sábado, 5 de novembro de 2011

"Pessoas em estado de tranquilidade gastam mais".



Um estudo realizado por americanos e asiáticos, comprovou o que empiricamente os cassinos já haviam descoberto. Pessoas que estão relaxadas gastam muito mais livremente do que aquelas que não estão muito à vontade.

Os pesquisadores induziram as mais de 670 pessoas avaliadas a determinados estados emocionais utilizando uma variedade de estímulos visuais e sonoros cuidadosamente escolhidos. Depois de serem induzidas a uma condição "relaxada" ou a uma "menos relaxada, mas igualmente agradável", as pessoas foram solicitadas a avaliar o valor monetário de diversos produtos.

Em todos os 6 experimentos conduzidos, as pessoas que se sentiam mais relaxadas atribuíam valores monetários mais elevados, ou seja, gastavam mais dinheiro.

Por que o relaxamento nos torna mais propensos à gastar? É que quando nos sentimos seguros, somos mais capazes de concentrar nossa atenção em todas as potenciais recompensas em jogo. Ao invés de nos preocuparmos com o preço, contemplamos as vantagens de termos determinados objetos.

O mesmo conceito adotado pelos novos cassinos, enfatizando a importância do relaxamento, já vem sendo adotado por diversos outros tipos de estabelecimentos, desde hotéis a shopping centers.

domingo, 30 de outubro de 2011

"Processos empáticos podem ser melhor compreendidos através da sinestesia."



A empatia é a capacidade que temos, em algum grau, de distinguir as emoções dos outros e de experimenta-las.

Pesquisadores da Universidade College de Londres, descobriram que pessoas com sinestesia espelho-toque ( uma condição rara, na qual indivíduos sentem toques que vêem os outros receberem como carícia e agressões), tem maior habilidade em reconhecer emoções ao olhar para fotografias de rostos.

Cientistas acreditam que esse tipo de sinestesia, seja causado, em parte, pelos neurônios espelhos que acredita-se estar associado a empatia social.

No estudo, mais de 20 voluntários participaram da pesquisa publicada em fevereiro no Journal of Neurocience. Todos tinham alguma forma de sinestesia ( dez deles do tipo espelho-toque). Eles foram convidados a reconhecer emoções como raiva, cansaço e tédio em fotografias de rostos. Resultado: aqueles com sinestesia espelho-toque, identificaram corretamente 92% das expressões faciais nas imagens, enquanto a média de acertos dos outros participantes foi de 81%. Entretanto na segunda etapa do experimento, que consistia em memorizar faces, todos os participantes tiveram desempenho semelhante.

Para Michael Banessy (neurocientista e um dos responsáveis pelo estudo) os resultados apontam que os circuitos neurais envolvidos no reconhecimento de emoções são diferentes dos que atuam na percepção da identidade facial.

"Isso indica que a capacidade de simulação somatossensorial é uma engrenagem importante na percepção de sentimentos do outro e no processo de empatia", diz.

A intenção dos pesquisadores é avaliar se esse "sistema de espelhamento" pode estar envolvido na aquisição de comportamentos aprendidos por imitação, como a linguagem, e se ele pode ser identificado em autistas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Mapas cerebrais ajudam na orientação espacial".



Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, na Filadelfia, relataram que as pessoas se orientam com a ajuda de esquemas cognitivos, nos quais células neurais específicas são responsáveis pelo reconhecimento de locais e distâncias.

Eles descobriram pela primeira vez neurônios cuja atividade mostra em que direção fica o ponto final de um movimento.

O neurocientista Joshua Jacobs e seus colegas trabalharam com pacientes epiléticos, implantando-lhes finos eletrôdos no cérebro para obter um diagnóstico mais exato do foco epilético. Assim, os neurologistas puderam registrar os sinais de cada célula no córtex e no hipocampo, uma região que tem, entre outras funções, participar da memória espacial. Durante os testes, os voluntários dirigiam um táxi virtual até locais estipulados em um percurso circular no monitor do computador. Quanto mais a pessoa tinha de virar para a direita para olhar para a direção desejada, mais células corticais se agitavam. Outros neurônios por sua vez, se fortaleciam quando o movimento era para a esquerda.

Experimentos em ratos confirmaram a existência de outros tipos de células de navegação cujos sinais indicam, por exemplo, a distância a ser percorrida até outro local.

Neurônios do hipocampo, porém, reagem apenas quando nos encontramos em determinado lugar. Segundo Jacobs, os novos resultados indicam que o córtex processa as informações espaciais em um nível mais abstrato, enquanto o hipocampo as associa a espaços concretos.

sábado, 15 de outubro de 2011

"Nove sinais de possível início da Demência de Alzheimer."



1) Ter problemas para planejar coisas e manejar o dinheiro.

2) O juízo frente a certas situações se encontra afetado. Ex. Ultrapassar sinal vermelho, observar a comida queimando e não saber o que fazer...

3) Ter diabetes. O fato de ter diabetes dobra o risco da doença.

4) Não se lembrar do que comeu na refeição anterior.

5) Pisar com força na maioria dos semáforos. A dificuldade de diferenciar as luzes do semáforo, pode ser indicador, já que a doença interrompe a habilidade do cérebro para julgar a relação tempo-espaço.

6) Se tornar uma pessoa menos social.

7) Ficar nervoso com atividades cotidianas.

8) "Encontrar seu celular perdido na geladeira." Exemplos como este começam a se tornar frequante.

9) Confundir o nome dos objetos que vê.

Esses são sinais bem simples e básicos, que podem indicar que a demência está se instalando. O diagnóstico precoce pode ser importante na medida que pode-se, hoje em dia, retardar o processo degenerativo.

domingo, 2 de outubro de 2011

"A fadiga de decidir"



Em um estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences e realizado por pesquisadores da Ben-Gurion University, em Israel, e da Universidade Stanford, a rotina de juízes experientes foi acompanhada por um ano.

Os cientistas Jonathan Levav e Shai Danziger chegaram a analisar mais de 1100 julgamentos. Em média, foi concedido um de cada três pedidos de liberdade condicional. No entanto, foram libertados cerca de 70% dos prisioneiros julgados pela manhã, contra 10% dos que receberam a sentença no final da tarde. Segundo os pesquisadores, os réus foram ajudados ou prejudicados pela chamada "fadiga de decidir" (decision fatigue), termo cunhado pelo psicólogo Ray Baumeister, da Universidade Estadual da Flórida. Para o psicólogo, a "força de vontade"necessária para evitar recompensas imediatas depende de atividades mentais que exigem a tranferência de energia. Ou seja, após um dia cansativo de trabalho, é muito mais difícil tomar iniciativas mais simples, como resistir ao desejo de comer uma caixa de doces, ou mais complicadas, como julgar a inocência de alguém.

domingo, 25 de setembro de 2011

"Solucionamos melhor os problemas que não são nossos"



Pesquisadores da Universidade de Nova York, entre eles, Evan Polman e Kyle Enick, realizaram uma série de testes e descobriram que somos mais criativos quando temos de resolver problemas dos outros. Tudo por causa da chamada distância social.

Anteriormente pesquisadores já haviam demonstrado que uma maior distancia temporal e física nos ajuda a pensar de forma mais abstrata. Assim, conseguimos solucionar mais facilmente um problema quando imaginamos confrontados por eles em um lugar distante e em um tempo futuro. Agora, Polman e Emich descobriram que a distancia social pode ter o mesmo benefício psicológico.

O estudo foi realizado com centenas de voluntários e realizado em várias etapas. Na primeira, os participantes tiveram que desenhar alienígenas para estórias que eles mesmos escreviam e para estórias dos outros.

Os desenhos mais criativos foram aqueles feitos para as tramas alheias. Em outra etapa, os cientistas testaram a distancia psicológica. Descobriu-se que é mais fácil ter idéias para completos desconhecidos do que para pessoas que tem alguma coisa em comum com você. (a mesma data de nascimento, por exemplo.)

Depois, o pessoal teve que resolver um desafio hipotético de escapar de uma torre. Os voluntários que imaginavam a si mesmos na situação, tiveram 48% de sucesso. Quando pensavam que o problema eram com os outros, a porcentagem chegou a 66%. E as soluções criadas também foram mais criativas nesse caso.

A descoberta da eficiência da distancia psicológica foi comemorada. "Saber disso é valioso não apenas para os pesquisadores em psicologia social, tomada de decisão, marketing e gestão, mas também deve ser de interesse considerável para os negociadores, gerentes, designer de produtos, marketing e anunciantes, entre muitos outros", disseram eles.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"A área cerebral para julgar e punir são distintas."



Segundo uma pesquisa publicada pela revista científica Neuron, a elaboração do processo de julgar e punir, ocorrem em duas áreas distintas: uma ligada a análise lógica e racionais e outra vinculada às emoções.

Um grupo de pesquisa, composto por juristas e neurocientistas da Universidade Vanderbult, no Tennessee, mostrou diversas reconstituições de crimes e explicou para os voluntários o delito cometido, as condições sócio-ambientais e as relações entre as pessoas envolvidas. Com base nessas informações, os participantes deveriam dar seu veredicto e indicar uma punição que variava de zero (nenhuma), a nove (máxima). Enquanto isso, tinham o cérebro monitorado por meio de Ressonância Magnética Funcional (fMRI). Após avaliar os resultados, os pesquisadores observaram que o córtex pré-frontal dorsolateral direito, ligado ao pensamento analítico, fora ativado quando as pessoas estavam pensando sobre a culpa do acusado- e quanto mais os voluntários acreditavam que o réu realmente havia cometido o crime, mais intensa era a ativação. Na hora de determinar a punição, porém foram acionadas a amígdala e o córtex cingulado, região normalmente acessadas quando as pessoas se sentem injustiçadas- o que mostra sua tendência a se identificar com a situação.

A conclusão indica que os julgamentos não são feitos de forma completamente racional, o que pode alterar o desfecho de uma situação, dependendo o grau de empatia que o juíz sente pelo réu.

sábado, 17 de setembro de 2011

" Cientistas descobrem características da depressão psicótica"



Um grupo de pesquisadores coordenado pela médica Cristina Marta Del Bem, do Departamento de Neurociência e Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, fizeram a correlação entre dados de neuroimagem e testes clínicos, e dão os primeiros passos para definir as diferenças clínicas e biológicas entre Depressão Psicótica e Não Psicótica.

O estudo foi realizado com 23 voluntários com Depressão Psicótica, 25 co Depressão Não Psicótica e 29 saudáveis. Os participantes foram submetidos a exames de neuroimagem, a avaliação clínica e a testes de memória verbal e visual.

Foi observado que embora todos os participantes apresentassem o mesmo grau de depressão, os com manifestações psicóticas prestaram mais atenção às imagens negativas ou às expressões de tristeza. "Eles não percebiam estímulos positivos que já havia sido visto ou acreditavam se lembrar de imagens negativas que, na realidade não tinham sido mostradas anteriormente. É como se eles apresentassem um viés para o que é ruim.", ressalta Cristina. Os exames físicos mostraram que os voluntários com Depressão Psicótica apresentaram, ainda, alterações do volume cerebral, notadas principalmente pela diminuição do istmo do giro do cíngulo, uma estrutura que faz parte do sistema límbico e é responsável pelas emoções.

Segundo os estudiosos, essa redução diferencia claramente os dois casos de Depressão estudados na pesquisa. Além disso, quanto mais grave o caso psicótico, menor era a região.

Os cientistas acreditam que o trabalho possa ajudar a descobrir até que ponto a Depressão com psicose pode estar ligada à percepção distorcida de um estímulo externo. "É uma hipótese que estamos levantando. A possibilidade de uma distorção na forma de ver estímulos externos é, a princípio, coerente com a percepção de delírios e alucinações", reforça Cristina.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"Para evitar sofrimento, o cérebro manipula lembranças".



Segundo um estudo publicado pelo Journal of Experimental Psychology, lembramos experiências desagradáveis com mais intensidade se sabemos que a situação poderá se repetir.

Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, na Pensylvânia, a da Universidade de Nova York, desenvolveram 7 experimentos para avaliar como os planos das pessoas moldam suas recordações. Em um dos testes 30 voluntários foram expostos ao ruído de um aspirador de pó por 40segundos.

Em seguida os pesquisadores disseram a 20 participantes que o estudo seria repetido. Aos demais foi informado que o trabalho havia terminado.

Após essas orientações os voluntários deveriam classificar seu nível de irritação em relação ao ruído. Todos os que esperavam ouvir o barulho de novo o consideraram mais desagradável. Os outros 6 experimentos, que também envolveram estímulos incômodos, levaram os mesmos resultados.

O psicólogo comportamental Jeff galak, da Universidade Carnegie Mellon, sugere que essa forma negativa de evocar um acontecimento, seja uma maneira de amenizar o sofrimento futuro. Os pesquisadores acreditam que entender esses mecanismos pode ajudar em casos de transtorno de stress pós-traumático.

sábado, 3 de setembro de 2011

" Doença de Alzheimer pode ser diagnosticada mais cedo"



Pesquisas discutidas na última Conferência Internacional da Associação Americana de Alzheimer são as novas promessas para o diagnóstico cada vez mais precoce da doença. Os estudos apresentam testes que consistem em detectar uma proteína na cérebro ou no sangue e em medir a largura de vasos sanguíneos na retina. Uma conclusão antecipada garante um tratamento mais eficaz, a ponto de retardar e até mesmo reverter a progressão do mal.

"As análises detectam alterações que ocorrem no cérebro do paciente. Antes havia apenas a ressonância magnética e a tomografia por emissão de pósitrons(PET). A tendência é que os resultados sejam conhecidos de forma bem mais rápida e, consequentemente, tenhamos mais sucesso nas ações contra os efeitos degenerativos", afirma a Dra. Sonia Brucki, vice-diretora do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia.

Outro teste que pode gerar um diagnóstico antecipado se encontra em processo de aprovação na Agência Americana para o controle de Alimentos e Remédios (FDA). Consiste em injetar no sangue um contraste que, por meio de tomografia, torna visíveis as placas da proteína beta-amilóide, que é tida como responsável por desencadear a doença- a ciência ainda não tem conhecimento do verdadeiro causador desse mal.

sábado, 27 de agosto de 2011

"Irmãos caçulas de autistas são mais propensos a ter o transtorno."



Os irmãos mais novos de autistas, têm em média, quase 19% a mais de chances de desenvolver este transtorno, segundo um estudo publicado nesta segunda -feira pela revista "Pedriatics", e liderado por Sally Ozonoff, do Departamento de Psiquiatria e Ciências da Conduta do Instituto MIND, do Centro Médico Davis da Universidade da Califórnia, os riscos são significantemente maiores para as crianças que tem um ou mais irmãos autistas.

A maioria dos casos ocorre em crianças do sexo masculino. Sabe-se que há uma causa genética no desenvolvimento do Autismo, e os casos aumentaram notavelmente nas últimas décadas.

Segundo o estudo, o risco de desenvolvimento de Autismo entre os irmãos caçulas meninos, é de 26% comparado com os 9% entre as irmãs mais novas de uma criança com esse mesmo problema.

Cerca de 32% das crianças que tinham pelo menos dois irmãos mais velhos autistas também foram diagnosticadas com Autismo, comparadas com as 13,5% das quais apenas um irmão mais velho tinha o transtorno.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Cérebros de gagos têm funcionamento incomum."



Um novo estudo realizado na Alemanha, sugere que os cérebros de pessoas que gaguejam desde a infância têm um funcionamento diferenciado. Através de experimentos, cientistas desenvolveram uma teoria que aponta que o lado direito do cérebro de um gago realiza tarefas que normalmente são desempenhadas pelo lado esquerdo.

Isso mostra que essas pessoas tem problemas para estabelecer uma ligação com o que elas escutam e o que elas dizem. De acordo com o pesquisador e neurologista Martin Sommer, da Universidade de Goettinger, a fala de um gago pode ser comparada a uma orquestra desorganizada. "A questão não são os elementos singulares em si, não os instrumentos. A questão é como ativa-los de uma forma coordenada e "sincronizada", ele afirma.

O estudo pode prover mais informações quanto ao tratamento e a cura desse mal.


domingo, 7 de agosto de 2011

"Engatinhar colobora para que o bebê seja mais cuidadoso com a altura."



Adquirir habilidades de movimentar-se com precisão requer que a criança atinja maturação neurológica e treine os movimentos. Um estudo recente realizado pela professora de psicologia Karen Adolph, da Universidade de Nova York, mostrou que a cada nova fase do desenvolvimento motor os bebês tem de reaprender a se manter seguros. A pesquisa foi feita com crianças de 12 a 18 meses entre rampas de madeira com diferentes alturas. As mães incentivavam as crianças a se locomoverem. Em geral os que vinham encaminhando havia meses e os que já andavam, não subiram em obstáculos muito altos. Mas vários bebês que estavam aprendendo a caminhar marcharam resolutos sobre os objetos- correndo o risco de quedas de até 90cm. "Acreditamos que isto signifique que os que engatinham aprendem a ter medo de altura. Eles sabem o que seus corpos nessas condições podem fazer. Quando o estilo de locomoção muda, precisam praticar para "recalibrar" a percepção de sua capacidade", observa Karen. Quando adultas, as pessoas se ajustam a limitações motoras em diversas situações como o transferir o peso do corpo para aliviar um pé dolorido ou tomar mais cuidado quando há gelo no chão, por exemplo. De acordo com o estudo, essas adaptações são desenvolvidas na infância, quando experimentamos os limites físicos e a possibilidade de cometer erros.

sábado, 6 de agosto de 2011

"Preocupação excessiva pode ter impacto sobre os relacionamentos."



A preocupação com uma coisa ou outra, todo mundo tem. Mas a preocupação pode chegar a níveis obsessivos, interferindo com a vida da pessoa e ameaçando seus relacionamentos sociais.

Essas pessoas sofrem do chamado Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), explica Amy Przeworski, da Universidade Case Western, nos EUA.

Indivíduos com esses transtornos colocam seus relacionamentos sociais no topo da lista de preocupações.

Entretanto, os métodos que eles usam para lidar com suas preocupações podem ser destrutivas.

Em sua pesquisa, Przeworski, definiu 4 formas destas pessoas lidarem com a ansiedade: intrusivo, frio, não assertivo e explorável.

"Todos os indivíduos com esses estilos preocupam-se na mesma intensidade, de forma extrema, mas manifestam essas preocupações de forma diferente", diz a pesquisadora.

Uma pessoa pode demonstrar sua preocupação de forma intrusiva, por exemplo, querendo saber o que está acontecendo com o marido (esposa) ou com os filhos a cada cinco minutos.

A outra forma seria a pessoa manifestar sua preocupação criticando o comportamento que ela acredita serem descuidados ou imprudentes. Ou ainda, pode "não exprimir-se", afastando-se do outro.

A pesquisadora sugere que as terapias para tratar o T.A.G. devem focar tanto as próprias preocupações, quanto os respectivos problemas interpessoais.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

"Efeito Google."



Uma pesquisa realizada na Universidade de Colúmbia, nos EUA, revela que o Google pode estar mudando o modo como nossos cérebros lembram as informações.

Em vários experimentos, a psicóloga Betsy Sparrow e seus colegas concluíram que as pessoas tendem a lembrar mais do que acreditam que não podem encontrar em sites de busca, e vice-e-versa.

Além disso, as pessoas recordam mais de onde podem obter o dado na internet do que os dados em si. "Desde que o advento de ferramentas de busca, estamos reorganizando o modo como lembrarmos das coisas. Nossos cérebros dependem da internet para memoria do mesmo modo que dependemos da memória de um amigo, familiar ou colega de trabalho", afirmou Betsy no estudo: "Google Effects on Memory: cognitive consequences of Houng Information at our Fingertips".

Os experimentos da equipe de Betsy sugerem que, quando enfrentam perguntas difíceis, as pessoas tendem a pensar com maior intensidade que a Internet lhes ajudará a encontrar as respostas. As conclusões mostram que as estratégias de aprendizado também estão mudando. Segundo o psicólogo Roddy Roediger, da Universidade de Washington, estamos passando parte de nossa memória para o Google e outros mecanismos de busca. Assim, a internet tornou-se uma forma primária de memória externa, onde a informação é armazenada fora do cérebro- o que não é muito diferente da era pré-internet, com as pessoas confiando a memória a livros e bibliotecas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Mais da metade dos casos de Alzheimer,segundo estudo americano, pode ser evitado."


O estudo foi conduzido pela Dra.Deborah Barnes, pesquisadora de Saúde Mental da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos EUA e traz como resultado que mais da metade de todos os casos da Doença de Alzheimer poderiam ser evitados por meio de mudancas do estilo de vida e do tratamento ou prevenção de doenças crônicas.

O estudo chamado de estudo de revisão,analisou de forma sistemática dados de pesquisa científicas realizados por inúmeros grupos de pesquisa ao redor do mundo, envolvendo no total centenas de milhares de participantes.

Barnes concluiu que,na média mundial, os principais fatores de risco para o Alzheimer que são modificáveis,em ordem decrescente de importância são:

1.Baixa escolaridade

2.Tabagismo

3.Sedentarismo

4.Depressão

5. Hipertensão na meia idade

6. Diabetes

7. Obesidade na meia idade


Juntos estes fatores de risco estão associados com 51% dos casos de Alzheimer em todo o mundo e 54% dos casos nos EUA.

"O que é entusiasmante é que isso sugere que algumas mudanças de estilo de vida muito simples,como o aumento das atividades físicas e deixar de fumar, podem ter um tremendo impacto na prevenção do Alzheimer e outras demências,nos EUA e no mundo",disse Barnes.

Os resultados do estudo foram publicados na conceituada revista The Lancet Neurology.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"Estudo demonstra que o uso de Botox diminui empatia."



Um estudo publicado na Publicação Científica "Social Psychological and Personality Science", afirma que pessoas que receberam injeção de Botox no rosto, podem ter dificuldade de compreender pensamentos e emoções alheias,segundo os cientistas.

Os pesquisadores afirmaram que as rugas de expressão, como pés de galinha, linhas na testa, e vinco entre as sobrancelhas são essenciais na interpretação das emoções humanas.

Ao paralisar a musculatura do rosto, e reduzir essas marcas,o Botox, dificultaria o processo de empatia na comunicação entre indivíduos.Segundo David Neal, da Universidade do Sul da Califórnia, isso acontece porque, normalmente os seres humanos decifram as emoções alheias imitando involuntariamente as expressões uns dos outros.

"A comunicação humana pode ser muito sutil. Eliminar uma parte da informação- seja com a comunicação por e-mail e Twitter ou com a paralisia dos músculos da face- pode ser a diferença entre a comunicação bem sucedida e o fracasso", afirmou David Neal.

Para os pesquisadores,os pacientes que usam Botox, não conseguem entender as emoções de outras porque são incapazes de imita-las. "Esta inabilidade elimina uma parte crucial da comunicação interpessoal."

terça-feira, 19 de julho de 2011

"O desempenho em provas é favorecido, se você escrever sobre suas angústias."



Dois artigos publicados na revista Science, sugerem que para algumas pessoas que têm mais dificuldade em armazenar novas informações e costumam ficar muito nervosas em avaliações escolares, estudar fazendo resumos do conteúdo lido ou ouvido e, pouco antes da prova, escrever a respeito das causas de sua angústia são técnicas que podem acelerar a aprendizagem e acalmar a ansiedade.

Em um dos estudos, psicólogos da Universidade de Chicago, solicitaram que os universitários escrevessem por dez minutos sobre suas idéias e angústias antes de realizar um teste. Os cientistas comprovaram que os estudantes que passaram por esse processo obtiveram melhores resultados no exame. Os pesquisadores acreditam que a técnica, bastante simples, pode ser usada para lidar com situações de pressão que exijam respostas mentais rápidas.

Na segunda pesquisa, psicólogos da Universidade Purdue, em Indiana, orientaram universitários a ler pequenos textos de ciências e, em seguida, escrever por 20 minutos, sobre o conteúdo aprendido. Os voluntários foram convidados a realizar uma prova uma semana depois. Observou-se que o desempenho deles foi 50% melhor que aqueles que haviam estudado escrevendo esquemas, método que relaciona palavras e conceitos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"A insegurança das pessoas aumenta sua atração por teorias extremistas."



Segundo estudo publicado no Journal of Experimental Social Psychology, a insegurança pode estar relacionada à tendência de aderir a grupos radicais e de simpatizar com teorias extremistas.
A pesquisa foi realizada pelo psicólogo Michael Hogg, da Claremont Graduate University, na Califórnia. Ele pediu a um grupo de voluntários, formado por universitários que evocasse momentos em que se sentiram indecisos, inseguros e isolados. Em seguida, o pesquisador perguntou aos participantes quais ações, na opinião deles, seriam mais efetivas para exigir melhorias da qualidade de ensino: bloqueio do campus, passeatas e protestos violentos ou condutas pacíficas como participar de reuniões, imprimir panfletos e enviar cartas aos jornais. Hogg observou que, quanto mais inseguras as pessoas se sentiam, maior a tendência a apoiar ações extremas e violentas. "Os grupos que de fora parecem mais fechados demonstram identidade claramente definida, o que pode ser tentador para alguém que está confuso", diz o psicólogo.

sábado, 9 de julho de 2011

"A leitura em Braile, ativa as áreas da visão no cérebro de cegos."



O neurocientista Amir Amedi, da Universidade Hebraica, em Jerusalém, demonstrou que: embora exista no córtex cerebral humano, regiões especializadas em processar informações captadas pelo sentido, em determinadas áreas, como as envolvidas na leitura, a divisão de tarefas é menos clara do que parece.

O autor da pesquisa, entregou textos para 16 voluntários: metade deles, que os recebeu escritos à tinta, enxergava e era alfabetizada; os outros 8 eram cegos de nascença, mas dominavam o sistema de leitura em Braile.

Enquanto liam, a atividade cerebral dos dois grupos eram monitoradas por Ressonância Magnética Funcional. de acordo com os resultados, todos os participantes apresentavam ativação das mesmas regiões cerebrais. Segundo Amedi, ao decodificar a escrita em Braile, os cegos utilizam não apenas áreas envolvidas na percepção do tato, mas também as visuais- elas seriam ativadas pelo formato das inscrições.