sexta-feira, 13 de agosto de 2010

"Stress pode diminuir chances de mulher engravidar."


Um estudo científico realizado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostrou pela primeira vez, que altos níveis de stress podem diminuir as chances de uma mulher engravidar.
Os cientistas mediram a quantidade de hormônios associados ao stress em mulheres que tentavam engravidar naturalmente, e concluíram que as mais stressadas tinham mais dificuldade em ficar grávidas.
O estudo, publicado na revista científica Fertility and Sterility, monitorou 274 mulheres saudáveis com idade entre 18 e 40 anos que tentavam ficar grávidas.
Especialistas já sabem que idade, hábito de fumar, obesidade e consumo de álcool interferem nas chances de gravidez, mas a influência do stress é menos clara.
A equipe da Universidade de Oxford, mediu 2 hormônios vinculados ao stress, a adrenalina e o cortisol, a partir de exames da saliva das participantes.
A adrenalina é liberada pelo organismo quando a pessoa está, ou julga estar, em situação ameaçadoras ou perigosas. O cortisol está associados ao stress crônico.
As mulheres que tinham índices maiores de alfa-amilase na saliva (uma proteína que pode servir como indicador na medição de índices de adrenalina), apresentaram uma redução de 12% nas suas chances de engravidar nos dias férteis em comparação às que tinham os níveis menores do indicador.
Os pesquisadores não encontraram associação entre as chances de engravidar e o nível de cortisol.
"A descoberta reforça a ideia de que casais que estão tentando ter um bebê devem procurar ficar tão relaxados quanto possível", diz Cecilia Pyper, uma das integrantes do grupo.
"Em alguns casos, diz Pyper, pode ser importante procurar técnicas de relaxamento, terapia e até ioga e meditação".

"Novo estudo diz que em breve poderá se identificar o Autismo através de Ressonância Magnética."


Declan Murphy, professor de Psiquiatria do King´s College, de Londres, disse em entrevista que um novo método que examina alterações estruturais na matéria cinzenta cerebral, pode estar pronto para uso geral dentro de 2 anos. O próximo passo é testa-lo em crianças.
Murphy e seus colegas, que divulgaram a descoberta na publicação Journal of Neurocience, estudaram 20 adultos saudáveis e 20 outros com diagnóstico prévio de distúrbios de espectro do Autismo, o que inclui também a Síndrome de Asperger.
O índice de acerto foi considerado altamente significativo, mesmo em se tratando de uma amostra tão pequena.
O exame analisa variações na forma e na estrutura de regiões cerebrais ligadas à linguagem e ao comportamento social, usando máquinas comuns de Ressonância Magnética por Imagens.
Como o exame é muito mais rápido (cerca de 15 minutos), acaba custando cerca de 5% do valor dos exames tradicionais, que podem exigir de 4 a 8 horas de trabalho de vários médicos.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

"Cérebro se protege contra ruído durante o sono."


A pesquisa publicada na revista Current Biologgy, investigou porque algumas pessoas são capazes de dormir em locais com muito ruído, enquanto outras tem sono leva, despertando por qualquer barulho.
A descoberta dos pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, é de que existe um padrão distinto nos ritmos cerebrais espontâneos naqueles que dormem pesadamente.
"Ao medir as ondas cerebrais durante o sono, pudemos aprender muito sobre a capacidade do cérebro de um indivíduo em bloquear os efeitos negativos dos sons. Observamos que, quanto mais fusos do sono o cérebro produz, mais chances a pessoa tem de continuar dormindo, mesmo em ambientes com ruídos, disse Jeffrey Ellenbogen.
Durante o sono as ondas cerebrais se tornam mais lentas e organizadas. Fusos do sono se referem aos breves picos de ondas de frequência mais elevada. Esses saltos de atividade são gerados pelo tálamo, região envolvida na integração das informações sensoriais".(com exceção do olfato.)
"O tálamo provavelmente evita que informações sensoriais cheguem a áreas do cérebro que percebem e reagem aos sons. O resultado de nosso estudo fornecem evidências de que os fusos do sono são marcadores para este bloqueio. Mais fusos significam mais sono estável, mesmo quando há ruídos", disse Ellenbogen.
Os cientistas esperam que o trabalho possa levar ao desenvolvimento de maneiras de aumentar os fusos do sono por meio de técnicas comportamentais, de medicamentos ou de dispositivos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"Compras por impulso e a neurociência."


Pesquisadores da Universidade de Vanderbilt, nos EUA, estudaram as atitudes compulsivas e chegaram a conclusão de que elas estão relacionadas ao déficit no modo como o cérebro regula o neurotransmissor dopamina.
A conclusão é importante, porque os traços de personalidade impulsiva são fortemente associados ao déficit de atenção, à hiperatividade ou a distúrbio de personalidade social, sendo que a impulsividade é um fator de risco para o desenvolvimento de abuso de substâncias químicas.
O entendimento sobre esta questão pode direcionar melhor o desenvolvimento de tratamento para a desordem da impulsividade, que afeta milhões de pessoas.
"O cérebro tem um número diferente de termostatos, que sentem o nível de certas substâncias químicas e ajustam sua produção", disse o doutorando em Neurociências Joshua Buckholtz, que trabalha auxiliando pelo professor adjunto de psicologia e psiquiatria da Universidade, David Zold.
"Nós mostramos que apenas um mecanismo de termostato- que libera a dopamina- está fora do normal em pessoas com alto nível de impulsividade", completou.
Pessoas impulsivas mostram um alto nível de dopamina em uma região do cérebro chamada striatum e uma baixa quantidade de um receptor para os neurônios da dopamina em uma região denominada mesencéfalo.
Como resultado, muita dopamina é produzida em determinadas regiões do cérebro associadas a recompensa e a motivação, às vezes aumentando a motivação em obter recompensas com comportamentos impulsivos.

domingo, 8 de agosto de 2010

"Estudos comprovam que treinamento, torna policial do BOPE mais preperado para lidar com situações limite."


Os cientistas do Laboratório de Mapeamento Cerebral e Integração Sensório-Motora, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), avaliaram durante 2 anos, através de testes, a capacidade de ação de uma unidade de excelência e definir de que forma a neurociência contribuiria na formação dos PMs e até na prevenção de erros cometidos no desempenho de suas funções.
No trabalho desenvolvido de 2007 a 2009, sete tipos de treinamento foram realizados, usando equipamentos criados pelos próprios pesquisadores.
"Com o estudo, podemos entender aspectos cerebrais de policiais e leva-los à melhor avaliação possível das situações, na tentativa de diminuir os índices de erros, como no caso do agente que confundiu a furadeira com uma arma", explicou o professor Pedro Ribeiro, coordenador do projeto.
Na avaliação, estes policiais, mostraram que podem exercer diversas funções simultâneas, ativando várias áreas do cérebro, diferente de outras pessoas. Isso porque com o treinamento, desenvolvem entre outras coisas, percepção, raciocínio rápido e capacidade de tomar decisões em situações extremas. Tudo sem perder o controle emocional.
Os aparelhos empregados na pesquisa continuam em uso pelo BOPE.
"Boa parte das falhas que policiais cometem tem a ver com a questão do treinamento. Fizemos os testes com uma unidade que tem um grau de performance excelente, justamente para mostrar que a diferença que essa capacitação exerce no desempenho do agente de segurança", disse o professor Ribeiro, ressaltando que um treinamento rigoroso pode evitar os chamados desvios de conduta. "Um policial bem treinado também ganha mais consciência da importância do seu trabalho e das consequências de seus atos. Logo, ele tende a evitar os erros", avalia o pesquisador.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

"Cientistas testam técnica para "ler" a mente de suspeitos."


O estudo feito por pesquisadores da Northwestern University, em Illinois, e publicado na revista Psychophysiology, revela que seus autores foram capazes de extrair informações "secretas" de voluntários com grande precisão.
A técnica se baseia na chamada atividade P300, sinais elétricos registrados no córtex cerebral.
Segundo os autores do estudo, quando uma pessoa tem "conhecimentos escondidos" recebe estímulos relevantes, ocorre um aumento na atividade p300 no seu cérebro.
Os participantes do estudo, 29 estudantes da Northwestern University, planejaram um ataque fictício com base em informações que receberam sobre bombas e armas letais. Para memorizar as informações, eles escreviam cartas detalhando o plano.
Meia hora depois, com eletrodos em suas cabeças, os participantes observaram telas de computador mostrando palavras, imagens ou sons.
As palavras Boston, Houston, Nova York, Chicago e Phoenix, por exemplo, foram exibidas na tela aleatoriamente.
Concluídos os testes, os pesquisadores constataram que o nome da cidade escolhida pelos participantes como alvo do ataque fictício evocou a maior atividade das ondas P300 no cérebro dos voluntários.
Segundo o professor de psicologia, J. Peter Rosenfeld, chefe do estudo, quando os pesquisadores sabiam de antemão os detalhes sobre o ataque fictício, foram capazes de identificar as ondas P300 em conexão com "informações culpadas" em 100% dos casos.
Mas, para o especialista, o que torna o estudo importante no mundo real é que mesmo quando os pesquisadores não sabiam de antemão os detalhes do ataque fictício, a técnica foi capaz de identificar informações secretas relevantes em mais de 80% dos casos.
"O teste foi 83% preciso na identificação de informações escondidas, o que indica que nosso procedimento complexo poderia identificar futuras atividades terroristas."
Os autores do estudo dizem que seu objetivo é criar um teste que permita que a polícia identifique detalhes como data, local e tipo de arma relativos a um ataque, com base em rumores e conversas entre suspeitos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"Confusão sonora e Dislexia."


Segundo neurocientistas da Universidade Northwestern, nos EUA, crianças com Dislexia tem dificuldade em diferenciar a lingua falada de outros ruídos.
Para eles a raiz do problema está no tronco encefálico: em crianças dislexicas essa área aparentemente não reage bem. Os pesquisadores estudaram 30 crianças com idade entre 8 e 13 anos, das quais metade sofria de distúrbios de leitura.
Os participantes assistiram a um filme escolhido por eles ao mesmo tempo ouviam a sílaba "da" no fone de ouvido. Com a ajuda de eletrodos os pesquisadores registraram a atividade cerebral das crianças.
Em um segundo teste, os voluntários repetiam frases inteiras que lhes eram ditas, e o volume do barulho que estava ao fundo, usado para distraí-los, aumentava gradativamente.
Os resultados foram os esperados: apesar de todas as crianças terem se concentrado no filme, o cérebro dos voluntários sem distúrbio permaneceu a sílaba pronunciada com grande exatidão, fato percebido pela linearidade do padrão do eletroencéfalograma (EEG). Em crianças com dislexia, esse sinal não ocorreu e o desempenho no segundo teste foi pior do que nos demais.
O tronco encefálico funciona como primeiro ponto de conversão de sinais acústicos depois que o ouvido interno transformou as ondas sonoras em impulsos elétricos. Crianças dislexicas aparentemente tem nesse estágio inicial do processamento sensorial problemas relevantes para diferenciar a fala de outros ruídos do ambiente, explica o neurocientista Bharath Chandrasekaran, coordenador do estudo.
Essas descobertas podem explicar os resultados de outros estudos que demonstraram que a dislexia muitas vezes surge associada a uma percepção acústica ruim da fala. Os pesquisadores sugerem que os professores podem ajudar crianças com esse distúrbio: alunos disléxicos deveriam sentar-se na frente do professor para acompanhar melhor a explicação e, em casos mais graves, usar aparelho auditivo adaptado.