quarta-feira, 28 de abril de 2010

"Sonhos ajudam o cérebro a fixar as memórias."


Uma pesquisa coordenada po cientistas do Beth Israel DeaconessMedical Center, nos EUA, indica que os sonhos podem ser uma forma que o cérebro adormecido tem de dizer que está ocupado em pleno trabalho de consolidação da memória. A pesquisa foi publicada na edição on-line da Revista Currente Biologgy.
"O que nos deixou entusiasmados é que após quase um século de debates sobre a função dos sonhos, esse estudo mostrou que os sonhos são a maneira de o cérebro processar,integrar e realmente compreender novas informações", disse Robert Stickgold, um dos autores do estudo.
"Os sonhos são uma clara indicação que o cérebro adormecido está trabalhando com memórias em múltiplos níveis, incluindo formas que terão um impacto direto na melhoria da execução de tarefas aprendidas", apontou.
Os cientistas examinaram 99 voluntários que foram submetidos a atividades em um video-game em 3 dimensões, no qual tinham que navegar por cenários virtuais com o objetivo de chegar o mais rapidamente possível na saída.
Após o treinamento virtual, os participantes foram divididos em 2 grupos: o primeiro tirou um cochilo em média de 90 minutos e o segundo permaneceu acordado em atividades tranquilas. Em diversos momentos, os integrantes do segundo grupo eram questionados sobre o que estavam pensando. Os que tiraram uma soneca diziam depois o que lembravam de seus sonhos.
Os que se mantinham acordados não mostraram melhoria no rendimento dos exercícios feitos posteriormente, ainda que tivessem pensado no mesmo durante o período de descanso, o que, em teoria, daria mais chance para se sair melhor.
Dos que dormiram, aqueles que não descreveram sonhos relacionados ao mundo virtual no qual interagiram, também não apresentaram melhoria no aproveitamento dos exercícios.
Mas os que sonharam com os ambientes tridimensionais, tiveram uma melhoria considerada dramática, dez vezes superior aos que dormiram e não sonharam com o exercício.
"Os que sonharam descreveram cenários diversos, com pessoas em pontos específicos nos ambientes, de estar perdido numa caverna, ou mesmo de ouvir a música de fundo do vídeo-game", disse Erin Wamsley, outro autor do estudo.
Segundo os cientistas os resultados indicam que não só o sono foi necessário para consolidar as memórias( como já havia sido provado em outros estudos), mas que os sonhos se mostrara como uma espécie de reflexo da atividade cerebral intensa nas tarefas de consolidação da memória.
"Mas não estamos dizendo que quando se aprende algo, é o sonho o responsável. Em vez disso, aparentemente quando temos uma nova experiência ela dispara uma série de eventos paralelos que faz com que o cérebro consolide e processe as memórias", disse Stickgold.

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