homens idosos com muitos amigos tem no sangue uma concentração muito menor da interleucina-6 (que causa a inflamação e é considerada fator de risco para doenças cardiovasculares), em comparação aos mais solitários.
Pesquisas também revelam que pessoas que cultivam relacionamentos conjugais harmoniosos e/ou tem pessoas com que de fato podem contar adoecem menos e vivem mais do que as que tem poucos relacionamentos afetivos. O carinho, este tipo particular de toque, com pressão moderada e movimento lento sobre a pele, é detectado por fibras neurais, que levam a informação à ínsula. À partir daí, os efeitos são distribuídos pelo cérebro: o hipotálamo diminui os níveis corporais de hormônio do stress. Os músculos relaxam e, ao sentir o corpo menos tenso, o cérebro também relaxa. Com menos stress para o corpo o cérebro aumenta a sensação de bem estar. Com o tempo, os neurônios do hipocampo são mantidos mais saudáveis, já que sua atrofia ao longo dos anos adultos é diretamente relacionada ao stress- incluindo a solidão.
Vamos estimular o toque, introduzindo-o na rotina do idoso o carinho frequente.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

"Consequências hormonais do abandono"


Mesmo anos depois da adoção, crianças abandonadas ou negligênciadas podem apresentar problemas de adaptação social. Se os primeiros anos foram vividos em instituições, é possível que desenvolvam dificuldades para criar laços duradouros e íntimos. O psicólogo americano Seth Polack, da Universidade de Wisconsin, aponta causas biológicas muito concretas para que isso ocorra: a falta de oxitocina e vasopressina- dois neuro-hormônios que influenciam fortemente o estado emocional.
Polack observou, 18 órfãos brincando no colo de suas mães adotivas, enquanto elas lhes faziam cócegas, contaram seus dedos e sussurraram gracejos. Em seguida, o psicólogo comparou a taxa de neuropeptídeos presentes na urina das crianças com valores obtidos em exames de 21 crianças da mesma idade sob os cuidados de pais biológicos. Crianças adotivas em geral, apresentavam menor quantidade de vasopressina no sangue. Além disso, a taxa de oxitocina não se elevava após a brincadeira, diferentemente do que acontecia com as crianças do grupo de comparação. O psicólogo atribui os resultados a experiências anteriores dos órfãos que nos primeiros meses de vida tinham recebido pouca atenção.

sábado, 14 de novembro de 2009

"Imitação fortalece vínculo afetivos em primatas"


O ato de imitar o semelhante é importante para estreitar laços afetivos entre os primatas. Uma pesquisa com macacos-prego, realizada por cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde, nos EUA, apoia esta ideia - já demonstrada por outros trabalhos. O curioso desta pesquisa, no entanto, é que as evidências vieram não da observação da imitação entre os próprios macacos, mas do comportamento dos animais em relação aos pesquisadores.
Segundo artigo sobre o resultado do experimento, publicado na revista Science, os macacos preferiram a companhia dos cientistas que os imitaram, em detrimento daqueles que não reproduziram seus gestos e expressões.
Os primatas não apenas gastaram mais tempo com os imitadores humanos como também preferiram participar de tarefas simples com eles, ignorando a solicitação dos pesquisadores que não os imitaram. Segundo os autores, a repetição de gestos e expressões parece ser compreendida como uma demonstração de empatia e tem um papel fundamental de grupos sociais.