domingo, 30 de outubro de 2011

"Processos empáticos podem ser melhor compreendidos através da sinestesia."



A empatia é a capacidade que temos, em algum grau, de distinguir as emoções dos outros e de experimenta-las.

Pesquisadores da Universidade College de Londres, descobriram que pessoas com sinestesia espelho-toque ( uma condição rara, na qual indivíduos sentem toques que vêem os outros receberem como carícia e agressões), tem maior habilidade em reconhecer emoções ao olhar para fotografias de rostos.

Cientistas acreditam que esse tipo de sinestesia, seja causado, em parte, pelos neurônios espelhos que acredita-se estar associado a empatia social.

No estudo, mais de 20 voluntários participaram da pesquisa publicada em fevereiro no Journal of Neurocience. Todos tinham alguma forma de sinestesia ( dez deles do tipo espelho-toque). Eles foram convidados a reconhecer emoções como raiva, cansaço e tédio em fotografias de rostos. Resultado: aqueles com sinestesia espelho-toque, identificaram corretamente 92% das expressões faciais nas imagens, enquanto a média de acertos dos outros participantes foi de 81%. Entretanto na segunda etapa do experimento, que consistia em memorizar faces, todos os participantes tiveram desempenho semelhante.

Para Michael Banessy (neurocientista e um dos responsáveis pelo estudo) os resultados apontam que os circuitos neurais envolvidos no reconhecimento de emoções são diferentes dos que atuam na percepção da identidade facial.

"Isso indica que a capacidade de simulação somatossensorial é uma engrenagem importante na percepção de sentimentos do outro e no processo de empatia", diz.

A intenção dos pesquisadores é avaliar se esse "sistema de espelhamento" pode estar envolvido na aquisição de comportamentos aprendidos por imitação, como a linguagem, e se ele pode ser identificado em autistas.

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